Em 1° tempo covarde, Galo é superado pelo Flamengo no Maracanã

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Carol Castilho
Do Fala Galo, em Belo Horizonte
11/10/2019 – 01h58

Em qualquer lugar deste Brasil (de meu Deus), o Atlético não está conseguindo vencer. Seja no Sul, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Belo Horizonte, jogando contra time grande, time pequeno, de várzea ou lá de Madureira, essa equipe não mete medo em ninguém. A verdade é que no 2º turno do Campeonato Brasileiro de 2019 o Galo está nos decepcionando muito. 

Enfim, há uma série de elementos que já sabemos e nem vale ressaltar. Enxergamos as deficiências do time nos últimos jogos, mas ficaram ainda mais claras na última quinta-feira, quando o Atlético foi até o Maracanã encarar o Flamengo. 

Acho que já sabíamos que o resultado não seria dos melhores, mas nos surpreendemos com a forma com que o Galo foi derrotado. Perder seria até normal, se considerarmos que enfrentamos o líder do campeonato, o time com o melhor futebol apresentado no Brasil atualmente. No entanto, perder como time covarde não é e nem nunca foi postura do Galo Forte e Vingador.

Para mim, o estopim foi ver um jornalista comparar o meu time a um MADUREIRA da vida. Meu amigo, me respeita! Você está falando do CLUBE ATLÉTICO MINEIRO! 

Bom, vamos saber o que as mulheres do Galo têm a dizer sobre este jogo e sobre o momento em que estamos vivendo. As torcedoras Lorena Amaro, Cris Bastos e Regiane Santos são as convidadas da vez. 

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A enfermeira Cris Bastos fez uma análise do 1 ° tempo: “Jogo ruim de ver para o atleticano.  Sabíamos que não seria fácil! Rodrigo montou um esquema com três zagueiros para se defender do melhor ataque do Brasileirão na era dos pontos corridos e a estratégia de sair em contra-ataque não funcionou. O Galo não conseguia sair, ficou preso com uma marcação muito baixa e cometeu muitos erros de passe. Não agrediu o adversário.”

A enfermeira tenta explicar a mudança brusca no rendimento do time: “A queda de rendimento do Galo no Brasileirão 2019 é notável! Estávamos numa crescente, jogadores se destacavam como: Elias, Patric, Cleiton e etc. E de repente caiu totalmente e o time não consegue reagir. Não sei se o problema é exclusivamente de atitude. Temos outros problemas que acredito ter influência nisso, como a falta de qualidade técnica. Na verdade, os bons momentos que tivemos no primeiro turno foi uma grata surpresa, mas sabíamos que nosso elenco era limitado. Temos peças fracas tecnicamente, não temos peças de reposição e aí, com o decorrer da temporada, o preço disso fica mais alto. Infelizmente tem jogos que olhamos para alguns jogadores e fica nítido a má vontade. Parece que o cara está fazendo um favor em jogar no Atlético. Nesse ponto eu considero estar ligado à questão da atitude: falta de atitude da diretoria, falta de comando. É preciso que esses caras sejam cobrados com o mesmo peso que têm de vestir nossa camisa.”

PIORES EM CAMPO: “Um primeiro tempo horrível de Elias, ele estava errando tudo. Maidana e Patric tiveram falhas que foram decisivas em gols do adversário.”

MELHORES EM CAMPO: “Melhor em campo foi o Cazares e não posso deixar de fazer menção à entrada de Marquinhos, que foi muito positiva.”

A publicitária Lorena Amaro fez uma análise do 2 ° tempo: “Para mim, tirando os primeiros minutos em que o Galo demonstrou que estava reagindo, o Flamengo dominou todo o restante. A estratégia “conservadora” do Rodrigo Santana só funcionaria se tivéssemos um ataque regular, números que nos colocassem com vantagem em contra-ataques, coisa que não temos. Recuar contra um time como o Flamengo é pedir para perder. Na minha opinião, ou vamos para o tudo ou nada ou vamos para o tudo ou nada. Não há outra opção.”

Para Lorena, não existe apenas um culpado: “Há um pouco de culpa de cada um. A verdade é que a situação toda vem se arrastando e vai desde as diversas trocas de técnicos, de jogadores que não deveriam ter sido renovados, das contratações que não aconteceram, de jogadores bons que não mantêm uma sequência desejável (caso do Cazares) e atacantes com jejum de gols, até  essa diretoria visivelmente amadora. Nem consigo definir culpados nisso tudo. Até eu me sinto culpada por ter apoiado demais um time que não mereceu em alguns momentos.”

A torcedora Regiane Santos explica por que a estratégia de três zagueiros adotada por Rodrigo Santana não funcionou: “A estratégia com três zagueiros daria certo se o sistema defensivo do Galo fosse bom. Porque essa estratégia conta com 3 zagueiros e 2 laterais para ajudar a defender também e tanto os zagueiros quanto os laterais não estão bem há muitos jogos. O Galo está com jogadores acomodados. Acho que medo não é a palavra e sim acomodação. O time precisa de reformulação.”

JOGO RÁPIDO ARQUIBANCADA FEMININA 

Carol Castilho: Acompanhando alguns grupos de WhatsApp, vejo que a torcida está pedindo CUCA para 2020. De 1 a 10, quais a chances de ele voltar para BH?

Cris Bastos: “Não acredito nessa possibilidade. Apesar de que no futebol não tenha verdade que dure 24h, eu diria que a chance de 1 a 10 é muito pequena (menor de 5). Mesmo com o apelo de parte dos torcedores fazendo pressão na diretoria, depois de algumas tentativas frustradas de ter o treinador aqui, essa relação entre as partes pode não ser favorável para um entendimento entre elas.”

Carol Castilho: O Galo tentou trazer o técnico Jorge Jesus antes de ele ir para o Flamengo. Na sua opinião, se ele estivesse no Atlético a situação estaria diferente?

Lorena Amaro: “Não consigo imaginar que o Atlético conseguiria trazê-lo. Nossa diretoria não parece ter um planejamento adequado à grandeza do Atlético. Chega a ser um insulto ao torcedor a desorganização, que é de ponta a ponta. Apoiei muito que o Rodrigo Santana ficasse e desse certo, mas não dá pra perder 8 jogos e esperar apoio. Além disso, com o elenco acomodado que nos sobrou, nem com Klopp ou Guardiola conseguiríamos estar em situação diferente.”

Carol Castilho: Rui Costa viveu uma situação parecida quando passou pelo Athletico e, na época, manteve Tiago Nunes, que acabou sendo campeão da Copa do Brasil este ano. Quais as chances da história se repetir aqui no Galo com Rodrigo Santana?

Regiane Santos: “A diferença é o elenco. Rodrigo Santana não vai conseguir fazer esse time jogar, pois ele não tem peças para isso. Acredito que o Rui Costa esteja querendo fazer a mesma coisa que fez no Paraná, mas ele tem que entender que o Athletico Paranaense nem de longe tem a grandeza do nosso Galo.” 

Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

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