Vencer e/ou convencer #OpiniãoDoTorcedor

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Por Diego Callegary
No futebol atual muitos trabalhos são mensurados pela eficácia e não pela eficiência dos seus métodos. O mercado de treinadores dentro da realidade brasileira está cada vez mais atento ao profissional pela sua capacidade de resultado imediato, do que efetivamente pela execução de um projeto de desenvolvimento técnico e tático.
O atlético versão 2019, dirigido por Levir Culpi, é o retrato desse pensamento. O atual trabalho do técnico campeão da Copa do Brasil em 2014 e vice do Brasileirão em 2015, não mostra o repertório de adrenalina que o torcedor atleticano esperava com seu retorno.
O futebol burocrático e pouco vistoso tomou conta do futebol brasileiro nos últimos anos. O Galo, por sua vez, se mostrou contrário ao cenário que se desenhava e montou equipes competitivas que buscavam explorar muito a força ofensiva do ataque e deixava algumas vezes a defesa exposta. Com esse estilo de jogo ganhando força com conquistas de alguns técnicos que adotaram o “futebol de resultado”, buscou-se durante as gestões administrativas do clube treinadores com esse perfil, mas como sabemos não obtivemos êxito na tentativa de retomar o caminho das conquistas.
Voltou-se a pensar no estilo agressivo de jogo, trazendo novamente o técnico Levir Culpi na esperança de que as glórias voltariam junto com ele, algo que até o momento não ocorreu. O time não consegue desempenhar o estilo denominado “Galo Doido”, e ao mesmo tempo não é eficaz na execução do estilo burocrático, deste modo, fica difícil definir qual é o perfil do time e qual a expectativa de futuro do clube e seu treinador.
Algumas decisões na escolha das peças dentro do time titular têm gerado muita polêmica também. A escolha por jogadores tecnicamente ruins e outros sem espaço ao modelo de jogo adotado simplifica a personalidade difusa do clube sob a batuta do atual comandante. Por fim, a pergunta que se deve fazer é: por que não se consegue adotar um modelo e seguir uma linha de ideia dentro do departamento de futebol do Clube Atlético Mineiro?
Alguns culpam a impaciência da torcida, outros as gestões confusas e desruptivas. A verdade é que o problema tem se tornado a cultura dentro do clube, na qual independente das influências, todo o trabalho tem um prazo de validade curto e cada troca é um estilo diferente a ser seguido.
Afinal, o que é realmente importante: vencer ou convencer? Reflitam.

15 comentários em “Vencer e/ou convencer #OpiniãoDoTorcedor

  • 29 de março de 2019 em 08:39
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    Bom dia!
    Vencer, vencer, vencer. Esse é o nosso ideal!
    O que não pode é perder pra um fraquíssimo Cerro Portenho diante da Massa, jogando com 3 volantes, sendo que um já não é volante, não é meia, não é atacante, não é porcaria nenhuma faz tempo. Será que é tão difícil entender isso?
    O que não pode é entrar sem jogador na lateral esquerda, afinal o pseudo que lá existe, não defende, não ataca, não cabeceia, não passa corretamente e não sabe cruzar. E até agora a inerte direção e o empacado treinador não fizeram nada pra resolver isso. Será que é tão difícil entender isso?

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    • 29 de março de 2019 em 08:40
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      Ah…o resto, é blá, blá, blá de pseudo entendedores táticos.

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    • 29 de março de 2019 em 10:28
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      Galo Roberto essa questão da lateral esquerda tá me incomodando demais. O Santos já contratou dois, o Cruzeiro também trouxe mais um, e o Galo até agora nada. Até quando a diretoria vai ficar nessa lenga lenga? Antes era a zaga que ficava esquecida, agora vai ser a lateral?

      Saudações Atleticanas!

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      • 29 de março de 2019 em 10:38
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        Pois é, amigalo Daniel Snard.
        É muita inércia dessa diretoria em relação à LE.
        Saudações!

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  • 29 de março de 2019 em 09:20
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    Bom dia!!
    Principalmente em casa o estilo Galo doido virou o dna do Atlético e não podemos fugir disso.
    Fora de casa pode jogar fechado matando o jogo nos contra ataques, na minha opinião esse é o melhor esquema para o Galo.
    Na minha opinião a torcida já se acostumou com os estilo Galo doido ‘dentro de casa” e não vai aceitar outro esquema.
    Cabe a diretoria escolher um técnico capaz de entender e praticar a essência do clube criando uma sinergia time/torcida.
    Independente do resultado, é galo doido neles, vai pra cima deles Galo ôôôô!!

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  • 29 de março de 2019 em 10:39
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    Faltou foco. Faltou à diretoria definir claramente o que ela esperava do treinador, qual modelo de jogo deveria ser adotado, e buscar treinadores que se encaixassem nesse modelo. Os nossos dois últimos presidentes (nepolino e um seTTe um) não pareceram saber o que esperavam do time, demitindo a torto e a direito e contratando sem levar muito em conta o estilo de cada profissional (principalmente o nepolino). O resultado é o que nós vimos nas últimas temporadas: elencos caríssimos fazendo campanhas pífias, e uma dança das cadeiras que parece não ter fim. E no final, é o torcedor quem paga o pato.

    Saudações Atleticanas!

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    • 29 de março de 2019 em 22:43
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      Concordo, mas não esqueça do lateral esquerdo e da manutenção de um ex- técnico, que em pouco tempo vai confirmar essa condição. Vide campanha na libertadores

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  • 29 de março de 2019 em 11:19
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    Bom dia massa. Pensei que este blog tinha acabado muitos dias fora do ar.fui a favor da vinda do Levir mas já me arrependi. O levir simplesmente está um treinador ultrapassado e teimoso. Pensei que seria o Levir de 2014 ,o time está mau treinado e sem raça e pegada.para tirar os peladeiros do time Elias e patrick a torcida teve que pegar no pé do treinador e dos jogadores. Sobre reforços varias equipes falidas tem 2 laterais esquerdo é direito enquanto o galo nem 1 lateral esquerdo temos. Continuo a dizer não iludo com este time.vai galooooooooo.

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  • 29 de março de 2019 em 13:45
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    Caros,
    Como entender o “culto” ao Burrinho? Coisas do coração. Existe uma história desse Sr. dentro do CAM baseada na MEDIOCRIDADE. Ele ñ chegou em 2014, montou um grande time, fez as peças funcionarem e criou o estilo “Galo Doido”. Ñ!…Sem rancor com esse medíocre, pois agora é ele…mas o q ele nos apresenta? Piadas? Lições de moral na torcida? Nada. O cara é preguiçoso. Foi um erro a vinda desse Sr. Qnd ele chegou, muitos ficaram quietos, pois sabem do q ele é (in)capaz. Onde e qnd, no Brasil, esse Sr. trabalhou e fez um grande trabalho de ponta, lapidou um estilo, imprimiu uma marca? Digam, um sequer em 30 anos de come quieto? Em todas as passagens por aqui, todas elas, sem exceção, sai escrachado pela torcida. É muito amor! É agora preocupado com as finanças do Clube. Ah! vá te catar, seu pilantra BURRO!
    Obs.: As glórias ñ vieram com Levir, elas se foram com o medíocre…e outra coisa, A Libertadores é incomparavelmente MAIOR q a CdoBr. Na CdoBr coube ao comediante apenas entregar as camisas ao grande time já montado. FATO.

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  • 29 de março de 2019 em 16:41
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    Boa Tarde. a copa do Brasil de 2014 foi ganha graças a torcida.longe dela perdemos quase todos os jogos e perto ganhamos todos.a libertadores a partir da segunda fase foi a mesma coisa.agora,o elias tem propostas,o ricardo oliveira tambèm,o fàbio santos nao tem concorente e a diretoria nao vende.tenho certeza absoluta que tem algo de podre no contrato destes caras.tà todo mundo enfiado nesta sujeira.

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  • 29 de março de 2019 em 18:42
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    Chegamos ao final de mais um dia. S Paulo fazendo grandes contratações, Santos contratou DOIS laterais esquerdos e O GALO NADA ATÉ AGORA!!
    É MUITA INCOMPETÊNCIA!
    Precisamos URGENTEMENTE de um lateral esquerdo!!
    ACORDA DIRETORIA!!!

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  • 30 de março de 2019 em 08:56
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    Vencer E convencer. Essas duas missões não são excludentes.

    REJEITADOS OU DESEJADOS. SER OU NÃO SER. OS HAMLETS ALVINEGROS. EIS A QUESTÃO

    Está acontecendo algo de muito estranho relacionado com o Atlético.

    O time não engrena e, embora o elenco mostre claramente comprometimento, bem querência entre eles e vontade de acertar, o Atlético, nessa temporada vem, outrossim, mostrando, em seus jogos, que existem problemas internos e de vestiário que estão afetando o desempenho de alguns jogadores em particular e prejudicando, de modo geral, de toda a equipe, em especial aquela considerada titular.

    As equipes B e C utilizadas, diga-se de passagem, com relativo sucesso por Levir Culpi no campeonato mineiro, curiosamente e, não obstante o desentrosamento, vêm mostrando maior regularidade e jogando, sem serem brilhantes, um futebol mais prazeiroso de se ver.

    É no time principal que residem os maiores problemas do Glorioso.

    Fábio Santos continua sendo escalado, não obstante estar em péssima fase e mostrando que está muito perturbado por algum problema, talvez de foro pessoal.

    Chará, por outro lado, embora viesse jogando razoavelmente bem, mostrando aguçado senso tático, comprometimento, provendo a linha de meias de fluidez e dando profundidade ao time pelo lado de campo onde caía e flutuava, foi misteriosamente sacado do time titular.

    Não é mera coincidência que o time tenha caído vertiginosamente de produção a partir de sua saída.

    A insistência inexplicável de Levir, primeiro com Elias pelo flanco esquerdo, totalmente fora de suas características e de sua zona de conforto e, depois, com o tímido Terans, também jogando de forma absolutamente desconfortável nessa mesma faixa de campo, muito contribuiu para que o time atleticano rendesse muito menos do que o seu potencial indicava.

    Inicialmente com Patric e F. Santos, atuando mal, o primeiro graças às suas conhecidas limitações técnicas, associadas a uma cobrança pesada e cruel da torcida, e o segundo, pelas razões acima apontadas, e depois com Guga ocupando a lateral direita, ainda verde, imaturo e sem nenhuma noção de recomposição ao voltar de suas descidas, o Atlético, sem Chará, e com Elias ou Terans na linha de meias pelo flanco esquerdo, passou a depender cronicamente, para ter profundidade pelos lados, dos avanços dos seus dois laterais direitos, vez que eles, em razão de suas características pessoais e, cada qual à sua maneira, são agudos quando se projetam.

    É que, além dos meias testados e já citados, Luan, não obstante a entrega, a inescondível percepção tática, a constante movimentação, a importante recomposição que oferece ao time pelos flancos e as boas atuações, não é um jogador agudo por excelência e, portanto, raramente dá profundidade à equipe pelo lado em que, preferencialmente, estiver se projetando.

    Colecionando duas derrotas nos seus dois primeiros jogos na Libertadores e comprometendo fortemente sua continuidade na competição, o irregular time atleticano, como não podia ser diferente, também amealhou forte desconfiança e grande descrença no seio de sua fantástica e multipassional massa.

    Sem fazer qualquer análise tática, sem buscar conhecer os fatos e sem se perguntar porque Levir Culpi, não consegue encaixar o time, porque insiste em experiências sabidamente infrutíferas, porque determinados jogadores estão jogando muito mal, com destaque negativo para F. Santos, porque vários outros atletas se mostram bastante tensos e, por vezes, impotentes dentro de campo e, porque, enfim, o Atlético, em particular a equipe titular, tem encontrado enormes dificuldades para se impor aos seus adversários, o torcedor atleticano prefere, quase sempre, o caminho mais fácil e perverso: denegrir a imagem dos jogadores e, em especial, massacrar aqueles que têm a desventura de serem escolhidos como bodes expiatórios.

    No passado, recente ou distante, R. Carioca, Dátolo, M. Rocha, Otero, Josué, Rodrigo Fabri, Richarlyson, Guilherme segundo, André Bebezão, Reinaldo Rosa, Guilherme Alves, Valdir do Bigode, Orlando, Jorge Campos, Aranha, dentre outros, além de craques consagrados e ídolos inquestionáveis como o xodó Marques, o Rei, Reinaldo, o bomba Éder Aleixo, o monstro da bola Cerezo, a Pérola Negra Laci, o fino da bola Luizinho, o goleiro de Deus João Leite, o Deus da raça Cincunegui, Taffarel, Marcelo (Oliveira), Danival, Djalma Dias, o pedalada Robinho, Fred e outros mais viveram, cada qual, o seu inferno astral com a torcida atleticana.

    Do elenco atual, Victor, de santo a demônio, Patric, C. César, Rever, Rabelo, F. Santos, Elias, Cazares, L. Cândido, Alerrandro, Nathan, Terans, R. Oliveira, Chará e Leandrinho, são, em graus e intensidade variáveis, os alvos preferidos da massa para exorcizar os seus demônios. Dentre estes, F. Santos e Elias são os mais rejeitados.

    Se são rejeitados aqui, são objetos de cobiça acolá. Se são chamados de “trastes”, “carniças”, “bostas” e de toda a sorte de adjetivos desclassificantes, os “hamlets” atleticanos são alvos de reiterados desejos de outros clubes.

    Patric que, por exemplo, já foi alvo do Palmeiras em duas oportunidades, recentemente esteve na mira do São Paulo que insistiu em sua contratação também por mais de uma vez.

    Elias, objeto de desejo constante do Internacional, também, despertou interesse do mesmo São Paulo e do Flamengo. O volante/meia atleticano, assim como fez em relação ao Colorado gaúcho, rejeitou a investida do tricolor paulista. Com o rubro negro carioca o negócio também não evoluiu.

    Cazares, alvo recorrente dos árabes, também já foi desejo de Flamengo e de Grêmio.

    Ricardo Oliveira segue no radar do Santos. Fábio Santos e Adilson estiveram na mira de Corinthians e de Grêmio, respectivamente. Ambos agradeceram o interesse e se negaram até a ouvir qualquer tipo de proposta.

    O Timão ainda sonha com Luan que também desperta o interesse do São Paulo e Victor, também procurado pela equipe são-paulina, respondeu ao tricolor do Morumbi que o seu desejo é encerrar a carreira no Atletico.

    Igor Rabelo mal estreou e recebeu uma proposta do futebol europeu, prontamente recusada pelo comando atleticano. Chará foi especulado pelo seu antigo clube, o Junior Barranquilla e, por fim, Alerrandro tornou-se alvo de especulações em torno do interesse de clubes europeus pelo seu concurso.

    Curiosamente, enquanto vários clubes vêem neles a solução para seus problemas e o reforço ideal, vários atleticanos vão se manifestando nas redes sociais, favoravelmente às suas saídas do clube, pouco se preocupando com o planejamento do elenco e com as lacunas que deixariam no grupo e no time, caso o Atletico os negociasse de forma intempestiva e irrefletida.

    Peças de reposição? Talvez caiam dos céus para essas aves agoureiras.

    Entre observações e comentários estapafúrdios, entre expressões grosseiras e agressivas, muitos atleticanos, destilando ódio e intolerância, vão contribuindo, consciente ou inconscientemente, para que o clube continue nessa barafunda.

    Até Luan, hoje certamente o mais querido da massa entre todos, já foi alvo de xingamentos e ameaças, uma vez em Confins e varias vezes nas redes sociais. Aliás, sobre os ataques e ameaças virtuais, Levir Culpi se manifestou duramente em um de suas últimas coletivas, quando chamou de covardes aqueles que se utilizam das redes sociais para agredir, vilipendiar e até ameaçar, muitas vezes de forma anônima.

    Lúcido e contuso, o Menino Maluquinho, também em coletiva, chamou a atenção para ações desse tipo na Internet de não torcedores do Atlético. Muitos desses acabam por se infiltrar em redes sociais atleticanas e conseguem, graças à passionalidade e à irracionalidade do atleticano, marcas registradas da massa alvinegra, criar situações desse tipo, contribuindo decisivamente para desestabilizar o jogador alvo, o treinador e o próprio time.

    Em meio a tudo isso e, por mais incrível que possa parecer, vários desses indesejados aqui e cobiçados acolá, ainda resistem aos interesses de outros clubes e, manifestando publicamente o seu gostar do Atlético e da própria torcida, continuam se mostrando refratários à ideia de sair do clube.

    O Atletico já mostrou que é imbatível quando time e torcida jogam juntos. O que aconteceu nos anos de 2013 e 2014 demonstraram isso.

    Se, de um lado, o clube precisa fazer os ajustes e desenvolver as ações necessárias para melhorar o ambiente interno e o vestiário, suprir as óbvias deficiências de elenco, equacionar os problemas financeiros, solver os problemas administrativos, fortalecer a marca Atletico e cuidar ainda para que o treinador, deixando de lado as suas idiossincrasias e teimosias, abandone os experimentos malucos e tenha elementos para encaixar o time de vez, de outro a massa atleticana tem que mudar radicalmente a sua postura que oscila entre o torcer de forma raivosa e sofrida com as suas frustrações e o torcer com orgulho estéril de quem, no fundo, se resigna com uma pequenez que contradita o gigantismo natural do Glorioso e que só existe no espírito amesquinhado do maltratado e catequizado torcedor.

    O atleticano tem que aprender a cobrar e a voltar a jogar junto. A voltar a acreditar que, se jogar com time, podemos derrotar qualquer adversário e ganhar o mundo. Cada um tem que fazer a sua parte, clube e torcida.

    Enquanto isso, rejeitados aqui, desejados acolá, os “Hamlets” atleticanos, sujeitos a pressões externas de toda ordem e vítimas dos desacertos internos, vão continuar tropeçando, ora jogando bem, ora jogando mal e o Atletico, aos trancos e barrancos, cumprirá os seus compromissos. E o futuro, quem viver verá.

    SER OU NÃO SER. Não é só um desafio dos Hamlets alvinegros que calçam chuteiras e vestem o manto sagrado. É também o desafio de como ser atleticano, de como saber torcer. O Atleticano birrento e bipolar também é um Hamlet na tragédia que ele próprio ajuda compor. EIS A QUESTÃO.

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  • 30 de março de 2019 em 09:42
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    Os jogadores precisam vencer e convencer a si mesmos. A massa precisa vencer a si própria e se convencer de sua força.

    ATLÉTICO, UMA PAIXÃO CÁRMICA OU UM JEITO MASOQUISTA DE SER E DE TORCER

    O time do Atlético realmente não é uma Brastemp. Mas, jogar prá baixo apenas não adianta nada. E, muito menos, ficar ruminando, aqui e ali, um dolorido complexo de vira latas não é o melhor caminho para cobrar e ajudar o time do coração.

    Nas redes sociais atleticanas, o torcedor atleticano, esquizofrênico e masoquista por excelência, vem se martirizando com comparações inferiorizadas com o rival.

    Essas comparações são sintomáticas e falam por si só.

    É verdade que o rival, apesar de ter feito uma campanha pior que a do Atlético no Mineiro, está praticando um futebol mais vistoso, mais solto, mais organizado e mais leve que o Galo. E existem razões concretas para que isso esteja ocorrendo.

    O rival conta com um ambiente muito mais leve, joga praticamente com pressão zero, sem ser sacudido por problemas internos graves e, portanto, vive um momento absolutamente diferente desse que o Atlético vem passando, o que, além de esconder suas deficiências, maximiza suas qualidades.

    Já o Atlético, além do crônico mau planejamento de elenco, está muito mal treinado e, principalmente, vem jogando afetado por problemas internos e de vestiário graves.

    A imprensa e a mídia que, em geral, são tradicionalmente aliadas preciosas do time azul, agem, em relação ao Atlético, quase sempre como instigadoras de crises e propagadoras de um anti marketing alvinegro, cujo efeito é normalmente devastador tanto para o clube, quanto para os corações, mentes e espíritos atleticanos.

    A tensão, a ansiedade e a cabeça ruim de alguns jogadores do Glorioso são sinais claros de que as coisas não estão nada bem na Cidade do Galo.

    O ego de Levir Culpi, naturalmente maior que qualquer coisa visível e invisível, vem contribuindo para desagregar ainda mais o ambiente.

    Isso fica claro até para o mais incauto dos observadores se este se dispuser a analisar, ainda que de forma superficial, as escolhas infelizes do treinador, cuja vaidade, arrogância e prepotência exacerbadas, o levam a insistir em uma fórmula e em escolhas que não estão dando certo.

    Ao insistir com alguns jogadores em funções e posicionamentos absolutamente fora de suas zonas de conforto e incompatíveis com suas características, e com outros, visivelmente em má fase e/ou claramente afetados por problemas diversos, Levir expõe estes e aqueles à fúria do torcedor, já naturalmente passional e irracional.

    A lúcida entrevista de Rever antes do jogo das quartas de final, diante do Tupinambás, já temendo uma má atuação e até uma surpresa negativa, em razão dos diversos fatores que têm conturbado o ambiente alvinegro e levado o time a jogar tão mal, ratifica o que está sendo dito aqui.

    O capitão da Libertadores 2014, inclusive, mais uma vez deu bronca e bateu boca no intervalo desse jogo contra o time juiz-de-forano, evidenciando o clima pesado que envolve o elenco.

    Nesse contexto, é óbvio que o time azul que, costumeiramente já joga muito e melhor nas mesas redondas esportivas do que dentro de campo, seja considerado por muitos, inclusive por atleticanos catequizados pelo marketing anti alvinegro e incapazes de lidar com as suas próprias frustrações, muito melhor, não só do que o Galo, mas também e, principalmente, muito melhor do que na verdade ele próprio o é.

    E, nessa mesma esteira, também é mais do que natural que tudo o que diga respeito ao Atlético seja qualificado da pior maneira possível. Pelo simples fato de vestir o manto preto e branco o jogador não presta, seja ele quem for, revelado na base ou vindo de fora.

    Se, de um lado, os elogios e as loas ao time azul são normalmente exagerados, de outro, as depreciações e as críticas negativas ao elenco e, ao time atleticano em si, são também exponencialmente exacerbadas, vez que, o que prevalece nessas comparações, é a emoção, a raiva incontida, o ódio corrosivo e, claro, o complexo de vira latas internalizado no atleticano pelo anti marketing e por ele cultivado com um prazer mórbido bem compreensível, por tudo isso que já foi dito.

    Esse jeito esquizofrênico e masoquista de torcer esteriliza toda a possibilidade do torcedor fazer uma cobrança verdadeiramente pró ativa e também inibe toda e qualquer ação concreta em prol do clube, vez que, os sentimentos que albergam essas comparações, desviam o torcedor, que nelas se contorce e sofre, daquilo que deveria ser essencialmente focado em benefício do Glorioso.

    Esses sentimentos não unem, não agregam e, principalmente, não geram forças motrizes de cobrança e de ações pró ativas e verdadeiramente construtivas.

    Há décadas o anti marketing alvinegro difundido em praticamente todos os veículos da mídia, em especial nos de maior audiência e penetração no seio da massa, vem “catequizando” o torcedor atleticano e internalizando nesse um sentimento de vergonha, derrota, frustração sofrimento e até de culpa, simplesmente por torcer pelo Atlético.

    Não raras vezes, falsos atleticanos, se aproveitando de microfones, câmeras e espaços, generosamente franqueados a eles, vomitam asneiras do tipo “tenho que me curar dessa doença”, tenho que parar de sofrer”, “não sou mais atleticano”, “se não for sofrido não é Atlético” e “isso só acontece com o Atlético”.

    Com muita tristeza e irritação vejo milhares de atleticanos, aqui e ali, reproduzindo esses mantras negativos.

    A ultima “pérola” citada acima é normalmente dividida com o Botafogo carioca, único clube brasileiro que, a exemplo do Atlético, é chamado irônica e coincidentemente de Glorioso.

    A história de problemas e de crises do alvinegro do RJ é, em muitas das nuances abordadas nesse texto, semelhantes a do Atlético.

    Para os “carpideiros” atleticanos vale a pena observar de fora o que acontece com o tradicional clube de General Severiano para aprender sobre sua própria “tragédia” existencial.

    O time atleticano vem, de fato, jogando, coletiva, tática e, em alguns casos, também individualmente, muito mal, mas prefiro a crítica construtiva e pontual, a ficar ruminando minhas frustrações e a ficar cultivando esse sentimento de inferioridade destrutiva.

    Diante do Tupinambás, o time alvinegro foi, mais uma vez, burocrático, sem inspiração, tenso em vários momentos, lento, sem profundidade, desorganizado e, por tudo isso, exibiu, de novo, um nível de competitividade baixo, i.e., aquém, muito aquém do potencial do seu elenco. Ou seja, se algo destoou na festa atleticana foi o próprio time.

    Mas, nada disso justifica esses sentimentos que exalam do tom das falas e das comparações que estão pululando nas redes sociais atleticanas.

    Há anos venho denunciando, aqui e ali, a exploração de um binômio perverso e corrosivo:

    “Tudo o que é bom é azul, tudo o que é azul é bom”.

    “Tudo o que é ruim é preto e branco, tudo que é preto e branco é ruim”.

    Prefiro a ação consciente e propositiva.

    E, mais do que ver o lado bom do Atlético que, apesar das más línguas, existe de fato e é poderoso, quero trabalhar e agir para inflá-lo, cultivá-lo e mantê-lo pujante e altivo.

    Antes de vaiar e execrar Fábio Santos, por exemplo, prefiro enxergar que o atleta, lançado às feras e esmagado por milhões de olhares hostis, vem brigando com os seus demônios até com certa dignidade.

    Reconhecer isto e outras coisas é o primeiro passo para que o torcedor exorcize os seus próprios demônios e aprenda a superar esse carma masoquista no qual está mergulhado de cabeça.

    Nesses tempos bicudos, nos quais a violência, a intolerância e o ódio estão na ordem do dia, todo cuidado é pouco.

    Vivemos tempos difíceis. Antes, quando as redes sociais ainda eram embrionárias, as pessoas se confraternizavam e eram mais felizes. Hoje, só há espaço para briga e só se vê ranzinzas e gente de mal com a vida.

    Que a grande festa dos 111 anos, que começou no Mineirão e se estendeu até as primeiras horas da segunda-feira, dia 25, diante da sede da Olegário Maciel, seja inspiradora de uma onda de muita energia pró ativa a favor do Glorioso.

    Aquelas milhares de crianças de todas as idades que coloriram e embalaram o Gigante da Pampulha, mostraram que, enquanto elas existirem, o Galo é imortal e que sempre valerá a pena torcer, acreditar e lutar.

    E, como diz o hino, COM MUITO ORGULHO.

    Há muito tempo exorcizei de mim um sentimento que me fazia acreditar, de forma sofrida e despeitada, que a grama do vizinho é sempre mais verde, a galinha mais gorda e a mulher mais gostosa. Freud sabia das coisas.

    E, porque aprendi que não tem um jeito melhor de fazer o Atlético navegar em águas tranquilas e fazer refletir o seu gigantismo natural, conquistando títulos e títulos, do que fazer a massa entender o que significam a sua força e a sua paixão e porque ela é tão temida a ponto de sempre tentarem catequiza-la e descaracteriza-la, é que faço esse alerta mais uma vez.

    Complexo de vira-latas, TE DESCONJURO, DE UMA VEZ POR TODAS, COISA RUIM!!!

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  • 31 de março de 2019 em 11:12
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    Seus artigos são bem informativos, vendo que muitas pessoas buscam informações relevantes, muito bom quando encontramos conteúdo de qualidade como esse, parabénsl

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