Juan Cazares: quatro anos de altos e baixos com a camisa do Atlético

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Joyce Oliveira
Do Fala Galo
13/01/2020 – 19h13
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“Há exatos quatro anos, Cazares fazia seu primeiro jogo vestindo o manto Alvinegro.”

No dia 13 de janeiro de 2016, Juan Ramón Cazares Sevillano de 23 anos, fazia sua primeira partida pelo Galo. Era um jogo não oficial, do Torneio Florida Cup, nos EUA, contra o Schalke 04, da Alemanha. O Atlético venceu o time alemão por 3 a 0. Cazares não balançou a rede, mas teve uma ótima primeira aparição no time comandado, até então, por Diego Aguirre.

Vindo do Independiente Del Valle do Equador, Juanito custou ao Atlético cerca de seis milhões de euros. Sua regularização oficial no BID da CBF tinha uma barreira devido a divergências com o Banfield da Argentina, onde o atleta jogou em 2015 por empréstimo. O clube argentino alegava ter exercido os direitos de compra do jogador, e contestou a sua transferência ao Galo, que havia negociado diretamente com o Independiente. Mas a Conmebol aceitou a documentação do Atlético e Cazares finalmente foi regularizado no BID, podendo fazer sua estréia oficial contra o próprio Independiente, pela Libertadores.

Apelidado carinhosamente de Pelezares ou Joga liso, Cazares ficou marcado por viver altos e baixos durante esses quatro anos vestindo a camisa alvinegra. Seu talento para a bola é indiscutível, mas sua indisciplina e problemas extra campos acabam por interferir em seu desempenho profissional. Problemas que já o afastaram dos jogos algumas vezes. Nessas ocasiões era possível perceber a diferença que seu desempenho fazia dentro de campo.

Em 204 jogos pelo time mineiro, o meia ofensivo marcou 41 gols, sendo 23 deles no Horto e ainda fez 46 assistências. É válido lembrar do golaço que ele marcou, do meio do campo, na final da Copa do Brasil, em 2016, contra o Grêmio: o Gol que Pelé não fez, Cazares fez! Em 2017 foi campeão estadual, e em 2018 foi eleito o melhor meia pelo Troféu Guará e Telê Santana.

 

O meio campista de 27 anos atinge seu mais alto patamar jogando centralizado pelo meio. Porém algumas vezes é escalado para jogar como ofensivo na direita, o que reduz um pouco do seu desempenho. O próprio jogador já declarou que não é bom em marcar, e que consegue ajudar mais o grupo jogando como meia centralizado. Ainda afirma gostar de um esquema tático de jogo com três volantes, que o dá mais liberdade para armar as jogadas.

O seu alto nível de futebol e seus problemas disciplinares andam lado a lado, dividindo as opiniões sobre a permanência do equatoriano no Galo. Com contrato até 31 de dezembro de 2020, a renovação do craque no Atlético ainda é uma incógnita. Se por hora a diretoria do alvinegro demonstra interesse em negociar o atleta com outro clube, por outrora descarta qualquer chance de transferência, e assim a saga continua. Na temporada de 2019, Cazares participou de 51 jogos, fez 11 gols e 10 assistências. Mesmo contestado e questionável, os números de Juanito são impressionantes e superiores aos de outros grandes meias que vestiram a camisa preta e branca.

A dúvida que fica é: A qualidade técnica de Juan Cazares deve ser levada mais em conta que seus problemas de extra campo? O Atlético está bem servido de meia armador ou deve procurar um substituto? Deve negociá-lo agora no início da temporada, para obter melhores propostas antes que seu contrato chegue ao fim? Essa novela ainda não acabou, e as opiniões continuam bem divididas. Decisões devem ser tomadas ainda no primeiro semestre de 2020, decidindo assim o futuro do camisa 10 do Galo.

Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

3 comentários em “Juan Cazares: quatro anos de altos e baixos com a camisa do Atlético

  • 13 de janeiro de 2020 em 20:35
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    É tão problemático que nem proposta recebe, só sairá do Galo se for no escambo. Vários momentos cruciais não pudemos contar com ele, não respeita a entidade, se acha maior que o clube…

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  • 13 de janeiro de 2020 em 20:53
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    Não ganhou nada de relevante pelo Galo, é vagalume, descuidado na vida fora dos gramados, mas é um gênio da bola. Sou fã de Juanito. Quero vê-lo por pelo menos mais duas temporadas vestindo a camisa do Galo. Não existe no Brasil atualmente alguém com a técnica do equatoriano.

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  • 14 de janeiro de 2020 em 00:23
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    Concordo com Roberto. Qual time hoje no Brasil não gostaria de ter Cazares? Mesmo o aclamado Flamengo de Arrascaeta. Aliás em um análise recente entre a performance dos dois, nosso 10 só perde em número de assistências, passes convertidos em gols, ou sejam, o 10 pra fazer jogadas, pensar e colocar na cara do gol já temos, faltou foi quem convertesse em gols as bolas que ele habilmente possibilitou. Desfazer e negociar agora é chorar daqui a pouco por vê-lo brilhar com outra camisa. E olha que isso não seria novidade, posto que temos esse mau costume de desdenhar oque temos de melhor e depois sentir falta principalmente pelo que fica no lugar.

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