América de Cáli: Galo reencontra adversário de boas lembranças e história única. Conheça

Por: Hugo Fralodeo

Do começo ruim à retomada da confiança acumulando boas vitórias tanto na Libertadores, quanto no campeonato mineiro, o Atlético, que jogou as últimas 5 partidas em Belo Horizonte, sai de casa para continuar sua caminhada pela América do sul, e entre as duas partidas válidas pela final do estadual, visita a Colômbia e o Paraguai, pela competição sulamericana. Mais aliviado e em alta, o primeiro adversário fora é o América de Cáli, velho conhecido da Massa, adversário que traz boas lembranças aos Atleticanos, perdeu seu treinador logo depois da derrota para o Galo no Mineirão e vai para seus últimos respiros na competição. Muito mal em 2021, sobretudo nos últimos resultados, o América, que não vence há 5 jogos e somou penas um ponto no grupo H, é apenas uma sombra da tradição e uma das histórias mais curiosas e marcantes da Copa Libertadores.

Clube quase centenário (94 anos), é o segundo maior campeão colombiano e um dos clubes mais populares do país, expandindo sua torcida do Valle del Cauca para o âmbito nacional. Do começo no amadorismo e demora para ser oficializado como clube de futebol, foi na década de 70 que os Diablos Rojos despontaram no esporte e deram partida na sua chamada era de ouro. Nesta década, chegou pela primeira vez à Copa Libertadores, conquistou seu primeiro título internacional e pavimentou o caminho para se tornar a mais forte equipe colombiana e um dos principais times na década seguinte. Pentacampeão colombiano entre 82 e 86, chegou a três finas consecutivas na Libertadores (85, 86 e 87), mas saiu perdedor em todas. Com a tradição e bagagem adquirida nos anos 80, a década seguinte também foi marcante para o América. Mais 3 títulos colombianos na conta, também fez boas campanhas no continente, chegando a encontrar o Galo em duas oportunidades, o primeiro confronto foi em 95, numa das semifinais da copa Conmebol, onde os rojos venceram a primeira partida por 4×3 e o Galo dando o troco na volta em BH, por 1×0, ficando com a vaga na decisão na disputa dos pênaltis. Já no nosso segundo título na competição, em 97, Atlético e América voltaram a se encontrar, desta vez nas quartas, com o Atlético vencendo na Colômbia por 2×1 e confirmando a vaga em BH, depois do empate por 1×1. No ano de 96, entre os dois encontros com o Atlético na Copa Conmebol, o América chegou a mais uma final de Libertadores e ficou mais uma vez com o vice. De lá para cá, o América passou por períodos de oscilação, sobretudo no início da última década, quando chegou a passar 5 anos na segunda divisão nacional, voltando à elite em 2016, ano em que começou a reestruturação para voltar ao caminho de mais sucesso.

Na temporada atual, pressionado pela fase de classificação ruim no campeonato colombiano, com seus principais jogadores em momento oscilante e tendo perdido os dois primeiros compromissos pela Libertadores e empatado o último jogo, o América foi eliminado dos playoffs do campeonato colombiano, já com o treinador interino. Acostumado a jogar com os pontas bem abertos, Moreno e Vergara, que foi badalado por aqui no ano passado, principalmente pelas boas apresentações contra os gaúchos na Libertadores passada mas vive mau momento, chegando a ficar no banco nas últimas partidas, a aposta na velocidade é a marca deste América. Geralmente confortável na defesa, compacta as linhas para desafogar o jogo na agilidade e habilidade dos atacantes. Atuando principalmente neste 4-1-4-1 para atacar em 4-3-3, tende a mais uma vez esperar as ações do Atlético, que deve prestar muita atenção com o fechamento dos lados, principalmente evitando situações que coloquem Moreno, pela direita, e Vergara, pela esquerda, em 1×1 contra nossos defensores. Vem apresentando dificuldades na transição no meio para o ataque, cede muitos espaços pelo setor, o que foi muito bem aproveitado pelos adversários. Demonstrou também fragilidade no passe e alguns erros defensivos provocados pelo desconforto ao ser pressionado sem conseguir desafogar o jogo nos pontas. Chegou a criar algumas jogadas perigosas nas suas características, mas, até pela falta de seu finalizador, que retornou de lesão há poucos dias, peca na definição.

Sociedad Anónima Deportiva América S.A. – Cáli, Valle del Cauca, Colômbia
Estádio: Pascual Guerrero.
Treinador: Jersson González (Interino)
Principal jogador: Duván Vergara – Ponta colombiano.
Detentor de 15 títulos colombianos, sendo o último em 2020, foi eliminado nos playoffs na atual edição.
Na Libertadores, conta com 21 participações e 4 vice campeonatos.
Em 2021: 24 jogos – 7 vitórias – 11 empates – 6 derrotas – 22 gols marcados – 18 gols sofridos.
Time base: Joel Graterol; Cristian Arrieta, Kevin Andrade, Jerson Malagón e Pablo Ortiz; Rafael Carrascal, Luis Paz e Yesus Cabrera; Duván Vergara, Santiago Moreno e Adrián Ramos.