VAR: o dono do jogo

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Por Jéssica Silva

Se no primeiro jogo do Campeonato Mineiro o Galo passou por cima do Boa Esporte com facilidade, ontem o adversário parecia ser outro, porque vida fácil foi a última coisa que o time atleticano encontrou em Varginha.

O time comandado pelo treinador Tuca Guimarães evoluiu muito desde janeiro, porém, a maior dificuldade encontrada pelo Atlético foi lidar com as decisões do árbitro de vídeo.

O VAR foi o grande protagonista da partida entre Atlético e Boa Esporte que aconteceu ontem, no Estádio Dilzon Melo, já que foi o principal responsável pelo empate sem gols.

Maicon Bolt foi à campo preenchendo a vaga deixada por David Terans e entrou muito bem. O camisa 11 teve uma noite inspirada e fez da partida uma disputa corrida, como deve ser uma semifinal.

Bolt poderia ser o grande protagonista do jogo, mas os lances em que ele brilhou acabaram não gerando nada além de polêmica.

Aos 26 minutos, Fábio Santos tocou a bola para Ricardo Oliveira servir Maicon Bolt e o atacante chegou a balançar as redes, a Massa chegou a comemorar o gol em todo o estado e o narrador chegou a ficar rouco anunciando o tento… Mas não, nada de gol.

A bola na rede foi anulada com a justificativa de que Fábio Santos estava impedido no momento em que participou do lance, o que é difícil afirmar. Há quem discorde, mas por ver no lance uma definição dificílima, o mais correto a se fazer é validar o gol, segundo recomendações da CBF.

Revendo o momento diversas vezes, a conclusão a que cheguei é que o gol de Maicon Bolt deveria ter sido mantido e a vantagem do Galo também.

O Atlético não fez um primeiro tempo ruim, já que pressionava o dono da casa. O Boa respondia em contra-ataques, mas as melhores chances foram do Galo, que inclusive voltou a mexer no marcador mesmo baqueado pelo gol mal anulado.

Aos 33 minutos, novo gol alvinegro. Dessa vez foi Luan quem balançou as redes após receber boa bola de Maicon Bolt. Dupla inspirada, bola na rede e Galo em vantagem, correto? Incorreto. Mais uma vez o VAR acusou irregularidade no gol atleticano. A justificativa dessa vez foi uma possível posição de impedimento de Bolt, ao tocar a bola para Luan. Novamente acredito que o gol deveria ter sido validado, mais uma vez por ser um lance difícil e porque a recomendação da CBF em lances como esse é que a decisão do árbitro seja pró-gol. Para que serve uma recomendação se não para ser seguida?

A dificuldade em decidir o que fazer foi tanta que o árbitro chegou a dar o gol ao time do Galo e menos de um segundo depois sacramentou o impedimento.

O VAR tem o claro objetivo de impedir que qualquer irregularidade interfira no resultado de uma partida, mas no fim das contas, a decisão final sempre dependerá da interpretação do árbitro, a qual nem sempre estará correta.

Após as frustrações na primeira etapa, o objetivo do Galo no segundo tempo era balançar as redes mais uma vez para finalmente começar a construir uma vantagem. Como sofrimento pouco por aqui é bobagem, ainda contamos com a infantilidade de Zé Welison para deixar a situação ainda pior. O volante foi expulso da partida após deixar a sola da chuteira no joelho do jogador adversário. O VAR foi quem analisou o lance e, dessa vez, acertou em cheio e Levir levou à campo Lucas Cândido para tentar suprir a ausência de Zé.

Um time frustado por ter estado tão perto da vitória e um outro em vantagem por ter se distanciado da derrota e por estar com um jogador a mais foi o que a etapa complementar nos trouxe. O Boa não teve qualidade o suficiente para aproveitar a vantagem numérica e o Galo tinha em campo um jogador que vale por pelo menos uns cinco: Luan. O Menino Maluquinho mais uma vez foi o destaque positivo do time de Levir Culpi, jogando com apetite e preenchendo qualquer parte do campo que estivesse ao seu alcance. Um atleta como Luan vale muito, pois mostra que independente das circunstâncias podemos contar com pelo menos um jogador que tenha sangue correndo nas veias. O problema é que ver raça nas ações de apenas um homem dentre onze não é o suficiente.

Polêmicas à parte, a partida apagada e ineficiente de Cazares não pode passar em branco. A maneira como o Boa deitou e rolou em Fábio Santos, principalmente no primeiro tempo, e as chegadas perigosas do dono da casa nos minutos finais também não. O Galo foi prejudicado pelas decisões do árbitro de vídeo, mas isso não faz da sua partida de ontem uma partida perfeita e é preciso ressaltar que um Luan só não faz verão.

Aquele Boa Esporte da primeira rodada do Campeonato Mineiro, que pode ser facilmente goleado, definitivamente não esteve em campo ontem. Não surpreendentemente, já que os comandados de Tuca Guimarães vêm evoluindo positivamente, o Galo foi pressionado em diversas oportunidades. Mesmo com a melhora do time dos donos da casa, o Atlético tinha sim a obrigação de construir um bom resultado. Jogar por dois resultados iguais, se abraçar ao regulamento e depois colocar toda a culpa em decisões erradas da arbitragem (que realmente aconteceram) não é a postura correta. Espera-se uma maior sintonia entre os setores do campo, menos passes errados e mais vontade, do goleiro ao centroavante.

Levir Culpi parece estar cada vez mais despreocupado com o rumo que o time atleticano vem tomando, como se o que ele faz ou deixa de fazer não interferisse no resultado dentro de campo com proporções muito grandes e ver as dificuldades do Atlético em pleno campeonato estadual assusta, porque vêm coisas grandes por aí, competições onde realmente não há espaço para erros.

No jogo da volta, que será disputado no Mineirão domingo que vem, o Galo tem tudo para avançar à final empurrado pela Massa. O desejo é que o tão polêmico VAR não seja o protagonista da partida novamente, mas acima de tudo, o desejado é ver a dedicação de Luan também em seus companheiros de equipe. Dedicação essa que deve se fazer presente também na próxima quarta-feira, às 19:15, no Mineirão.

A maior preocupação vem agora já que nossa recuperação na Copa Libertadores, se acontecer, deverá começar contra o Zamora. Chegou a hora de vencer pela competição continental, esquecer as dores de cabeça do sábado à noite e buscar o primeiro resultado positivo naquela que é a disputa que realmente importa.

BOA ESPORTE 0 X 0 ATLÉTICO

Boa Esporte: Renan Rocha; Chiquinho Alagoano, Fernando Fonseca, Ferreira e Tsunami; César Sampaio, Claudeci (Edenilso, 33’2ºT) e Gabriel Vieira (Alan, 44’2ºT); Jayme (Denis, 21’2ºT), Gustavo Henrique e Kaio Cristian. Técnico: Cesinha

Atlético: Victor; Guga, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison e Jair (Elias, intervalo); Luan, Cazares e Maicon Bolt (Geuvânio, 32’2ºT); Ricardo Oliveira (Lucas Cândido, 19’2°T). Técnico: Levir Culpi

Motivo: jogo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro
Data: sábado, 30 de março de 2019
Local: Estádio Municipal Prefeito Dilzon Luiz de Melo, em Varginha (MG)
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Assistentes: Helton Nunes (SC) e Celso Luiz da Silva (SC)
Cartões amarelos: Ferreira (Boa); Jair (Atlético)
Cartão vermelho: Zé Welison (Atlético)

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Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

5 comentários em “VAR: o dono do jogo

  • 1 de abril de 2019 em 15:06
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    Parabéns, Jessica!
    Mandou muito bem!
    Eu não sabia dessa recomendação da FIFA.

    Acho difícil no jogo de volta com o Boa, o espírito lutador do notável Luan, contagiar os demais, pelo fato de Elias estar em campo. Impressionante como esse preguiçoso atrapalha ao time todo!

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  • 1 de abril de 2019 em 21:19
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    SÓ O SALÁRIO DO PÉSSIMO ELIAS PAGA TODA A FOLHA DE PAGAMENTO DO BOA.
    LUAN É UMA ANDORINHA SÓ E SOZINHO NÃO FAZ VERÃO.
    A PREGUIÇA DOS DEMAIS JOGADORES E EM ESPECIAL CAZARES É IMPRESSIONANTE.
    Ricardo Oliveira sai ao final do jogo com o penteado intacto.
    A continuar assim tá muito difícil a coisa.
    E SETTE CÂMARA E COM LEVIR CULPI SÃO OS PRINCIPAIS CULPADOS.

    Resposta
  • 1 de abril de 2019 em 21:20
    Permalink

    SÓ O SALÁRIO DO PÉSSIMO ELIAS PAGA TODA A FOLHA DE PAGAMENTO DO BOA.
    LUAN É UMA ANDORINHA SÓ E SOZINHO NÃO FAZ VERÃO.
    A PREGUIÇA DOS DEMAIS JOGADORES E EM ESPECIAL CAZARES É IMPRESSIONANTE.
    Ricardo Oliveira sai ao final do jogo com o penteado intacto.
    A continuar assim tá muito difícil a coisa.

    Resposta
  • 1 de abril de 2019 em 22:12
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    Discordo completamente da reclamação contra o VAR. O papel do VAR é justamente esse. Apontar irregularidades. Se estava impedido nos dois lances, então anularam corretamente. A reclamação é muita por que anularam os gols do nosso Galo, mas e quando for contra o Galo? Aí vocês vão querer a ajuda do VAR?
    Perder com irregularidade não pode, mas ganhar com irregularidade pode?
    Enquanto o futebol não for jogado com honestidade, ao invés de egoísmo com erros a favor, vai ser sempre assim: que se dane o outro, o importante é ganhar mesmo com “corrupção”? Espero que não. O VAR veio pra ficar e se for preciso marcar dez pênaltis em jogadas de agarra-agarra nos escanteios, que seja marcado.

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  • 31 de outubro de 2019 em 10:45
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