Entrevista com o Presidente – Não sou o que pintam, Libertadores no Mineirão, lateral-esquerdo, estádio e vender para sobreviver

“O Atlético não precisou correr para regularizar seus documentos dos alojamentos da Cidade do Galo. Já tínhamos tudo isso, eu cobro. Para mim, quero o Atlético que faça projetos como o que inauguramos na quarta-feira (EcoGalo), mesmo que eu não esteja no evento. Sou cobrado por isso, até pelo Domênico, que acha que algumas vezes preciso estar, mas não priorizo isso. Quero fazer o melhor mesmo. Vivo esse clube diariamente com muito amor.”

Por: Betinho Marques [email protected]

O Fala Galo fez uma breve entrevista com o Presidente Sérgio Sette Câmara. Numa “veia” bem-humorada, o mandatário atleticano relatou sobre a possibilidade de decidir a vaga na Libertadores no Mineirão, confirmou que o clube busca de pés no chão um lateral-esquerdo, disse que fizeram uma imagem deturpada da sua pessoa, enfatizou a seriedade de trabalhar no Atlético e ponderou sobre fazer um clube sustentável financeiramente. Por fim, espera começar as obras este ano e reafirmou a necessidade de ter um clube que traga receitas e que venda jogadores para ser viável economicamente.

Mineirão na decisão contra o Defensor 

 FG –  Jogo de volta dia 27/02 contra o Defensor no Mineirão é possível?

Sette: Não digo que não, não digo que sim. Nenhum adversário se sente confortável no Independência, se precisar virar um jogo e eu achar que devo, farei de tudo para fazer valer o que for melhor para o Atlético e não para o adversário. Há decisões que eu preciso tomar, na maioria das vezes dialogamos na diretoria, mas algumas são minhas, sempre querendo acertar. 

FG:Entendo. Então, no caso de um jogo em que o Atlético vença o Defensor e não tenha necessidade de vitória, seria possível?

Sette: Betinho, é, talvez, mais ou menos essa linha. Não vou negar ou confirmar nada. Vamos decidir caso a caso. Tudo para que o Atlético seja beneficiado. Analisarei cada jogo, caso a caso. Não temos restrições ao Mineirão, já falei isso.

Casa do Galo

FG: Animado para o início das obras sabendo que temos ainda dois passos PBH e DAIA(Documento Autorizativo de Intervenção Ambiental) no IEF?

Sette: Pelo que acompanho e recebo dos empreendedores estou animado e esse ano começaremos a nossa obra. São processos difíceis que passam por várias pessoas e sempre há alguém que levanta o dedo e atrasam o processo, mas vamos conseguir. Teremos nosso estádio.

Lateral-esquerdo

FG: Presidente, vai trazer o lateral-esquerdo?

Sette: Olha, estamos em busca. Não vamos fazer loucura. Entendo o Fábio Santos como ótimo jogador, mas precisamos ter opções. Só reafirmo: vamos buscar com inteligência financeira e técnica. Não vou e não posso prejudicar o Atlético. Não vamos trazer por trazer. Precisamos trazer quem possa acrescentar.

Preciso trabalhar em dois viés. Vender, porque hoje é muito difícil fazer futebol só com cotas de TV. Temos que sobreviver, e agora as formas de recebimento de cotas estão mudando, a outra é trazer quem venha agregar tecnicamente. Não adianta trazer por trazer. Fico feliz com a negociação que fiz do Emerson, são vendas vitais para o clube e eu estive à frente. Precisamos vender e atrair receitas.

FG: Sérgio, legal ver você de bom humor e animado. O que diz sobre os novos projetos como EcoGalo inaugurados pelo Atlético esta semana?

Sette: Não sou isso que pintaram, tenho que correr para  pagar minhas contas, agora por exemplo, tenho que atender um cliente no meu escritório. Nem sempre consigo estar disponível, mas é por viver o clube e ainda ter um escritório. Sou verdadeiro. Uma coisa que você pode ter certeza é que não minto nos compromissos que firmo, e isso muitas vezes faz me indispor com algumas pessoas.

Sou atleticano desde que nasci, Betinho. Quero esse clube melhor. Não quero vangloriar, quero fazer algo de verdade pelo clube. Não sou como o meu adversário da última eleição que queria ser político, eu não serei, não vou candidatar. Quero cuidar do Atlético e faço isso!

O Atlético não precisou correr para regularizar seus documentos dos alojamentos da Cidade do Galo. Já tínhamos tudo isso, eu cobro. Para mim, quero o Atlético que faça projetos como o que inauguramos na quarta-feira (EcoGalo), mesmo que eu não esteja no evento. Sou cobrado por isso, até pelo Domênico, que acha que algumas vezes preciso estar, mas não priorizo isso. Quero fazer o melhor mesmo. Vivo esse clube diariamente com muito amor.

“Preciso trabalhar em dois viés: Vender, porque hoje é muito difícil fazer futebol só com cotas de TV. Temos que sobreviver, e agora as formas de recebimento de cotas estão mudando, a outra é trazer quem venha agregar tecnicamente. Não adianta trazer por trazer. Fico feliz com a negociação que fiz do Emerson, são vendas vitais para o clube e eu estive à frente. Precisamos vender e atrair receitas.”

 

Galo, som, sol e sal é fundamental!

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