Uma análise tecnicamente feminina.

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#ArquibancadaFeminina

 

    Ao fim do clássico entre Atlético e Cruzeiro, válido pela decisão do título do Campeonato Mineiro 2019, rapidamente fui à minha playlist e cheguei à conclusão que só uma música caracteriza este momento: “Reconhece a queda e não desanima levanta, sacode a poeira, da à volta por cima”, de Beth Carvalho.

A vitória no clássico significaria muito mais do que o 45° troféu mineiro, na cidade do Galo significaria o resgate da confiança da torcida no elenco e na gestão, seria um recomeço. Quando se perde um título a cabeça fica quente e por horas ficamos procurando um culpado, o que é totalmente compreensível, o futebol mexe com a gente de uma forma inexplicável.   

Enfim… Agora com a cabeça mais fria, me juntei a mais três mulheres atleticanas e nós começamos a debater, fazer uma análise, sobre as principais polêmicas do último jogo. CONFERE AÍ:

 

Cris Bastos, 39 anos, enfermeira:

O futebol sempre esteve presente na vida da colunista do Fala Galo, com uma família 100% cruzeirense entre avós, tios e primos. Mesmo estando neste meio celeste, seu pai sempre a ensinou a torcer contra o vento. Embora ele nunca tenha a levado ao estádio, sempre foi uma referência como atleticano.  Neste clássico viveram um momento especial: “Há muitos anos ele se afastou dos estádios e atualmente está lutando contra duas doenças terríveis: o câncer e a depressão. Conseguir levar ele ao campo foi uma alegria imensa pra mim. Infelizmente o título não veio, mas ver meu pai pulando, torcendo, valeu mais que um título pra mim” . Cris também estava na rua de fogo e descreve a festa dos torcedores: “A torcida do Galo é indescritível, fez uma festa linda para receber o ônibus com a delegação e o sentimento era de que nós fomos para fazer o Galo vencer”, disse a colunista.

Ao contrário do que muitos torcedores estavam dizendo, a partida não foi um massacre. No primeiro tempo conseguimos neutralizar o adversário e soubemos marcar, mas sabe aquela frase “se não faz toma”? Foi o que aconteceu.  

ANÁLISE SEGUNDO TEMPO

Lorena Amaro, 31 anos, publicitária:

A torcedora assistiu ao segundo tempo em que o adversário começou mais ofensivo, mas não acredita que o Galo tenha segurado por opção tática: “O Galo recuava para se defender, tinha um time do outro lado que precisava fazer apenas um gol. Eles começaram a aproveitar melhor o lado esquerdo, que desde o primeiro tempo já estava mais aberto. Diferente de muitos jogos que vimos, quando o alvinegro voltava para o segundo tempo retrancado, omisso e sem vontade. Vimos outro time jogar, a palavra omissão não cabe em nenhum minuto desse jogo”.

SUBSTITUÇÕES

Sobre as substituições, Lorena acredita que foram corretas: “Achei a entrada de Vinícius e Alerrandro as ideais, já que não tínhamos como não substituir Luan e Geuvânio. Sobre o tempo e as peças, acredito que o Alerrandro deveria ter entrado antes, Bolt nem deveria entrar, ele já vinha mostrando problemas com precisão e qualidade técnica. Se possível, deixaria o Zé Welison até o final”.

DESTAQUES DA PARTIDA: Luan, Guga e Geuvânio. Exatamente nessa ordem!

A PALAVRA É: CONTINUIDADE, MAS A TORCIDA TERIA PACIÊNCIA?

Acredito no que foi dito sobre continuidade essas últimas semanas, sobre ter técnico e comissão que estejam há anos na equipe. Pensando nisso acredito mesmo que é o que falta para o Galo. Não faltaria lateral, atacante, meia ou zagueiro se tivéssemos há quatro anos com uma mesma equipe técnica. Se houvesse uma equipe que conhecesse o Galo de verdade, que sugerisse contratações certeiras que se encaixassem de verdade no elenco atual, não contratações cheias de holofotes, que em campo não conseguem sintonia com o grupo.

Quando o Galo tiver uma equipe técnica com continuidade, ele será capaz de ter um elenco que funcione independente da formação ou desfalques.

 

Luísa Duarte, 29 anos, servidora estadual:

A CULPA FOI DO VAR, LUÍSA?

O execrado VAR para muitos torcedores foi decisivo para a conquista do título, mas a Luísa vai nos esclarecer: “O VAR não pode ter dois pesos duas medidas. Tivemos um pênalti no primeiro jogo não marcado, o, todos os lances contra o Galo foram marcados. Tivemos no último jogo lances não analisados e em contrapartida tivemos a análise do VAR para um cartão amarelo, o que não é aceito pelo regulamento, se era para amarelo não deveria ter dado cartão. Essa última arbitragem não chamou a responsabilidade. O ÁRBITRO está apitando pelo que é decidido dentro da cabine, se olhar bem apenas o último lance do pênalti ele fez questão de ver. O VAR isenta o juíz!” .

PÊNALTI CONSTATÁVEL, INFELIZMENTE!

No lance do pênalti do cec-MG, a bola pega no braço do Léo Silva, o, a única forma de não pegar é se ele não tivesse braço, a bola resvala, mas não muda o curso após resvalar no braço do zagueiro. Porém, achei o jogo desenhado. O Galo jogou segurando o segundo tempo todo ao invés de se garantir, jogo perigoso que deu errado.

DESTAQUES DA PARTIDA: Gostei do Geuvânio, achei que desenvolveu bem e mostrou velocidade. O Elias também foi um dos melhores em campo, não só pelo gol, mas por se posicionar bem nos lances.

 

ARQUIBANCADA FEMININA

O último clássico marcou a disputa entre o novato Rodrigo Santana e o experiente Mano Menezes. Rodrigo, comandante do SUB 20, está como técnico interino e em uma semana precisou montar o time para levar o caneco no mineiro. Muitos disseram que o que ele fez em uma semana foi muito mais do que Levir fez em quatro meses. Do lado celeste há a experiência de três anos de Mano Menezes com entrosamento entre time, torcida e diretoria. Existe só um culpado, MENINAS?

LUÍSA DUARTE : “Após a saída de Levir Culpi os dois jogos foram bons. Foram  mais estratégicos, antes a sensação era de que Levir não estava conseguindo fazer um bom trabalho, ou vinha sendo boicotado. Mas a CULPA é da diretoria do Galo. Se Levir não conseguia manter um time constante isso deveria ter sido enxergado no dia-a-dia por quem está dentro e gerindo o clube , se demoraram tanto é porque houve uma falha na gestão”, finalizou a torcedora .

LORENA AMARO: Acho que para comparar esses fatores precisamos voltar às atuações de vários técnicos que passaram pelo Galo desde que o Mano chegou ao cec-MG. Fazendo por alto uma avaliação – como torcedora – de Róger Machado (último título estadual) até chegar em Rodrigo Santana (última derrota), eu acredito que faltou perseverança em tentar manter técnicos mesmo após derrotas, talvez se mantivéssemos o Larghi teríamos outro time hoje, talvez não. Só saberíamos o resultado se houvesse perseverança em tentar dar continuidade ao trabalho do treinador, Larghi é um dos exemplos, mas podemos refletir isso para todos. O confronto verdadeiro no clássico foi entre um técnico com continuidade, que perdeu atletas na janela, recebeu novos e conseguiu remontar o time, contra uma equipe que vinha de diversas formações e formas de pensar ou jogar, que acabou se encontrando melhor com um interino do que com um técnico experiente como  Levir, mas que ainda precisa de um treinador com continuidade. Se há culpados, já nem consigo apontar, foram tantas pequenas coisas que foram acontecendo, no fim o copo apenas transbordou.

Tanto Lorena quanto Luísa concordam de que a melhor opção para o comando alvinegro é ROGÉRIO CENI , veja o que elas disseram:

LUÍSA DUARTE: “Pelo que vejo em redes sociais, o pessoal está gostando do nome de Rogério Ceni. Eu acho que ele tem que se provar tanto quanto o Galo e isso poderia dar certo, porém, ele não tem experiência no cargo, mas foi provado por outros que isso talvez não seja tão essencial. Realmente não sei o que pensar dessa possibilidade e não vou indicar meus treinadores preferidos para o cargo porque estão em outros times atualmente. Livre no mercado não há muitos que me agradem.”

LORENA AMARO: “Dos nomes que apareceram eu escolheria o Ceni. A sua trajetória no Fortaleza exemplifica tudo o que eu disse sobre continuidade. Hoje ele está com um time bom lá (no Fortaleza), porque teve perseverança e foi montando aos poucos, com todas as limitações. Para o Galo ele seria o começo de uma nova ideia, pensar em um técnico como alguém que deve perseverar no cargo.”

Quero agradecer a colaboração de Lorena Amaro, Luísa Duarte e Cris Bastos. Muito obrigada pelo tempo reservado e análises feitas, vocês são um MUST.

E então, torcedora, curtiu a participação delas?

 

Você também pode fazer parte da nossa ARQUIBANCADA FEMININA, basta entrar em contato pelas redes sociais do Fala Galo.

 

Por: Carol Castilho

Revisado: Jéssica Silva

Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

Um comentário em “Uma análise tecnicamente feminina.

  • 23 de abril de 2019 em 12:09
    Permalink

    Boooooooa, meninas! 💪🏻

    Resposta

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