Destrinchando o adversário: conheça os pontos fortes e fracos do Fluminense, adversário do Galo nesta quarta-feira

Foto: Mailson Santana/Fluminense

 

 

Por: Rodolfo Simões
13/10/2020 – 23h00
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Nesta quarta-feira, o Atlético recebe o Fluminense pela 16°rodada do Brasileirão, no estádio Mineirão, às 21h30.   O líder do campeonato recebe um adversário que também vem embalado, o tricolor carioca somou 10 pontos dos últimos 12 pontos disputados e tem o terceiro melhor ataque da competição com 22 gols marcados.

O gaúcho Odair Hellmann é conhecido por montar bons sistemas defensivos e por ter um time extremamente reativo. A equipe carioca utiliza dois esquemas com mais frequência, são eles: o 4-3-3 e o 4-2-3-1.  Independente da formação, os pontas recuam bastante e ajudam os laterais a fazer a dobra na marcação.

A primeira linha é formada pelos zagueiros e laterais e a segunda linha pelos volantes e meias.

Na fase defensiva, o time se comporta no 4-1-4-1, por características não é um time que costuma pressionar a saída de bola. Uma das alternativas do Atlético para tentar furar o bloqueio defensivo pode ser atrair a segunda linha de marcação e usar a dupla Nathan/Sasha entrelinhas, apesar disso, as equipes de Odair costumam jogar de forma compacta então os zagueiros eventualmente podem subir para pressionar o portador. Por outro lado, isso acaba gerando situações de um contra um e/ou espaço nas costas da primeira linha.

Posicionamento mais comum do Atlético na fase ofensiva, o 3-2-5.

Estou curioso para ver como Odair pretende se defender contra o Galo. Percebam que os nossos laterais na prática não são laterais, isso certamente pode confundir a marcação do Fluminense, especialmente dos pontas que normalmente são os responsáveis por acompanhar esses jogadores. Apesar disso, Odair pode optar por uma marcação por setor, com isso, cabe aos pontas tentar fechar o corredor. Além disso, vale destacar a superioridade numérica do nosso ataque sobre a defesa dos adversários (5 contra 4). Este é um dos principais conceitos do Sampaolismo. Ter superioridade na saída de jogo e no último terço.

Com a bola nos pés o Fluminense tenta sair jogando, no entanto, isso é um risco contra o Atlético que pressiona muito quando perde a posse. No último jogo por exemplo, o Galo conseguiu recuperar 21 bolas no campo ofensivo, segundo dados do Galo estatísticas. Já o Fluminense contra o Bahia, acertou apenas 78% dos passes e esse índice não é nada bom. Certamente esse será um dos pontos chaves para o Atlético vencer e manter os 100% de aproveitamento no Mineirão.

No ataque o Fluminense não é um time com tanto volume e também apresenta dificuldade nas transições ofensivas. Devido ao desgaste dos pontas na recomposição, a equipe chega à frente com poucas peças e permite ao adversário ter tempo para se organizar. Além disso, não possui jogadores com tanta velocidade do meio para frente o que acaba dificultando essa chegada rápida. Por conta de todos esses fatores, a bola para se tornou a principal arma da equipe para balançar as redes adversárias, dos 22 gols marcados 11 foram lances de bola parada, sendo 5 de pênalti.

Uma vez dissecados principais problemas do ataque tricolor, Odair resolveu descansar os veteranos Nenê e Fred que sequer viajam com a equipe. Para compensar a perda técnica, o treinador vai apostar na velocidade e em um time mais físico para tentar competir com o Galo de Sampaoli. Por isso, Luiz Henrique e Fernando Pacheco vão atuar pelos flancos e Felipe Cardoso será o centroavante. Outro nome que deve entrar no decorrer da partida é Lucca que foi regularizado hoje (13), no (BID) Boletim Informativo Diário.

 

RETROSPECTO RUIM FORA DE CASA

Fluminense fez 7 jogos
2 vitórias
1 empate
4 derrotas