Variações táticas com o elenco do Galo – Por: Lucas Tanaka

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A partida contra o Danúbio foi o sexto jogo do Atlético no ano. Foram cinco partidas pelo Campeonato Mineiro e uma pela Libertadores. Ainda é pouco pra analisar profundamente o elenco que o técnico Levir Culpi tem em mãos, mas já deu pra perceber algumas virtudes e algumas deficiências que esse time apresentou até aqui.

O esquema utilizado quando o time tem a posse de bola e está atacando, não mudou do ano passado para esse ano. O Galo atua com a bola no 4-2-3-1, e sem a bola no 4-4-2. O torcedor atleticano, tem mais ou menos um time titular na cabeça, mesmo que não concorde com os 11 iniciais escolhidos pelo Levir. Esse mesmo que vos escreve, tem algumas divergências em relação ao time considerado ‘titular’ pelo técnico do Galo.

O time do Galo hoje, é: Victor, Patric, Rabello, Réver, Fábio Santos; Adilson, Elias, Chará, Cazares, Luan e Ricardo Oliveira. Eu mudaria de imediato dois jogadores, que são eles: Patric e Adilson. No lugar, entrariam Guga e Welison, respectivamente. Nesse 4-2-3-1 do Levir, temos a primeira linha de quatro trabalhando bem as saídas de bola, geralmente com o Réver sempre dando o inicio das jogadas com passes curtos, longos e até inversões de jogo. Os laterais sempre buscam a triangulação com os volantes e os pontas. Não atoa, Patric e Fabio Santos, geralmente são os jogadores que lideram as estatísticas de passes efetuados em uma partida.

A frente, temos o Adilson mais recuado fazendo a cobertura dos laterais, quando os mesmos sobem ao ataque, e mais a frente, o Elias com a função de ser o volante box to box, que é o cara surpresa do time, que penetra na área adversaria, jogando de área a área. Isso, na teoria apenas, pois o Elias, até então, na minha opinião, vem encontrando dificuldades em exercer tal função, que foi realizada com maestria pelo Gustavo Blanco antes da sua lesão. Mais a frente, temos o Cazares, que atua centralizado, Luan e Chara nas pontas. Digo nas pontas sem citar o lado, pois os dois jogam em ambos os lados, e com Levir, é exatamente isso que vem acontecendo. Por fim, temos o Pastor, que é o nosso camisa 9, mas quem pensa que é o famoso centroavante que só fica na área recebendo bola se engana. Ricardo Oliveira esta saindo bem da área pra receber bolas e fazer tabela com Cazares, Luan e Chará.

Esse 4-2-3-1 do Levir, vez ou outra, vira um 4-1-4-1, sendo Elias e Cazares por dentro, e Luan e Chará nas pontas. Quando o Galo não tem a bola, o esquema muda para o 4-4-2, com duas linhas de quatro, e os dois pontas tendo a função de acompanhar os laterias adversários, com o Cazares e o Pastor dando o primeiro combate.

Outro esquema que poderia ser adotado pelo Levir, seria o 4-3-3  ou 4-3-2-1, com Adilson (que é o volante que temos com característica mais defensiva e o que tem mais dificuldades com a bola nos pés) a frente da zaga fazendo a proteção e cobrindo as subidas dos laterias, Welison/Jair um pouco a frente, pela esquerda, e Elias mais pela direita, um pouco a frente do segundo volante, sendo o terceiro homem de meio campo, que é quem chegaria mais ao ataque, e assim, com menor obrigação de marcar. Outra alternativa, que seria mais cautelosa, é a de dois primeiro volantes a frente da zaga, e a frente deles, o Elias.

Por fim, a frente dos três homens de meio campo, teríamos o Cazares/Vinícius pela esquerda, Chará/Luan/Bolt/Terans pela direita e o Ricardo Oliveira mais a frente. Esse seria o esquema com a posse de bola. Sem a posse de bola, poderia se transformar em um 4-5-1, com Cazares/Vinícius e o jogador que estiver pela direita voltando pra recompor junto da linha de três homens de meio campo ou até mesmo o 4-4-2, ficando com o primeiro combate, Cazares/Vinícius e Ricardo Oliveira. Esse, na minha opinião, seria o esquema que melhor se adequava ao atual elenco que o Galo possui. Penso que, nesse 4-2-3-1 do Levir, o Elias sendo o segundo volante, deixa o Adilson sobrecarregado na marcação, e o próprio Elias, joga longe do gol, que é onde poderia ajudar mais. Além disso, temos o Chará e o Luan, totalmente abertos nas pontas, e isso implicaria em uma cobertura bem feita pelos volantes aos laterais, pois tanto Luan e o Chará, tem dificuldades na hora de recompor e ajudar na marcação pelas pontas.

Abro um parêntese em relação ao Luan, que pode em qualquer posição do meio pra frente, tanto de ponta esquerda, direita, ou até centralizado. Por várias vezes, no decorrer do jogo, mais pelo final, vimos o Luan vindo jogar por dentro, e o Cazares caindo pelo lado esquerdo. Luan poderia ser testado também, como um segundo volante, quando o time precisar buscar um resultado adverso, ou também como terceiro homem de meio campo. Aí cabe ao Levir, optar por um meio campo formado por Adilson/Welison/Jair, Luan e Elias, com os dois revezando o papel  de terceiro homem de meio campo.

Além disso, temos também a possibilidade do tradicional 4-4-2, ou com duas linhas de quatro, ou com o losango. Com as duas linhas de quatro, na segunda linha, poderíamos ter dois primeiros volantes (Adilson/Welison/Jair), com os laterais e os homens abertos tendo mais liberdade, ou um primeiro volante acompanhado do Elias, pra ter uma saída de bola com melhor qualidade. Em ambos, eu colocaria o Terans de segundo atacante, mais próximo do Pastor, que é a posição de origem dele e a que o fez ser artilheiro e ter destaque no campeonato Uruguaio. Já o 4-4-2 losango, seria um primeiro volante mais preso a frente da zaga fazendo a proteção e cobrindo os laterais (Adilson/Welison), e a frente, com o Jair, (que já mostrou qualidade no passe atuando pelo Sport e pelo Galo) e o Elias ao seu lado, mas o último com um pouco mais de liberdade. Fechando a ponta do losango, teríamos o Cazares/Vinícius, totalmente solto para cair de ambos os lados e fazer a ligação do meio ao ataque.

Mesmo tendo apenas seis partidas no ano, já deu pra ver que Levir tem varias possibilidades com variações táticas para implantar durante o ano, e ate mesmo dentro de um mesmo jogo. Quanto mais possibilidades de mudanças, melhor, pois dificulta o estudo do adversário e não fica um time fácil  de ser marcado. Temos ainda algumas carências no nosso elenco, que ao meu ver, é a lateral esquerda, cujo não temos reserva e uma sombra para o Fabio Santos, o reserva do Ricardo Oliveira, por mais que tenha tudo para ser um grande jogador, deve ainda ser considerado como aposta e revelação, e, por último, a posição de segundo volante, que recentemente perdemos uma ótima opção para essa posição, que é o Gustavo Blanco.

Hoje, temos apenas o Elias de volante com características mais ofensivas, isso que estou colocando Elias como volante, que como podem ver, como disse no texto, tem mais características de terceiro homem de meio pela direita do que propriamente segundo volante. Além dele, sobram o Lucas Candido, que tem problemas sérios com o DM, Welison que pode atuar nessa função, mas não é a de origem, e por fim, Jair, que deu um ótimo cartão de visitas, logo na estréia, dando bons passes e aparecendo dentro da área para finalizar, marcando até um belíssimo gol. Dito tudo isso, ainda falta um volante ao Galo, com as características do Blanco, que possui um ótimo passe, boa marcação, inversões de jogo, e que saiba finalizar (essa última, o Blanco ainda precisava aprimorar).

Por: @LucasTanaka

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8 comentários em “Variações táticas com o elenco do Galo – Por: Lucas Tanaka

  • 9 de fevereiro de 2019 em 07:51
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    Independente do esquema tático se o Elias continuar jogando a meio campo do galo fica inoperante e n vai funcionar! Pior jogador do galo é ele, sobrecarrega o nosso primeiro volante que tem que marcar por dois e só contribui no ataque quando chega dentro da área pra finalizar ou pegar um rebote, não contribui para construção de nenhuma jogada! Revejam o 1° gol do Galo e do Danubio na primeira partida da libertadores, se ele dá o pique para marcar o jogador que fez o gol do Danubio (que era responsabilidade dele) igual ao que ele deu pra chegar na área pra pegar um possível rebote do Pastor o 1° tempo acaba 1-0 nosso

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  • 9 de fevereiro de 2019 em 09:29
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    Bom dia!
    Pra início de conversa eu já teria tirado o preguiçoso, o inoperante, o bundudo, o que tem enterrado o time e que a imprensa e parte da torcida não consegue ou não quer enxergar como erva daninha, e que SE CHAMA ELIAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Outra coisa esse Fábio Santos passou da hora de ser sacado do time. Ao contrário do que disse o professor mundo da lua, essa ameba não marca, não cabeceia e não ataca. Fora Fábio Santos!!!
    A burrice e teimosia do treinador não tem limites. A comprovação disso é mandar Guga pra o jogo hoje em poços de Caldas e ter o álibi de não escalá-lo na terça, num jogo decisivo, preterindo-o em função de escalar o incrível Patric. Isso é um absurdo!!!
    O Bolt em duas partidas já fez bem mais que o “caríssimo” Chará. Em que mundo nós vivemos?!
    Meu time pra terça seria:
    Victor, Guga, Rabello, Réver e qualquer um, menos Fábio Santos; José Wellison, Jair e Luan; Cazares, Bolt e pastor.

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  • 9 de fevereiro de 2019 em 11:07
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    Caros,
    Q viagem!
    “Mesmo tendo apenas seis partidas no ano, já deu pra ver que Levir tem varias possibilidades com variações táticas para implantar durante o ano, e ate mesmo dentro de um mesmo jogo.”
    “Possibilidades de mudanças”! Explica isso aí Fala Galo, pq torcer todo mundo torce, Eu Acredito e até luta contra tempestade…a realidade impõem limites e a bola pune.
    Vamos ser honestos. Nosso time ñ é isso tudo ñ, ñ tem a mesma versatilidade q o escriba tem de fantasiar o q vê. E é assim pq ñ tem as peças…é um time facilmente envolvido no setor nevrálgico, a meiúca, as laterais são nulas (Patrick e Fabíola Santa são LIXOS), a armação é dependente de Cazares (craque, diga-se) e o Pastor um Pipoqueiro mascador. E quem substitui esses NULOS aí prá mudar uma partida?
    As ideias acomodadas do comediante disfarçado de entregador de camisa tão no efeito a pleno vapor…
    TORCER, sim. DISTORCER, ñ.
    Tá tudo dominado!
    Vencer a Caldense é obrigação! O Mineiro é obrigação!
    Queremos o Br19! Vamos, Presidente 7!
    GALO SEMPRE!

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  • 9 de fevereiro de 2019 em 11:42
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    Salve massa!

    Hoje vamos deixar de lado um pouco as coisas do glorioso, pra falar da tragédia de ontem no CT do Flamengo. Aqui em Minas após a tragédia de Brumadinho, onde mais de 60 pessoas já haviam sido encontradas mortas, houve rodada do estadual, teve dancinha em frente às câmeras em comemoração dos imbecis jogadores do lado das garças. Isto sem falar no mentecapto e idiota que depois resolveu brincar com a tragédia na rede social. Estas atitudes demonstraram uma total falta de despreparo, desrespeito e falta de vergonha de seus protagonistas.
    No Rio ao contrário ontem a federação carioca junto com os clubes cancelou todos os eventos deste fim de semana, e os clubes mesmo rivais em campo unanimemente foram solidários com o Flamengo.
    Fica ai a lição e se em Minas todos perderam com a insensibilidade diante da tragédia de Brumadinho, ontem todos ganharam pela sensatez do momento.

    Té + e FORA ELIAS!!!!

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  • 9 de fevereiro de 2019 em 12:38
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    Parabéns pela analise tática do galo, mas acho que o melhor seria trocar Luan que esta errando mais que acertando, o melhor esquema e atacar o adversário na saída de bola e deixar nosso time mais leve, Luan erra a maioria do ultimo passe, time tem que ter e sangue nos olhos para vencer e convencer,
    Victor, Guga, Rever, Igor, Fabio, Ze, Elias, Cazares, Bolt, Ricardo, Chará, e ir pra cima

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  • 9 de fevereiro de 2019 em 13:31
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    Boa tarde.
    Muito pertinente suas colocações, porém sua aplicabilidade é remota. Indaguei com vários atleticanos essas possibilidades, hoje, Elias só cabe no esquema como terceiro homem de meio campo, sendo que o tal Luan da Massa, precisa sair do time.
    Maicon Bolt pede passagem, mas elogio o ponto do terans e reverbero do Chará, ambos destacaram em determinada função e aqui são colocadas em outra, o famoso correr atrás de lateral, lamentável.
    Quando disse remota, temos um técnico arcaico, improvável que abra mão ou pense fora da caixinha.
    Abraços

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  • 9 de fevereiro de 2019 em 15:11
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    Pra mim a solução é bem mais simples: é só tirar o Elias que o time começa a jogar melhor em qualquer esquema tático.

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  • 9 de fevereiro de 2019 em 20:57
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    Depois do jogo de hoje contra a Caldense, fica notório que Leandrinho, Nathan e Vinícios não servem para o Galo.

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