Você já ouviu falar do futebol feminino, né?

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Mallu Precioso
Do Fala Galo
12/12/2019 – 06h
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A menos que você tenha ficado congelado durante o último ano, você ouviu falar em mulheres no futebol. A Copa do Mundo 2019, disputada na França, foi um grande divisor de águas
para a modalidade. Mas, antes mesmo disso, por uma determinação da Conmebol, todos os times
participantes da Libertadores 2019 deveriam ter um time feminino com as cores do clube, e foi mais ou menos assim que renasceu o Galo Futebol Feminino.

Como assim renasceu? Sim, o Galo já teve um time feminino, mas foi extinto ainda na gestão Kalil, em 2012. Sete anos depois, em parceria com o Prointer, nasce o Galo Futebol Feminino, que abriu as portas para todas as jogadoras do elenco e comissão técnica.
O Prointer foi fundado em 1975, sediado na Barragem Santa Lúcia, em Belo Horizonte, e disputa o Campeonato Mineiro há mais de duas décadas.
O novo projeto, chamado Galo Futebol Feminino, é encabeçado pela coordenadora Nina Abreu. As mulheres são treinadas pelo professor Sidnei Lima e pela auxiliar Thays Guimarães. Hoje com 32 atletas, o futebol feminino do Galo já avançou muito em apenas um ano.

Em 2019 foram 24 jogos, 14 vitórias, 10 empates e seis derrotas, um aproveitamento de 64%. São 85 gols marcados e 29 sofridos. Nossa artilheira, Duda, com 14 gols, chamou a
atenção da Pia Sundhage, treinadora da Seleção Brasileira, e já foi convocada para defender a amarelinha Sub-20.

Esses números garantiram o título da Copa BH, o tri (2009, 2012, 2019) e a semifinal do Campeonato Mineiro. No Campeonato Brasileiro, o maior desafio de 2019, o desempenho foi bem abaixo do esperado. Após a eliminação precoce no Brasileirão A2, percebendo a fragilidade do elenco, tivemos
um time inteiro de reforços para a disputa do Campeonato Mineiro, que hoje totalizam as 32 atletas mencionadas anteriormente.

Neste ano, conquistamos muito mais que títulos ou números. No início, os treinamentos eram feitos em um campo de gramado sintético no Concórdia, na Arena Inconfidência, hoje já são realizados na Cidade do Galo.
Nossas mulheres já têm patrocinadores e apoiadores próprios: o Banco BMG,
patrocinador do time masculino, apoiou a transmissão dos jogos do Campeonato Mineiro 2019 pelo YouTube, no canal da TV Galo. O time de futebol feminino do Atlético conta também com o apoio da panificadora Pão e Cia Santo Agostinho, a Clínica de fisioterapia Crot e a academia Turner.

Nossa camisa também tem um novo destaque, por meio do projeto Minas Esportivo, Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, o Guaraná Antártica estampa nossa camisa (muito mais bonita que a do masculino, se me permitem comentar).

Daniel Silber, gerente de marketing da marca, disse: “Somos parceiros da Seleção Brasileira masculina e feminina, de todas as categorias, há 18 anos e queremos expandir nosso apoio, principalmente ao lado de iniciativas que incentivem ainda mais a modalidade.
O projeto do Atlético, com seu viés social, reflete tudo aquilo que pensamos e procuramos”.

A categoria de base também está montada com 23 atletas, com destaque para a goleira Fernanda, que disputou a Copa Massime Sub-20 pelo Tupynambás, e recebeu o troféu de
melhor goleira do torneio. O Sub-18 tem bolsa, vale-transporte, uma academia montada na Arena Inconfidência e uma rotina de treinos mais intensa. Além disso, as atletas recebem um tratamento
profissional.

Segundo a coordenadora Nina Abreu, o Atlético, apesar da obrigação, não tratou o Futebol Feminino como “encosto”. Foi oferecida toda a estrutura da Cidade do Galo e decomunicação para as nossas mulheres, de forma que todas os acordos com parceiros pudessem ser honrados, e hoje elas são tratadas como jogadoras profissionais.

Ainda segundo Nina, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem feito seu papel para a modalidade. Ela fomenta a competição em 100%, de modo que os clubes não têm custos. A CBF arca com arbitragem, quadros móveis, hospedagem, translado e refeições,
pelo menos do Brasileirão Série A2 e do Sub-20, que é o que ela tem contato.
Ainda temos um longo caminho pela frente, a Federação Mineira de Futebol (FMF) fez várias promessas para o futebol de Minas Gerais, mas não cumpriu. A coordenadora Nina
Abreu cita que existiu um movimento para arrecadar receita, mas sem sucesso.
Os clubes fizeram várias reivindicações e esperam ser atendidos para os próximos anos. Para 2020, podemos esperar uma reformulação do elenco.

Como vocês puderam perceber, temos muitas atletas e poucas datas no ano. Assim como no futebol masculino,
existe o vai e vem do mercado.
Foram dispensadas 15 atletas, restaram 19. Dentre as que ficaram, quatro fazem parte do projeto social do Prointer e estão em fase final de tratamento.
Para 2020, teremos novidade na preparação de goleiras e o futuro do técnico Sidnei também é incerto.

Resumindo, nas palavras de Nina Abreu, o Atlético entende que o futebol feminino é uma categoria do principal produto do clube, que é o futebol, mas, nesta primeira temporada, ficou claro o poder e a necessidade que a gente tem que usar o futebol feminino como
peça de comunicação e de marketing institucional.

Recentemente, a CBF divulgou o calendário de jogos para 2020, com campeonatos tanto para o time principal quanto para as categorias de base. Que tal colocar nas suas resoluções de ano novo dar uma chance para esse esporte e assistir ao Galo Futebol Feminino em campo?

Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

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