Coluna Preto no Branco: Aqui é Galo, pô!!!

 

Por Max Pereira

Virar a chave é a palavra de ordem no Atlético. Afinal, o próximo compromisso do time alvinegro é, finamente, o jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil diante do Fortaleza que joga a melhor temporada de sua história. Uma semifinal insuspeita para muitos e que o futebol, fascinante por excelência, decretou. Tempos pandêmicos e atípicos estes.

Os três últimos jogos do Atlético no Brasileirão, em razão das dificuldades que o time encontrou para superar os obstáculos impostos pelos adversários, acenderam o alerta vermelho no clube. Os resultados ruins, obtidos diante da Chapecoense e do Atlético Goianiense, decorrentes da clara incapacidade do time em lidar com as dificuldades que encontrou, e até mesmo o drama vivido na vitória contra o Santos, teriam, para muitos, evidenciado um certo esgotamento de recursos táticos, além de uma exaustão mental preocupante.

O companheiro aqui do Fala Galo, Betinho Marques, especialmente iluminado, nos brindou nessas últimas 24 horas com dois ensaios que constituem, em conjunto, uma lição preciosa para os homens que estão conduzindo o futebol do Atlético. No artigo “ESTUDAR, PERSISTIR E VARIAR MAIS AINDA!”, publicado no site JOGADA 10, por exemplo, Betinho lembra que ser líder faz do Galo o time mais estudado e, por isso, desafiado a criar alternativas, explorando com eficiência todas as suas “peças” disponíveis.

E arremata de forma brilhante lembrando que a Cuca cabe fazer o time variar e saber lidar com os ferrolhos impostos, sabendo que um dia este ou aquele jogador não vai brilhar, mas que o que time saberá encontrar alternativas para dobrar o adversário e buscar o resultado que interessa.

Nesse sentido, o Atlético não pode e nem deve permitir que as más atuações de Keno sejam simplificadas pela intolerância da torcida. O que Cuca e sua comissão técnica têm que ir a fundo é na razão da inadaptabilidade tática de Keno ao modelo proposto para ele. Com Keno mal e nas ausências dele e de Savarino, o Atlético se vê quase sempre obrigado a afunilar o seu jogo porque perde a profundidade, a amplitude e a intensidade pelos flancos. Os adversários têm a sua missão de marcar favorecida e agradecem penhoradamente.

Em 2020 Sampaoli se perdeu em determinado momento do Brasileirão exatamente porque o time se ressentiu de uma falta de repertório para driblar os esquemas rígidos dos adversários. Nesse 2021, mais uma vez a água mole atleticana em pedra dura, tanto bate até que a água acaba.

A saída lenta, burocrática, com excessivos passes laterais e para trás, oferecendo superioridade numérica ao adversário em seu campo de defesa, vem comprometendo decisivamente a transição ofensiva e, óbvio, fazendo com que o time cometa erros de passe em demasia. A resultante de tudo isso é um time tenso, oscilante e sem a inspiração necessária para superar as dificuldades que os adversários estão lhe impondo.

Se dentro de campo o clube precisa virar a chave do seu jogo, e não apenas de uma competição para outra, fora das quatro linhas, o Atlético também precisa virar a chave de sua atuação nos bastidores, historicamente deficiente.

No artigo “UMA BARRACA NA CBF PARA ONTEM! ATLETICANO PODE DESACREDITAR NO QUE QUISER”, publicado em sua coluna aqui no Fala Galo, Betinho Marques cobra do comando alvinegro, mais que discursos panfletários nas redes sociais, que aja com firmeza e força junto à entidade máxima do futebol brasileiro e dá o tom da ação: BARRACA E PLANTÃO NA CBF JÁ!

Enquanto o presidente atleticano anunciava que faria uma reclamação junto à Ouvidoria da CBF, um dirigente do rubro-negro carioca era flagrado na sede da entidade na Barra da Tijuca no RJ, protestando vigorosamente contra a arbitragem e o VAR. Um autêntico murro na mesa.

Antes tarde do que nunca, o Atlético, que já deveria estar presente e atuante na CBF desde sempre, anuncia uma reunião com dirigentes da entidade.

Dentro e fora do campo o Atlético tem que aprender a se impor e, para isso, tem que qualificar e diversificar as suas estratégias. Afinal, AQUI É GALO, PÔ!!!