São Victor, um dos “Libertadores” do Atlético

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Regine Santos
Do Fala Galo
30/12/2019 – 13h13
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É difícil começar a escrever um texto sobre um ídolo, alguém tão importante na vida de um torcedor, tanto para quem lê quanto pra quem escreve. Isso porque os fatos às vezes não agradam a todos, mas enfim… Soltando o verbo, o assunto da vez é ele, o “santo” de luvas, o arqueiro mais importante da história do Galo, ou simplesmente São Victor.

Nascido em 21 de Janeiro de 1983, em Santo Anastácio (SP), Victor Leandro Bagy iniciou sua carreira nas categorias de base do São Paulo, mas com Rogério Ceni sempre figurando a camisa 1 do tricolor paulista, Victor decidiu se transferir para Jundiaí e lá começou a jogar no Paulista, em 1998. Daí para frente foi emprestado ao Ituano no ano de 2002, voltou para a sua antiga equipe no ano seguinte e foi campeão da Copa do Brasil junto ao Paulista (maior conquista da história do clube).

No ano de 2008, após muitas especulações e o rebaixamento precoce do Paulista para a série C do Campeonato Brasileiro, Victor foi contratado pelo Grêmio e por lá atuou durante quatro temporadas, disputando a titularidade com o companheiro de posição Marcelo Grohe.

Até que no dia 29 de junho de 2012, Kalil deu a famosa “twittada” com os seguintes dizeres: “Torcida mais chata do Brasil, se o problema era goleiro não é mais. Victor é do #Galo!”. Assim então começava a história de Victor no Galo.

Victor foi o goleiro titular do Galo na campanha do Campeonato Brasileiro de 2012, onde conseguiu ser vice-campeão e levar o Atlético para a Libertadores depois de 13 anos fora da competição. O arqueiro voltou a ser convocado para a Seleção Brasileira após ficar mais de um ano sem vestir a amarelinha.
A temporada foi elogiada por ele mesmo, já que pela hospitalidade e receptividade da torcida alvinegra, o goleiro sentia como se estivesse jogando pelo Galo há anos.

A Libertadores 2013 será sempre lembrada por ser uma das mais emocionantes da história, e nesse mesmo ano aconteceu o nascimento do São Victor Do Horto. No dia 30 de Maio de 2013, aos 46 minutos do segundo tempo, Leonardo Silva fez um pênalti e o estádio se desesperou. Se Riascos fizesse o gol o sonho alvinegro acabaria naquele momento. Todos choravam e rezavam, então Victor, o maior goleiro da história do Galo, operou um milagre e pegou o pênalti nos classificando para as quartas de final da Libertadores. Assim nasceu o idolatrado e incontestável São Victor. Além disso, o arqueiro defendeu pênaltis contra o New’s Old Boys, nas semifinais, e contra o Olimpia na grande final da Copa Libertadores, o que deu ao Galo o título inédito da competição.

Acumulando ótimas defesas, Victor se manteve mais titular que nunca e em 2014 conquistou a Copa Do Brasil sobre o maior rival e, para falar a verdade, foram os jogos mais fáceis da competição. Sem contar os estaduais que conquistou ao longo dos anos.

Assim, os anos se passaram e achamos que os nossos problemas quanto a defesa tinham sido resolvidos. Com Giovanni na reserva, não havia nada que ameaçasse a titularidade do nosso Santo. Mas ninguém é perfeito, o ser humano é passivo de erros e o mesmo São Victor de defesas incríveis e milagrosas começou a se tornar um goleiro que mal sabia bater um tiro de meta, tomava gols bobos em todas as partidas, saía mal nas bolas, não defendia pênalti mais e então começou a ser contestado por parte da torcida, mas nunca deixou de ser titular.

Até que em 17 de julho de 2019, Victor sofreu uma lesão no joelho, mais especificamente uma tendinite, e foi afastado dando espaço para o jovem Cleiton, cria da base alvinegra. Com belas defesas e passando segurança para a torcida do Galo, além de ser convocado para a Seleção Brasileira, Cleiton ganhou seu espaço e ocupou a condição de titular do time no final da temporada 2019.

Victor jamais deixará de ser um ídolo, muito pelo contrário. A história que o Santo construiu dentro do Clube Atlético Mineiro é incontestável, mas a verdade tem que ser dita: o arqueiro ainda não está preparado para voltar a ser titular e terá que conquistar isso, já que o jovem Cleiton ocupou o espaço na defesa do time.

Disputa boa: de um lado a experiência de um goleiro que é ídolo, mas que passou por maus momentos, do outro um jovem e grande goleiro, que tem tudo para ter uma carreira brilhante. Acreditamos que será uma boa disputa, e o mais importante é sempre o bem do Galo, independente de quem for titular da equipe, o objetivo é sempre pensar na equipe como um todo.

Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

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