Narradores: A voz da emoção – Por Carol Castilho

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No Brasil, o futebol é uma paixão nacional e ir ao estádio nos finais de semana se tornou um hábito para muitos brasileiros. Mesmo estando dentro do estádio, muitos torcedores ligam o rádio para ouvir a transmissão de uma partida de futebol e, principalmente, ouvir o narrador, o contador de histórias, pois é ele quem dará ao desenvolvimento daquela partida um tom especial e fará com que o ouvinte se sinta como parte dela.

Mas quem diria que isso seria possível?! O rádio se tornou o principal veículo de comunicação no século XX, o futebol só chegou ao Brasil em 1894. Graciliano Ramos chegou a afirmar que o futebol (coisa de inglês) não pegaria no Brasil. Ainda bem que ele se enganou, já que nos dias de hoje nós quase morremos pelo nosso time.

Existem alguns elementos fundamentais que fazem parte do Campeonato Mineiro e fazem dele especial, algumas particularidades que só nós mineiros vivemos e entendemos. Hoje, aqui na Arquibancada Feminina do Fala Galo, vamos refrescar sua memória sobre os principais elementos que não podem faltar em um estadual.

Todos os nossos cinco sentidos se completam e são importantes por igual. A audição é um dos mais perceptivos, pois ela ativa diversas sensações. O que você sente quando toca a sua música preferida, aquele som que te lembra das brincadeiras infantis, amigos há tanto tempo… A audição é poderosa, a emoção que os sons nos causam também.

Eu não sei vocês, mas confesso que criei algumas superstições quando vou ao estádio: sempre chego duas horas antes do jogo, encontro uma galera, jogo conversa fora, bebo uma gelada, compro aquela delícia de feijão tropeiro e subo para o estádio. E tem que ser exatamente nesta ordem, porque senão, sinto que quebrei a corrente. Não sei o porquê, cada um com seus mitos. Enfim, após entrar no estádio, escolho meu lugar, pego os meus fones de ouvido e de imediato me conecto a uma estação de rádio para ouvir a partida. Você também faz isso? Será que sou só eu? Graças a Deus não estou sozinha nessa. Nós ficamos tão concentrados no que estamos ouvindo que nem percebemos o que está acontecendo ao nosso lado, é olho no lance de minuto a minuto.

O narrador é um contador de histórias, cabe a ele nos fazer entrar em campo com nosso time. São incríveis os narradores que têm o poder de nos emocionar e que nos entendem, pois são torcedores como a gente.
O futebol, seja transmitido pelo rádio ou pela televisão, consegue nos teletransportar para o campo e não importa onde esteja, você conseguirá se sentir parte dele. Narradores fazem parte de nossas vidas nem que seja por um momento. Em um lance, uma jogada final, conseguem nos levar do céu ao inferno em instantes.

Fala sério, quem nunca gritou: “É GOL, DO GALÃOOOOOOO DA MASSA”, “TÁ, TÁ, TÁRDELLI NELES, GALO”, ou simplesmente apelidou o nome de um lance como “É CORNER”? Quem nunca se deliciou com os trechos musicais que o Pequetito consegue colocar em uma narração e ainda fazer cair perfeitamente bem com o que estamos sentindo?

Quando criança eu odiava ouvir partidas pelo rádio, não via graça. Como diz minha mãe, tinha que ver para crer.

Eu sempre gostei de assistir pela televisão, mas quando pisei no campo nunca mais deixei de ir. Ver com meus próprios olhos o que está acontecendo me fez perceber que é muito válido mudarmos de opinião.

O rádio tem sua magia de nos informar e nos envolver, seja para nos fazer feliz ou para nos decepcionar. Sem jogos o estádio de futebol não tem vida, graça, ou cor e o narrador é um personagem extremamente importante que faz você imaginar o jogo e viajar na emoção. Sendo assim, estes profissionais merecem todo o nosso respeito por tornarem o futebol algo ainda mais apaixonante.

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@falagalo13

9 comentários em “Narradores: A voz da emoção – Por Carol Castilho

  • 1 de fevereiro de 2019 em 13:41
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    Caros e Carol,
    Eu tb tenho uma superstição e pra meu azar vejo ela é na tv. Queria muito ser enganado pelo Vilibaldo Alves, Willy Gonser ou pelo Caixa. Foi por volta de 2011 q um dos maiores pernas de pau q tenho visto assinou com nosso Galo… Qnd Cuca chegou, a primeira providência foi dá linha no perna. Vencemos em 12/13/14 pq o bicho tava solto em outras plagas. Agora tá ele aí de novo desde 2015 até 2030. CERTEZA. Com esse cabeça quadrada no time, a simples presença no CT, Ñ GANHAMO NADA. Tem uma pá q pode nos deixar na mão, já fizeram isso. Mas esse aí, CRUZ CREDO!
    A melhor definição do coisa eu li aqui no FALA GALO “Ricardo, 29 de janeiro de 2019 em 13:42 “O problema não é que o Patric é ruim, só. É que ele é o ruim com qualidades. Ele é excelente fisicamente, um jogador forte e vigoroso,…Ele marca forte(?), ajuda muito(?) e sabe recompor(?)…Mas aí vem o porém… Ele tem um passe péssimo e adora dar tilt, entregar a rapadura. Perde um monte de bola todo jogo, muitas vezes de frente para o gol, ou faz alguma outra “patricada”. Então ele engana pra caramba, e depois acaba com o time.”
    Perfeito.
    Obs.: q acham do narrador do GloboMinas, RÔ Correa? Qnd ele aposenta, hein? Junta ele e M Resende…vixe maria.
    GALO SEMPRE!

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  • 1 de fevereiro de 2019 em 14:00
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    Boa Tarde

    Melhor narrativa que já ouvi foi, a do narrador do Rio de janeiro quando o Flamengo fez um a zero no jogo de volta da libertadores em 2015. E depois é claro ver ele ter que engolir tudo aquilo que falou.
    Outras que estou sempre atento é as notícias vindas pelo Twiter e hoje é um dia especial, podemos ter novidades para os Atleticanos. “TÁ, TÁ, TÁRDELLI NELES, GALO”

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  • 1 de fevereiro de 2019 em 14:45
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    O Rádio é show.
    VER o jogo e acompanhar a narração pelo rádio é ainda melhor.
    QUEM É O PIOR ? ELIAS OU PATRIC.? VOTO NO BUNDA DE BIGORNA.

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  • 1 de fevereiro de 2019 em 15:04
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    boa tarde carol realmente o futebol pelo radio e magico principalmente na hora do penalti vc vibra 10 segundos antes da tv atualmente em minas gerais jaime junior da globo minas e enio lima da itatiaia vem dando um show e uma grata surpresa isabelle morais da inconfidencia … belo texto beiijinho ………..

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  • 1 de fevereiro de 2019 em 15:16
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    BOA TARDE!
    O rádio é, e será para mim, um eterno companheiro.
    Mesmo com toda a modernidade, ainda me rendo as transmissões pelo rádio.
    Quanta saudade de Jota Junior (Rádio Guarani) , Vilibaldo Alves, Willy Gonser, Fernando Sasso e Kafunga (embora esse último não era narrador).
    Naquela época, o Galo era pura RAÇA, coisa que está perdendo com o passar do tempo e com a chegada de forasteiros.
    Saudações Atleticanas,

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  • 1 de fevereiro de 2019 em 17:40
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    Boa tarde caros atleticanos!

    Carol, bem legal o seu texto, parabéns!

    Ouvir jogo no “radin” é bom demais, é nostálgico… Eu tenho saudades do Willy Gonzer. Gostava demais de suas narrações, pra mim o mais completo, com narrações emocionantes demais. Atualmente, o MH Caixa faz bem o papel de locutor dos jogos do GALO, ele é bom narrador e bastante engraçado.
    Pela TV, tenho saudades do Fernando Sasso (“tá no filó!!!”), era muito legal também. Atualmente, não gosto do pessoal da Globo Minas, por isso, quando tem jogo, abaixo o volume total, quase no mudo.

    Bora GALO!!!!!

    Abraços,
    Vinícius

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  • 1 de fevereiro de 2019 em 17:56
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    Boa tarde amigos do Galo. Convenhamos que o Campeonato Mineiro está no nível dos comentaristas da Globo Minas, muito ruim por sinal.

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  • 2 de fevereiro de 2019 em 00:50
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    Se o Galo tem voz, essa era a de Willy Fritz Gonser. Além disso, era ventríloquo. Gritava “Gol!”, dava uma pausa e depois evocava o ruído da massa.

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