O custo de uma escolha – Por Silas Gouveia

O discurso da atual gestão do CAM é conhecido por todos os atleticanos: austeridade! E não há quem, em sã consciência, possa ir contra este discurso quando se verifica as contas e, principalmente, as dívidas e projeções de receitas do clube. Gestões anteriores deixaram o clube em situação pré-falimentar, caso fosse considerado como uma empresa privada. Como não é e contando com a fragilidade das legislações passadas, os dirigentes faziam loucuras administrativas e financeiras que certamente não fariam, caso fosse uma empresa, especialmente a sua própria empresa. Não há ainda como fazer uma avaliação mais criteriosa para podermos indicar os principais responsáveis por esta situação desastrosa que se encontra o Clube Atlético Mineiro, mas estamos juntando documentos para uma análise mais profunda.

Em qualquer empresa cuja situação financeira seja próxima a apresentada pela atual gestão, o pedido de falência já teria sido apresentado, ou um plano de ação emergencial estaria a pleno vapor para salvar a empresa ou ao menos colocá-la em condições de funcionamento. E este plano de ação, com toda certeza, passaria pela diminuição de despesas e uma tentativa de aumentar as possibilidades de receitas. Entretanto, para os clubes de futebol, infelizmente, as fontes de receitas são poucas, já conhecidas e limitadas. Das que existem, os clubes brasileiros – especialmente o CAM – parecem ignorar o que é matchday e licenciamento. Resta então cortar as despesas e pensar “fora da caixinha” para buscar novas formas de aumentar as margens das receitas e mesmo buscar formas alternativas e não convencionais de novas receitas. Infelizmente não estamos vendo nada neste sentido por parte do CAM, a não ser tímidas iniciativas de redução de custos.

Todos os clubes, em especial o CAM, se apegam em tentar fazer receitas extras com a venda de atletas. E isto deve ser buscado principalmente no caso de atletas vindos da base, ou aqueles que foram adquiridos a custos relativamente baixos ao se comparar com uma proposta de venda, como foi o caso do Emerson, nosso lateral adquirido da Ponte Preta e vendido para o Barcelona com um lucro excepcional. Mas estes casos são cada vez mais raros e trazem consigo uma frustração de não poder contar com uma possível jóia no time por tempo suficiente para gerar títulos, antes de boas receitas. Neste particular, os dirigentes atleticanos são como mercadores de barracas. Não podem ouvir um som de moedas que seus olhos brilham e não conseguem suportar às mínimas especulações de outros clubes, especialmente os europeus. Vendemos atletas cada vez mais jovens, muitas vezes sem avaliar melhor estes jogadores. Eles serão formados para o futebol europeu e podem até perder a identidade do futebol brasileiro, algo que é bom e ruim depende da forma como se avalia. Bom porque este atleta irá ser formado para um padrão de jogo coletivo e terá ensinamentos básicos de futebol sempre garantidos por esta formação. Ruim porque perde-se a essência do futebol brasileiro. Difícil saber o que é melhor ou pior nestes casos.

Voltando para a situação do CAM, ao analisarmos tão somente as escolhas para se montar os elencos de 2018 e 2019, percebemos que essas escolhas nem sempre foram as melhores ou mais sensatas. A ordem parecia ser a de cortar custos com salários mais altos. Com isso, vendemos alguns atletas com salários mais elevados – Marcos Rocha se enquadra neste caso. Não renovamos com outros, Robinho foi o exemplo maior, e entramos em acordo para a saída de mais alguns, situação em que o caso do Fred se sobressai e se torna um ícone. De qualquer forma e sob o pretexto meramente de redução de custos salariais, não há o que se discutir. Mas tecnicamente e de visibilidade para investidores poderia sim, ser altamente discutível. Mas a escolha foi feita.

A outra ordem seria para que se buscasse no mercado preferencialmente atletas jovens, sem custos e com alta probabilidade de gerar retorno financeiro ao clube. Também na teoria parecia uma fórmula perfeita, ou ao menos interessante. Na prática, como poderemos mostrar com os dados obtidos, foram escolhas no mínimo duvidosas, mal analisadas, ou pior, com um viés em que não foram levados em consideração os custos finais que envolveriam os atletas trazidos teoricamente sem custos para o clube. Sem contar que em muitos casos os clubes que emprestam seus atletas sem custos, também estão buscando uma redução de despesas para eles próprios e, não raramente, vinculam o empréstimo de um bom ou promissor jogador ao também empréstimo de outro, que no jargão do futebol são chamados de “bombas”.

Em entrevista recente, Rafa Alkorta, diretor do Athetic Bilbao afirmou que “Barcelona, Real Madrid ou Bayern podem errar nas contratações, mas nós não”. Pensamento que serve para CAM. Entretanto, nossa diretoria fez algumas escolhas que podem ser consideradas equivocadas. Vamos citar algumas e seus respectivos custos finais aos cofres do clube, bem como o retorno que forneceram em campo, de acordo com informações divulgadas em algumas reportagens e postagens de redes sociais, sobre custos e salários de alguns atletas.

Martin Réa – Emprestado pelo Danúbio sem custos ao CAM. Salário US$ 35 mil. Isto, adotando o câmbio atual, gerou uma despesa de aproximadamente R$ 1.575.000,00 ao clube ao longo dos 12 meses de contrato. Ele fez 1 jogo pelo Galo (90 minutos) e foi relacionado em outros 3 jogos. Custo efetivo do atleta R$ 17.500,00/minuto jogado até a data de hoje.

Nathan – Emprestado pelo Chelsea sem custos ao CAM. Salário R$ 215.000,00. Gerou uma despesa de R$ 2.580.000,00 ao longo dos 12 meses de contrato. Ele fez 10 jogos, sendo 5 como titular e 5 como reserva. Atuou 380 minutos até aqui e custou R$ 6.790,00/minuto até o momento.

Leandrinho – Emprestado pelo Napoli sem custos ao CAM. Salário R$ 180.000,000. Gerou uma despesa de R$ 2.160.000,00 ao longo dos 12 meses de contrato. Ele fez 7 jogos sendo um como titular e os outros 6 como reserva. Atuou 211 minutos até aqui e custou R$ 10.237,00 por minuto até agora.

Denilson – Comprado junto ao Granada por R$ 1.300.000,00 e tinha salário de R$ 210.000,00. Gerou uma despesa de R$ 2.160.000 pelo tempo que ficou no Galo, pois foi emprestado em janeiro ao Al Faisaly da Arábia Saudita, sem custos ao Galo e com passe fixado. Ele fez 8 jogos, sendo 1 como titular. Atuou, então, 234 minutos e custou R$ 9.231,00 por minuto até janeiro de 2019.

Chará – Comprado junto ao Jr. Barranquilla por R$ 26.000.000 e tem salário de R$ 330.000,00. Custou até o momento, portando R$ 29.300.000. Fez 27 jogos, sendo todos eles como titular. Atuou por 2.271 minutos e custou R$ 12.902,00 por minuto jogado.

Edinho – Comprado junto ao Guarani e Fortaleza, custou aos cofres do Galo R$ 2 milhões de reais, com salários na casa dos R$ 110 mil mensais. Entrou em campo apenas seis vezes, ficando 80 minutos. Edinho ficou no Atlético sete meses, até ser emprestado ao Fortaleza nesta temporada. O atacante gerou um custo total de R$ 2.660.000,00 ao cofre do clube, ou R$ 33.250 por minuto.

Denilson e Yimmi Chará ainda podem render algum dinheiro ao clube dependendo de uma possível venda futura, o que contrabalançaria os gastos e custos envolvidos na transação do atleta. Mas sem dúvidas, também podem ser enquadrados como investimentos de risco.

Portanto, ao que se pode observar, a austeridade começa pelas avaliações criteriosas de como se fazer determinados investimentos e qual seria o grau de retorno que este investimento poderia gerar ao clube. Reduzir gastos significa, também, gastar bem e com critério. Coincidência ou não, destes atletas aqui relacionados, apenas Chará teve aprovação do técnico à época. Os demais foram indicação do diretor de futebol, aprovado pelo presidente.

Somente com os casos demonstrados acima, excluindo-se o Yimmi Chará, por estar sendo aproveitado como titular desde que chegou e porque pode ainda render bons frutos ao clube tanto técnica como financeiramente, a verdade é que o Galo gastou cerca de R$ 11.135.000,00 somente com atletas considerados como “sem custos” para o clube e com um retorno próximo a zero, tanto técnica como financeiramente falando. É o que podemos chamar de “jogar dinheiro fora”, literalmente. E isto para ficarmos apenas nestes quatro exemplos, dentre os muitos outros atletas que vieram da mesma forma e que não foram citados aqui, pois optamos por falar apenas dos casos mais gritantes.

Austeridade não vem encontrando eco nas ações que vem sendo praticadas pela atual administração, para ficarmos apenas no exemplo de contratações de alguns atletas, pois se passarmos para avaliar as questões administrativas do clube como gastos com pessoal, aquisição de veículos, o rombo provavelmente seria ainda maior. Austeridade não é um discurso, deve ser encarado como prioridade e ter ações condizentes com a real situação do clube e a transparência dos atos administrativos, um dever de todo e qualquer dirigente.

Por: Silas Gouveia

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42 comentários em “O custo de uma escolha – Por Silas Gouveia

  • 19 de fevereiro de 2019 em 07:43
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    Muito bom o texto. Essa diretoria, no início, parecia ser bem promissora e responsável, diferentemente de Kalil e Nepomuceno, os quais afundaram o Galo Em dívidas. Entretanto, quando começou a atrasar os salários, percebi que era só engodo. Pois, O mínimo que se pode fazer é pagar salário em dia. Faltou planejamento. Se o presidente estivesse bem presente e antenado, deveria então desistir da contratação de chará ano passado para manter os salários em dia. Isso é o que acontece quando o dirigente não tem dedicação exclusiva. Ele tem uma firma de advocacia e delega todas as ações de direção, Como fez com Alexandre Gallo ano passado. Aí o clube fica sem comando e sem a presença do seu mandatário maior, ocasionando esses negócios mal feitos que tem acontecido. Resta torcer para Marques acertar a mão nas contratações como, tem feito relativamente bem.

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    • 19 de fevereiro de 2019 em 15:14
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      Obrigado pelo comentário Petro. É inegável que a situação financeira herdada pela atual gestão é lastimável. Inegável também que um dia alguém deverá pagar todas as dívidas e, por força de nova legislação, mais que por vontade própria, a atual gestão tenta seguir a linha de austeridade. O que se questiona é que na prática esta austeridade não tem sido seguida com critério. E o mais importante, com a devida transparência que uma gestão de clube deveria ter. Erros e acertos fazem parte de tentativas para se corrigir. O que não podemos deixar acontecer é promover erros por falta de avaliação mais criteriosa. Não ouvir o treinador sobre determinados reforços trazidos, nos remete à antiga política do “toma lá, da cá”!

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 07:44
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    Bom dia meus camaradas. E é dificil falar em economia e ver que um dos jogadores de maior salario no clube é justamente um dos mais criticados e que até hoje não disse a que veio. O tal do Elias. Que o clube teve a oportunidade de se ver livre mas continua insistindo e ai vai dinheiro pelo ralo como os citados Leandrinho e Nathan que ja mostraram ser tempo e dinheiro perdido.

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    • 19 de fevereiro de 2019 em 15:19
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      Obrigado pelo comentário Luciano. Optei por citar aqueles aos quais a torcida sempre questiona suas vindas, mas pela gestão Sette. Elias chegou antes e, embora questionado por muitos, não o considerei nesta avaliação por não ter sido contratado pela atual administração.

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 08:36
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    Bom dia, mas voce esta citando jogadores contratados em 2018 sob a batuta do GALLO. Lógico que teve muitos erros e todos foram discutidos, falados e decantados. Mas a meu ver esse ano a Diretoria esta agindo certo em contratações em que pese ainda faltem jogadores para algumas posições que todos sabem quais. O erro dessa Diretoria a meu ver é continuar com Elias, caro e desmotivado. Patric, questão técnica e F.Santos acomodado e sem uma sombra pra faze-lo correr. Nas demais questões o plantel é condizente com quem tem aquilo que pode gastar e com aperto. E mais vários jogadores citados tem contrato só até meio do ano. Para embasar vou citar aqui o Cherim gastou mais de 100.000.000,00 com 3 jogadores e estamos vendo que nem sempre dinheiro na mão é sinonimo de times vencedores. Ano passado o GALO ganhou uma boa grana com Roger Guedes e M.Rocha. Contratou o Samuel Xavier que foi queimado pela própria torcida e hoje temos que aguentar Patric, Queimaram Danilo Barcelos e ai depois reclamar é fácil. Sem contar também que contratou o Emerson que foi chamado de peladeiro por muitos aqui e foi muito bem vendido por E$ 12.000.000,00. Vejo muito mais acertos esse ano. Ser profeta do acontecido é a a coisa mais fácil do mundo, principalmente no futebol.

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    • 19 de fevereiro de 2019 em 11:41
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      Boa tarde Lugalo. Para mim o pior negocio que os diretores do NOSSO GALO fez nos últimos anos foi deixar de contratar o Roger Guedes e logo em seguida contratar o Yimmi Chará, gastando o mesmo valor. Alguém consegue explicar?

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      • 20 de fevereiro de 2019 em 10:09
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        Roger Guedes não foi contratado por que não conseguiríamos competir com o salario do mesmo que foi ganhar mais de 1milhão por mês na China.

        O que não explica a falta de avaliação na contratação do chara que na minha opinião não vale o investimento feito e não se enquadra na politica de redução de custos.

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    • 19 de fevereiro de 2019 em 15:29
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      Obrigado pelo retorno Lugalo. Único Profeta que ouvi falar no futebol é o Hernanes, do SP. Não sou profeta, muito menos do acontecido. O título dado ao texto já faz menção de se tratar de uma análise das escolhas feitas. Analisar a possibilidade de acontecimento, aí sim seria profetizar. Infelizmente, ou felizmente, as análises são assim, em cima de um fato ou ação ocorridos. É, sempre bom lembrar que nesta mesma coluna do Portal UAI, há algumas semanas atrás, eu e meu amigo Angel Baldo escrevemos e apresentamos um texto falando sobre as contratações de 2019. Neste texto, via de regra, além de analisarmos todos os reforços, inclusive o recém chegado Papagaio, tecemos vários elogios aos atletas e à direção do CAM. Mas, um acerto não corrige um erro e vice-versa. Aqui citei os erros cometidos nesta administração. Nada mais. E poderia me estender e alongar sobre outras escolhas equivocadas, mas creio que o objetivo já foi alcançado, qual seja, o de refletirmos sobre discursos e práticas no futebol, em especial no CAM.

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      • 19 de fevereiro de 2019 em 16:48
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        Silas Boa Tarde, mas é com o erro que se aprende. E parece que aprenderam, o que não posso aceitar é perna de pau pedindo 1 milha por mês e a Torcida entrando na onda.

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 08:47
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    Bom dia!
    Bem destrinchado e bem elaborado seu texto. Pode-se somar a tudo o que você disse, a situação de Elias. Olha a manobra financeira que o Galo teve que fazer pra trazer esse embuste pra vestir a camisa do Galo. Além disso, 500 mil todo mês pra um jogador que além de não ajudar atrapalha. E a diretoria teve com o cavalo arriado passando na porta pra se ver livre desse lixo e não o fez.

    A propósito, alguém sabe me dizer se o Galo já quitou essa porcaria de Elias junto ao Sporting?

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    • 19 de fevereiro de 2019 em 15:34
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      Obrigado pelo retorno Roberto. Optei por citar apenas os atletas trazidos pela atual administração do CAM. Elias chegou em 2017. As dívidas envolvendo o atleta, assim como Tardelli, Douglas Santos, Maicossuel e outros, ainda não foram quitadas, segundo uma entrevista publicada hoje. Posso tentar verificar quais seriam de fato todas estas dívidas e te enviar depois por e-mail, ou responder em nossas redes sociais do Fala Galo. Abraço.

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 08:50
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    Caro blogueiro, gostaria que você fizesse um levantamento de quanto o Galo gasta por mês com Fábio Santos, Patric e Elias. Isso também é um absurdo!!!! Vai gostar de queimar dinheiro assim lá nos quintos dos infernos!!!

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 09:09
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    O futebol é inacreditável!
    No início do ano Rodrigo Capelo cravou que até abril o vasxco fecharia suas portas. Domingo o gigante da colina foi campeão do primeiro turno do carioca, de forma invicta e ganhando todos os jogos. Enquanto isso, o poderoso cheirinho, ou fedor de carniça, todo endinheirado deu mais um vexame!

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 09:29
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    Caros,
    Esse belo texto escrito com pontuação perfeita e parágrafos bem alinhados, ñ fugiu do lugar comum e maneja o bom e velho conto de fadas da ‘austeridade’ como pano de fundo prá justificar o suposto justificável. Engraçado a economia, os economistas e o ‘bicho sist’: qnt mais riquezas, qnt mais concentração de renda, qnt mais ‘progresso’, mais crise, mais aperto, mais austeridade. Mais engraçado ainda o nosso Galo Forte e Vingador de Pintinho Feio, o q ñ pediu prá nascer. Ñ é. É um clube rico do futebol brasileiro. Tem tradição, tem patrimônio, tem torcida. O discurso da austeridade é só a antecipação da desculpa, se algo der errado na aposta na MEDIOCRIDADE. Prepara o espírito do incauto: “ah, é assim, Deus quis assim, o juiz, o gramado, a bola e o adversário, AnoQVem vai”. Os salários, dada a qualidade dos jogadores citados aqui, é tudo menos austeridade. E olha q é só exemplificativa a citação, hein? Quem defende o modus operandi atual tem dificuldade em admitir q a tal “austeridade” é engodo. Nosso problema é a qualidade técnica de determinados jogadores ‘caros’ q contamina negativamente. Como disputar com Patrick, sabendo q vc, cego e aleijado, é melhor q ele, mas vc ñ é “grupo”, ñ é “do bem”, ñ é “crentelho”?. Agora, sério, né, a direção 7 contratou o técnico mais incompetente entre os medalhões prá REFORMULAR um elenco, lapidar talentos, se é q existe tal intenção. Todos sabem a predileção do burrinho pela mediocridade, o cara nunca soube trabalhar com craques, se recusa, briga com eles, é um vaidoso. Vamos sofrer com esse MEDÍOCRE…Vale a piada?
    QUEREMOS O BR19!
    GALO SEMPRE!

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    • 19 de fevereiro de 2019 em 15:38
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      Obrigado pelo comentário Viana. Infelizmente é correto afirmar que não fugimos do “lugar comum” ao tratarmos sobre austeridade financeira no futebol e não somente no CAM. Ainda tenho alguma esperança que possamos chegar um dia à maturidade de conseguirmos trabalhar com seriedade e compromisso, sem badalações e fingimentos, para uma gestão profissional no futebol brasileiro. Oremos!

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 09:53
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    No final das contas, a venda do Emerson vai apenas pagar o custo desses jogadores horrendos trazidos em baciada pelo fraquíssimo Alexandre Gallo. Nessa lista, senti falta do David Terans, outro cara que não mostra nada. Jogo passado fez uma sequência horrorosa de escanteios.
    Em maio do ano passado, com o time derrotado no Mineiro, CdB e Sulamericana, já era mais que momento de mandar o imundo Gallo embora. Eu avisei: O REI ESTÁ NU! Mas assim como na história da roupa nova do imperador, Sette Camara ficou desfilando com os fundilhos à mostra e dando bote, confiando no costureiro. Só foi perceber tarde demais.

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    • 19 de fevereiro de 2019 em 15:48
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      Obrigado pelo comentário Atleticano Chato (que nem tão chato assim me parece). Temos uma divergência quanto ao Terans. Acho mesmo que ele vem sendo sacrificado por ser escalado em posição e função nas quais não rende muito bem. Querem que ele marque como um volante, corra como um ala e distribua e participe de jogadas como um armador. E outro detalhe, ele foi adquirido, assim como o Chará e Denílson. Não é emprestado. Temos de valorizar nosso patrimônio.
      No último jogo eu também estranhei a série de escanteios batidos da mesma forma e sem explorar a altura de nossos jogadores. Mas achei que aquilo deveria ser uma forma dele tentar convencer o técnico de sua importância, tentando marcar gol olímpico a cada cobrança. Foi horrendo! Devia ter feito o básico. Mas espero que um dia o escalem em um posição que de fato possa mostrar o futebol que o levou à categoria de uma promessa no futebol.
      Lamentável mesmo foi ler uma entrevista de um membro da atual gestão, onde ele assume que durante o ano de 2018 ele não foi muito presente, por que não agradava da pessoa do Diretor de Futebol. Seria o tão falado “fogo amigo”?

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 10:16
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    permita-me discordar de algumas coisas ditas no texto, até para fazer um contraponto e assim termos uma visão mais ampla. Primeiramente, contratações erradas sempre ocorreram e sempre ocorrerão, principalmente em um clube endividado como o galo. Até o saudoso Maluf fez das suas…como o lateral esquerdo (esqueci o nome, algo como Santana). Mas há muitos acertos inclusive do ponto de vista financeiro, como o emerson, guga, bolt (veio de graça), etc. Com relação ao “match day”, é justamente isso que o galo busca ao decidir construir um estádio: buscar ganhos em tudo que gira em torno de uma partida de futebel, desde a pipoca, tropeiro, museu, etc. Já hoje temos um dos melhores cts do mundo, ainda em constante melhoramento (estará sendo inaugurado nesse ano, acredito, a parte que restava do estádio da base). Então, estamos indo nesse caminho, graças a Deus. vamos comparar, por exemplo com os clubes do rio: estão lá brigando por lado de estádio, pagando para jogar, enquanto que aqui caminhamos para ter um estádio completamente próprio, feito sem financiamento público e privado! Sou um eterno otimista, mas claro, sem ser bobo.

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 11:09
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    Texto bastante elucidativo p exemplificar como gostam de rasgar dinheiro em tempos de austeridade fundamentada na teoria da cabeça de bacalhau. Vê-se nele a contextualização de escolhas sem muito critério,diga lá galo doido;o que dizer do papagaio? Janeiro e fevereiro servindo a selecinha, neste mês não jogará,restam então nove meses na temporada, dezembro não conta e ai,seremos vitrine para uma aposta( cara prá daná) que só irá tentar em campo lá pelo meio do mês de abril,isto, se jogar,além de estar tomando o lugar de um possível reforço que viria para agregar? Depois coçam a piôienta por não entender como divida,que na década de noventa era ”’0”’ real, chegar aos níveis que está hoje. Deus abençoe ao CAM,por que olhasse… SAN

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    • 19 de fevereiro de 2019 em 15:51
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      Obrigado pelo retorno Juninho. Papagaio pode até vir a ser uma boa aposta. Mas além de tudo o que você já citou, ele chega num momento em que o Alerrandro parece ter achado seu futebol. E aí? Dar oportunidade pra quem? Apostaria mais no Alerrandro, por ser Prata da casa!

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 11:15
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    Queria deixar uma dica: um mesmo veículo de comunicação não pode trazer informações conflitantes em diferentes publicações. Os valores de salários do Denílson e do Edinho informados pelo Silas diferem dos publicados nessa reportagem do ano passado: http://blogfalagalo.blogspot.com/2018/11/austeridade-senhor-presidente-e-separar.html?m=1. Por mais que sejam fontes diferentes e, muito provavelmente, pessoas diferentes que tenham redigido os textos, é preciso verificar e alinhar as informações antes de publicá-las, pois vcs representam um mesmo meio de comunicação, o Fala Galo.
    Quanto à austeridade, assunto principal do post: concordo com o que foi colocado, com a ressalva de que as contratações citadas foram, em sua grande maioria, trazidas pelo ex-diretor de futebol; ao que parece, na atual temporada os moldes das negociações realizadas foram bem mais interessantes e, sobretudo, a qualidade do jogadores contratados é bem superior ao que vimos no ano passado, o que é capaz de dar frutos ao clube tanto do ponto de vista técnico quanto financeiro, algo que só ocorreu anteriormente na atual gestão com Roger Guedes e Emerson.
    Portanto, vamos dar um voto de confiança à diretoria do clube. O Sérgio me parece uma pessoa bem intencionada e que está disposta a minimizar a grave crise financeira do Atlético. Errou pela falta de experiência, por ter errado feio na escolha do diretor de futebol e por ter dado a ele tanto poder de decisão. Mas parece ter aprendido com os erros e, na minha opinião, vem sendo mais assertivo nesse ano. Confiemos!
    Saudações Atleticanas!

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 11:21
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    Se tivesse usado esta grana para segurar o Roger Guedes e o Otero ano passado e ainda mandado alguns come e Dorme como Luan que so vive de entrevistas bizarras e futebol mesmo que é bom nada, o Bunda de bigorna do Elias e o ex Lateral Fabio Santos ,Leoanrdo Silva, Patrick daria para tratar a até do Neymar

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    • 19 de fevereiro de 2019 em 15:54
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      Obrigado pelo retorno Leonardo. Neste texto me detive apenas em atletas trazidos pela atual gestão. Mas com certeza podemos debater sobre várias outras escolhas e situações, as quais não combinam com a austeridade apregoada, mesmo não tendo sido gerada por eles. Administrar tem seus riscos, mesmo quando não fomos nós que iniciamos. Continuamos.

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 11:31
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    Bom dia amigos do Galo. Parabéns Silas, ótimo texto, espero que voce traga mais informações quanto a “austeridade” no NOSSO GALO. Quero aproveitar para lembrar que ainda temos os casos dos jogadores que inexplicavelmente são mantidos no clube, como Fabio Santos, Elias e Patric. Quanto estes jogadores custam ao NOSSO GALO para não jogarem nada? Porque nossas categorias de base, que tem o melhor e mais moderno centro de treinamento do Brasil, não revelam um bom jogador a alguns anos?

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    • 19 de fevereiro de 2019 em 15:57
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      Obrigado pelo comentário Ricardo. Neste texto foquei somente nos atletas trazidos pela atual gestão. Mas aceito sua sugestão e tentarei agora estudar sobre outros atletas e a situação financeira do clube, com mais critério e outras formas de avaliar. Neste momento, procurei debater apenas sobre as escolhas mais que duvidosas de atletas.

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 13:34
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    Um dos textos mais sensatos que já li ultimamente!

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 15:14
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    Boa tarde massa. Grande texto blogueiro. Para mim foi de 2015 que a barca começou com Fred Maria. Robinho peladeiro. Elias bunda de chumbo. Fábio Santos cerca Lourenço. Patrick e mais um caminhão de refugos. Aí para piorar o presidente atual contratou um péssimo diretor de futebol que trouxe. Therans. Edinho. Real. Nathan. Leandrinho e outros peladeiros. Aí esta o problema. Ai temos que ver a teimosia de levir em manter patrick. Fábio Santos e Elias na equipe. Vai galooo.

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    • 19 de fevereiro de 2019 em 16:01
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      Obrigado pela participação Joaquim. Como já disse em outros comentários, neste texto eu foquei nas escolhas feitas pela atual administração. Até pelo motivo de que eles foram os que levantaram o discurso da austeridade. Estamos tentando trabalhar com dados de balanços de gestões passadas, para poder trazer ao torcedor uma análise prática, didática, segura e imparcial sobre as dívidas do Galo. Está sendo um trabalho monstruoso, mas estamos no meio do caminho já. Espero que consigamos encerrar ainda este semestre e trazer ao torcedor, o resultado deste nosso trabalho.

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 16:04
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    Além de ser precisos nas contratações eu pergunto que dia o melhor centro de treinamentos do Brasil vai dar bons frutos??
    Tomara que pelo menos o Alerrandro e o Neto se tornem grandes jogadores e nos ajudem a conquistar títulos.
    Precisamos muito da base para concorrer com os endinheirados Palmeiras e Flamengo.

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 16:21
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    Salve massa!

    Pois é meu caro amigo Silas, é o famoso custo benefício. Realmente sua análise foi perfeita em se tratando de jogadores que hoje não servem nem para nossa reserva, põe na conta do Alexandre Já Deu. Mas sinceramente, não adianta acender vela pra defunto que não presta, e estes jogadores citados já foram devidamente engavetados pela torcida. Pena que o piadista burro com sorte ainda não caiu no real as vezes continua escalando os caras.
    Mas como a totalidade deste espaço, o que realmente queremos é uma postagem esclarecedora e sem blindagem acerca do custo benefício do triunvirato. Estes sim, são donos da posição, estão enterrando o clube e ainda passam mensamente na tesouraria pra buscar um naco de dinheiro, deixando em troca um monte de torcedores raivosos.

    Té + e FORA triunvirato ELIAS, FÁBIO SANTOS E PATRICK!!!!

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    • 19 de fevereiro de 2019 em 22:08
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      Obrigado pelo comentário jbhgalo. Como tentei explicar em outras participações, este texto foi direcionado ao período da atual gestão, pelo fato de que foram eles a pregar a austeridade como discurso. Os atletas citados não foram trazidos por eles, então não achei justo fazer qualquer tipo de ilação a respeito dos mesmos.

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 17:07
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    Boa Tarde!Eu sempre achei que o Diretor de Futebol de time deveria “conhecer futebol”.O Galo parece um poleiro de oportunistas.onde estão aqueles ex-jogadores que iriam descobrir novos talentos?se trabalhassem bem,este garoto Neto já estaria no time titular há muito tempo.e o Galo deixaria de gastar milhões com pernas de pau,como mostra este belo e detalhado texto do Silas.parabéns pelo detalhamento preciso dos números o que nos faz ter uma idéia do tanto de dinheiro jogado fora.

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    • 19 de fevereiro de 2019 em 22:03
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      Obrigado Rogério. Estes números foram divulgados na mídia. O que eu tentei fazer foi relativizar quanto ao investimento. Mas quero melhorar estas análises para trazer informações mais precisas possíveis.

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 21:00
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    Boa noite,

    Texto muito bom e esclarecedor.
    Quanto ao lido, resumo como sempre, os antecessores agiram como o presente, são todos políticos, e só pensam em se promover, e a conta fica com o trouxa da vez, 7C.
    E todos eles com mandatos em curso. Sucesso na empreitada.
    As mas contratações só nós levam a máxima, “Economia a base da porcaria”, e juntando esta máxima a um representante do empresariado futebolístico gerenciando um grande time, ou seja, 5 anos de contratos para se digerir e mais alguns pernas de pau par se digerir também.
    Não podemos esquecer que temos que estar o tempo todo com aquele espinho de traíra atravessado na goela, Patric, Elias e Fábio santos, e o pior é, se não consigamos engolir, como digerir.
    O burrinho que não se torne um espinho, porque burro que sei não tem espinho. Mas se continuar assim, vai se tornar.
    Amanhã estamos juntos, nós e os escalados pelo burrinho, e que vença nosso galo.

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  • 19 de fevereiro de 2019 em 23:04
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    Boa noite,

    Texto muito bom e esclarecedor.
    Quanto ao lido, resumo como sempre, os antecessores agiram como o presente, são todos políticos, e só pensam em se promover, e a conta fica com o trouxa da vez, 7C.
    E todos eles com mandatos em curso. Sucesso na empreitada.
    As mas contratações só nós levam a máxima, “Economia a base da porcaria”, e juntando esta máxima a um representante do empresariado futebolístico gerenciando um grande time, ou seja, 5 anos de contratos para se digerir e mais alguns pernas de pau par se digerir também.
    Não podemos esquecer que temos que estar o tempo todo com aquele espinho de traíra atravessado na goela, Patric, Elias e Fábio santos, e o pior é, se não consigamos engolir, como digerir.
    O burrinho que não se torne um espinho, porque burro que sei não tem espinho. Mas se continuar assim, vai se tornar.
    Amanhã estamos juntos, nós e os escalados pelo burrinho, e que vença nosso galo.

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  • 20 de fevereiro de 2019 em 10:15
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    O pior é que claramente eram jogadores que não dariam retorno. O Nathan pertence ao Chelsea mas havia acabado de fracassar no beleneses em Portugal, estava claro que não ia render.

    100 mil reais mês para o Rea ???

    Denilson sendo massacrado no Vitória.

    Se fossem apostas como o Edinho q vinha bem na serie B ou o Leandrinho, jovem com pouco tempo de Europa entenderia, mas estes 3 acima são inexplicáveis.

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  • 20 de fevereiro de 2019 em 12:35
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    Silas reportagem ótima, e como sempre tem muitas variáveis embutidas ai. Erros foram cometidos sem dúvida principalmente pelo não aproveitamento da maioria desses atleta, em que pese a dificuldade de conseguir atletas melhores custe mais caro mesmo sem a garantia que dará certo, já que o elenco precisa de número mesmo que com qualidade duvidosa . Tem a questão da base que não vem minimamente alimentando o profissional. Enfim sette câmera tem um abacaxi na mão, mas acho que vem melhor que seu antecessor que foi vergonhoso, sensação de alguém que não sabia do que estava fazendo, alem de ser um mimadinho vaidoso. Coloca na conta do Kalil indicar o citado.

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  • 20 de fevereiro de 2019 em 12:41
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    Caramba!Gostei muito do artigo do seu site. Estarei acompanhando sempre.Grata!!!

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  • 20 de fevereiro de 2019 em 13:00
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    Esclarecedor o texto e concordo com o ponto de vista. Em que pese a dificuldade de conseguir atletas melhores devido a falta de investimento já que o clube precisa de um número para formar o elenco mesmo de qualidade duvidosa, sendo que a base não alimenta minimamente o profissional para evitar o tipo de contratação nível Rea e Edinho por exemplo. Dificuldade de desovar alguns para entrar outros. Torcida que fica na gritaria querendo a saída de certos atletas só pensa na saída, a reposição vai cair do céu.

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