Luz, câmera, ação: bate-papo com Kika Branco – Por Carol Castilho

Desde criança eu sempre fui fascinada com o universo televisivo. Essa responsabilidade de levar a informação ao próximo sempre me chamou a atenção. Uma das poucas lembranças da minha infância é de ligar a televisão no canal 5 ao meio-dia para assistir ao Alterosa Esporte, e assistia como meu tio, na hora do almoço. Em uma dessas vezes, algo me chamou muito a atenção: uma moça com um microfone nas mãos que conversava e trocava uma ideia com os jogadores e a bancada, a Adriana Spinelli, tempos depois na Globo . Há pouco tempo tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente, não a reconheci de imediato, afinal de contas os anos passam e as pessoas mudam muito, mas o que me fez lembrar dela foi a sua voz suave e o seu jeito de falar.

“Quando eu era pequena, eu achava a vida chata como não devia ser os garotos da escola só a fim de jogar bola e eu queria tocar guitarra na TV”, esse é um trecho da música “Minha vida”, de Lulu Santos. Quando crianças nós construímos um sonho para nossas vidas. Bom, eu ainda não consegui realizar um dos meus sonhos que é tocar guitarra na TV, mas falta pouco. Já a Ana Cristina Branco, a “Kika” da TV Galo, está conseguindo realizar os seus e se dando muito bem.

Em entrevista exclusiva ao Fala Galo, Kika conta um pouco da sua trajetória e um pouco da profissão de repórter da TV Galo.

Ana Cristina Branco, 33 anos, mais conhecida como Kika, é formada em Jornalismo pela Universidade Fumec. Nascida e criada em Belo Horizonte, pertence a uma família de torcedores que torcem por vários times. Seu pai sempre foi apaixonado por futebol e pelo Galo: “Na minha família, temos torcedores de vários times, então, acabei me tornando uma torcedora mais comedida. Na minha casa o gosto pelo futebol é dividido: meu pai sempre foi um apaixonado por esportes, por futebol e mais ainda pelo Galo. Tem inúmeras histórias de viagens, de loucuras para ver o time, e sempre fez questão que meu irmão e eu fizéssemos parte desses momentos com ele. Ir ao Mineirão nos jogos do Galo era nosso programa favorito. Em casa, acompanhávamos pela TV os jogos fora de BH. Entrávamos em campo, comprávamos uniformes e vivíamos intensamente essa paixão, que era cada vez maior. A minha mãe era contra o fanatismo, pois via que isso nos consumia demais e interferia na nossa relação com as pessoas. Vira e mexe estávamos envolvidos em discussões por causa de time. Então, ela criou um distanciamento do futebol, como forma de dizer que não incentivava essa idolatria. Agora, tenho o Gui, de 8 anos, que já tem o DNA futebolístico, tanto pelo pai quanto por mim, e respira futebol”.

Repórter da TV Galo há cerca de dois anos, Kika conta como foi associar o trabalho  a sua paixão: “O futebol está no coração de quase todos os brasileiros(as) e, como a maioria dos profissionais da área, foi essa paixão que me levou ao jornalismo esportivo. Eu não tinha isso como um objetivo de vida, mas as situações acabaram me levando a uma experiência importante, que me mostrou o quanto eu podia ser feliz alinhando minha paixão (futebol) ao trabalho. Na época, fui convidada para participar de uma bancada esportiva,  eles procuravam uma mulher para o debate daquela rodada. Aceitei o convite e aquela participação me acendeu uma luz, de que aquele era o caminho que eu devia seguir. Me convidaram para participar novamente, e mais outra vez, até eu ter certeza de que aquela era a minha vocação. Comecei a minha busca e, depois de algum tempo, consegui uma oportunidade na Band, no programa Os Donos da Bola. Depois, fui convidada para trabalhar no Mineirão, onde fiquei por dois anos, e em compromissos profissionais, acabei conhecendo o pessoal do Galo, que buscava alguém com o meu perfil e me convidou para trabalhar no clube até integrar a equipe do Galo, onde estou atualmente”, conta a jornalista .

Antes de ser jornalista, Kika é uma torcedora fervorosa e sente orgulho de dar voz e apresentar os principais conteúdos para a torcida atleticana: “É um orgulho, algo que faço com muita dedicação e com muito prazer. Estou sempre querendo dar ideias, contribuir, entender como fazer o canal crescer ainda mais e como nos aproximar dos nossos torcedores. Ver de perto a paixão da torcida é motivador e poder dar a voz ao atleticano é algo muito gratificante. É uma missão de muita responsabilidade, que exerço com muito carinho. Meu trabalho me dá uma sensação de que estou no lugar certo, no caminho certo. Sabe aquela frase clichê ‘Trabalhe em algo que você realmente goste e você nunca precisará trabalhar na vida?’ É bem isso…”.

Toda profissão tem a dor e a delícia de ser o que é e Kika conta como é estar em um ambiente predominado por homens: “Embora os postos de trabalho relacionados ao futebol sejam, predominantemente, ocupados por homens, muitas mulheres já estiveram ou estão inseridas no dia a dia dos clubes, seja na equipe de apoio aos atletas ou na imprensa. Então, todos já se acostumaram com a presença feminina nos estádios e centros de treinamento, de modo que o trabalho flui normalmente. Nunca passei por nenhum momento constrangedor pelo fato de ser mulher, até porque levo esse desafio com muita naturalidade. Acho que isso me ajuda a vencer determinadas barreiras. Caso aconteça alguma coisa que, de fato, me incomode, não hesitarei em me posicionar. Sei que o meu valor profissional é muito maior do que isso. Mas, no geral, a relação é tranquila, seja com atletas, dirigentes ou profissionais da imprensa”.

Ei, você, meu caro leitor! Se você tem interesse de ingressar na carreira do jornalismo esportivo, a Kika tem um conselho pra você: “Não tente ‘pegar’ o lugar de ninguém, conquiste um espaço seu (ele existe). E, sobretudo, seja você. Não tente copiar o estilo de ninguém. O que vai te diferenciar dos outros é justamente o que só você tem!”

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