Black Friday Alvinegro: jogadores para colocar na vitrine

 

 

Helton Amora
Do Fala Galo, em Ponte Nova
29/11/2019 – 12h31

Fala, Galo! Fala, meu povo preto e branco, meu povo preto e meu povo branco, tudo bem com vocês?

Escrevo com imensa alegria e com o coração imerso neste clima de fim de ano, clima de Natal e Réveillon, e de mais o quê? De Black Friday! É, estamos naquela época do ano (principalmente aquela semana do ano) que temos a famosa promoção, aquela compra e venda aquecida, e por que não colocarmos algumas peças do Galo para vender? Isso mesmo. Aproveitando essa oportunidade, vou passar para vocês alguns nomes e circunstâncias de quem eu “colocaria na vitrine” para ir embora.

Pois bem, antes de adentrar em alguns nomes específicos vou considerar algumas causas e/ou motivos, razões ou circunstâncias para que o Atlético negocie algumas “mercadorias”. Então é preciso ver a viabilidade dos negócios, de mercado, o produto, a faixa etária, o custo-benefício, a identificação, dentre outras variáveis pelas quais elenquei esses cinco nomes – não mais que que cinco porque, na prática, o clube não conseguirá se desfazer de uma “barca” como queríamos, até para evitar rescisões contratuais que ficariam onerosas para o clube.

Fábio Santos: primeiramente é preciso lembrar, voltar um pouco ao passado e saber como ele era chamado, como se referiam a ele. Era um dos integrantes do meio conhecido como “vida-loka”. Este é o Fabio Santos que chegou ao Galo rotulado assim, mas que aparentemente não fez jus ao apelido. Fato é que ele veio com a bagagem e rodagem de jogador experiente, com um certo repertório de jogo e que no início aqui no Galo fez um “ilusionismo” e pequenas aparições talentosas, mas com nossa carência de jogadores renomados, nos deu um falso alento. Na realidade ele nunca foi nem seria aquele jogador que atuou no eixo, imaginou que aqui bastaria chegar com “status”, e não acreditou na exigência da torcida. Ele até nos salvou cobrando pênaltis e nos livrando de derrotas, mais pela personalidade do que pelo talento, e alimentou uma imagem irreal. Sempre foi um lateral medroso, “canela de vidro”, nunca foi para cima do marcador, parecendo ter medo do confronto. Passado o tempo, percebemos que ele correu e se dedicou somente no eixo RJ-SP e aqui em Minas não, aqui fez muito pouco para o nosso nível de exigência. Por fim, por essas e outras e por ainda ter uma suposta liderança corrosiva, pode ir para a vitrine, e agradecemos pelos serviços prestados.

Foto: Bruno Cantini / Atlético

Elias: esse é um outro caso de jogador que se dedicou muito no eixo RJ-SP e aqui em Minas não. Fez muito pouco para o nosso nível de exigência. Além de haver o fator primordial de ter ocorrido com ele uma situação específica, um marco, que foi um a entrevista em um portal da internet que, para quem leu ou teve conhecimento, mostrou quem ele é o que pensa em relação ao futebol, ao Atlético, e explica muito o comportamento dele no clube. O maior problema é que dá a sensação de que ele não entende o tamanho, a potência e o sentimento que é o Galo. Depois dessa entrevista, percebemos nos jogos a forma dele de atuar, sendo que quando tinha uma boa atuação, reforçava a titularidade e nos enganava. Como um suposto volante não atua como volante, ou como já atuou com volúpia no eixo e aqui no Galo não? Parece não ter vontade e não compreender o que é jogar no Galo. E não é pela idade, mas sim pelo que não demonstra. Além de ter também uma suposta liderança corrosiva, tóxica, onde chega a ser intocável pelos treinadores e enferrujar o andamento do time e dos volantes que fazem dupla com ele, já que todos se machucaram ou ficaram sobrecarregados. Enfim, não deu certo aqui e não terá seu contrato renovado.

Patric: este é um caso à parte, temos todo o cuidado para falar sobre ele, pois é um ótimo funcionário, mas para um outro patamar de clube. Vamos começar do fim para o começo. Ele tem praticamente dez anos de clube e pensando friamente assim, seria um alento, pois o que mais se questiona é o tempo dos atletas nos clubes, já que não ficam tempo suficiente para demonstrar o desempenho. Neste caso, temos que considerar as idas e vindas dele e ainda existem levantamentos que mostram que nos anos em que fomos campeões dos principais campeonatos, ele estava emprestado. O que ocorre é que ele é um ótimo atleta, profissional, de bom caráter, mas para o nível de competições e exigências dos certames que o Galo disputa ele não realiza o papel pretendido, assim não conseguimos ter outro lateral direito no elenco porque a vaga já está preenchida. Por isso, precisa ir para a vitrine.

Ricardo Oliveira: muito cuidado e reconhecimento para falar deste centroavante, que já foi um dos melhores do mundo em outra época. Mesmo assim, aqui no Galo se dedicou, funcionou por um tempo, mas não pode ser o titular absoluto, nem ser uma opção de banco tão cara. Precisamos considerar também que a carência de camisas nove no Brasil o fez ser reconhecido e cobiçado. Realmente ele é bom, é preciso ser realista e saber que não havia armador no elenco para municia-lo, mas mais do que isso, ele seria uma ótima opção, não a solução para o ataque. Importante frisar que em determinada época do ano apareceu uma proposta e nossos dirigentes, com outra forma de enxergar e gerir, não negociaram. Precisa ir para a vitrine.

Maicon Bolt: Esse não tem culpa de estar onde está, já que foi trazido, mas também não é do patamar do Atlético. Não é do nível de competições que o Galo almeja e disputa, sempre que é utilizado não funciona e não justifica seu apelido. Pelo que entrega, pelo que recebe, e para ter uma peça dessas, só onera o clube. Mas, aparentemente, era uma aposta. Se desse certo teria mercado e até tem mercado. Sendo assim, precisamos colocar na vitrine.

Foto: Bruno Cantini / Atletico

David Terans: Praticamente a mesma situação de Maicon Bolt; foi trazido e é mais um que não é do patamar do Atlético. Não está no nível de competições que o Galo disputa e quando utilizado não funciona. Foi bem testado, teve oportunidades e se encaixaria em vários outros clubes brasileiros, já que tem algumas virtudes para clubes que disputam competições mais modestas. Também precisa ir para a vitrine.

Então, caros leitores do Falo Galo, aqui foi um apanhado de várias peças que são negociáveis. Mesmo que a vontade seja de mandar todo mundo embora, isso não vai acontecer. Estes atletas têm mercado, são ótimas transações para o Atlético e gerariam economia e espaço no clube, podendo assim termos uma melhor gestão e fazer contratações pontuais, com o devido custo-benefício e otimizar o time em si, gastando melhor nosso dinheiro.

Por fim, ao Galo boas compras, boas trocas, boas negociações. Que saibamos entrar no mercado durante a Black Friday alvinegra e possamos ficar muito felizes com nossos “produtos”.

 

 

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Edição: Jéssica Silva
Edição de imagem: André Cantini 
Edição de texto: Angel Baldo