Sampaoli já tem uma taça e sua curva ascendente já tem 77,78% de aproveitamento, mas falta o DIFERENTE

Foto: Flick Atlético 

 

Betinho Marques
01/09/2020 – 14h46
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Desde a estreia em 14 de março na vitória de 3×1 contra o Villa Nova, Sampaoli acumula números excepcionais para um time ainda em construção.

Em 12 jogos, o argentino já conquistou seu primeiro título no Brasil. O retrospecto geral de “Sampa” é de 77,78%.

 

Sampaoli – Números gerais

12 jogos
9 vitórias
2 derrotas
1 empate
23 gols feitos – 1,92/jogo
9 gols sofridos – 0,75/jogo

 

Sampa no Mineiro – Invicto e Aproveitamento de 90,48%

Fazendo uma análise ponderada, sete jogos dos 12 no comando do argentino foram no Campeonato Mineiro, três na fase inicial e quatro na fase final, o que obviamente, mudam os parâmetros de análise em função da discrepância técnica das competições.

Aproveitamento 90,48%
7 jogos
6 vitórias
0 derrota
1 empate
16 gols feitos – 2,29/jogo
4 gols sofridos – 0,57/jogo

 

Sampaoli com 60% no BR2020 – Passa de ano

Aproveitamento 60%
5 jogos
3 vitórias
2 derrotas
0 empate
7 gols feitos – 1,4/jogo
5 gols sofridos – 1,0/jogo

Considerando um G6 para quem quer garantir a fase de grupos da Libertadores, hoje, o Atlético teria uma projeção de 68,4 pontos com o aproveitamento atual. Essa pontuação garantiria o Galo na principal competição sul-americana. No entanto, para querer mais, para brigar pelo título, o mínimo para o sonho é um aproveitamento de pelo menos 65% o que projetaria de 74 a 75 pontos.

Vale ressaltar que a pontuação do Flamengo no ano anterior foi muito acima do segundo colocado (90 pontos – 78,9% de aproveitamento). O time carioca “sobrou” muito, portanto, muito acima da curva normal. Já em 2018, o Palmeiras com 80 pontos também “sobrou” e ficou oito pontos acima do Flamengo, sendo uma referência acima da média, mas bem mais palpável com 70% de aproveitamento para levantar a taça naquele ano.

Desta forma, explicitar algumas estatísticas, serve para nortear o que cada um deseja na competição. Para o Galo, é evidente a necessidade de pelos menos duas “peças”. A principal delas é a que faça a diferença na construção de jogo, principalmente após a lesão do meia Nathan. Além disso, ainda falta o “fazedor de gols” para uma possível disputa de título, para fazer viver o sonho de ser campeão.

Como sabido, o Atlético fez investimentos altíssimos em 2020 aproximando de R$160 milhões com 16 reforços. Mesmo não tendo um “craque” criador, é evidente a ideia de jogo aplicada por Sampaoli que busca a posse de bola e que, com exceção do jogo contra o Flamengo, o Galo dominou territorialmente todos os seus demais oponentes.

Com uma ideia de jogo posicional, utilizando superioridade numérica no meio e ataque, mas combatendo possibilidades de contragolpes com pressão aos portadores adversários, tendo menos gente na área nas cobranças de escanteio, o Atlético, mesmo ainda não ideal, apresenta padrão que há muito tempo não se via. Um time que se torna equipe a cada jogo. Não tem nenhum craque, mas tem bons jogadores. A curva evolutiva cresce, mas falta o diferente.

Os parâmetros do Campeonato Brasileiro são outros, o Galo precisa de um meio-campista articulador e que faça o último passe ser mais limpo. O sonho da taça existe, a necessidade do “diferente” também e é proporcional ao desejo.

Agora, é fazer 77,78% no BR2020 e para isto é preciso deixar o Sampaoli trabalhar, mas precisa ele de um fazedor de gols e de:

só um, só um meia, o DIFERENTE.