O 45º Campeonato Mineiro é um pouco mais que “só” isso

Foto: Flick Oficial Atlético / Pedro Souza

 

Malu Precioso
01/09/2020 – 08h03
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Esse ano o título do Campeonato Mineiro teve um gosto diferente. Parece que, finalmente, estamos vendo acontecer o que o presidente Sérgio Sette Câmara prometeu desde que assumiu o cargo. Bom, só precisou 3 anos de humilhação em mata-matas, campanhas ruins no Campeonato Brasileiro, nenhum mineiro e… um goleiro de boné.

Isso e, lógico, o “faz me rir”. Nessa parte, os mecenas do Galo entraram com os dois pés na porta. Os mais “famosos” com os atleticanos, os Menin, Rubens ganhou até o apelido de “vô”. Cá entre nós, ele tem cara mesmo de ser uma pessoa muito querida.

Com o time quase que completamente diferente do que o eliminado precocemente na Sul-americana e Copa do Brasil, o Galo vence o Mineiro após 2 anos e 10 inexplicáveis minutos de acréscimos. É o título que marca o início da redenção do presidente Sette Câmara, quase que no final de seu mandato.

É o primeiro título de Sette Câmara. O primeiro de Sampaoli no Brasil. O primeiro de Rafael com a camisa do Atlético. O primeiro de Alan Franco, que perdeu o pai, vítima de COVID-19 em abril deste ano. O primeiro de mais 23 jogadores do elenco. Agora você já consegue ver o simbolismo, né?

Para Sette Câmara, é um alívio. Para os jogadores, é um prêmio. Para a massa, é um recomeço. Para Sampaoli, esse troféu é importante para que Galo se lembre o tempo todo que é preciso ganhar coisas. E como é bom vencer! Nosso treinador tem esse espírito. Mal tinha esfriado da comemoração pela conquista do Campeonato Mineiro, já citou na coletiva a importância de pensar no São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, na próxima quinta-feira, em Belo Horizonte.

O objetivo dos comandantes do Galo é montar um time forte e competitivo… para 2022, ano que deve marcar a inauguração da nossa casa, a Arena MRV. As contratações dizem muito sobre isso. Para Sampaoli, acho que a história corre um pouco mais rápido. Vice em 2019 com o Santos, o argentino está vendo seu amigo de longa data, Coudet, disparar na liderança. Essa rinha de hermanos vai longe!

Para finalizar, lembro que um time campeão não nasce do dia para a noite e “sorte” não é uma característica que leva ao topo dos pontos corridos. O Campeonato Brasileiro está engasgado desde 1977, acredito. Conheço mais de uma pessoa que fez promessas sobre ir ao estádio e comprar camisa do Atlético depois desse episódio. Foram libertados em 2013 pelo Santo. E acredito que, em breve, seremos felizes com “el profe”. Basta acreditar (e treinar bastante a pontaria).