DA AGONIA AO ÊXTASE: Entre um susto e outro, um jogo de linha contra defesa

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Max Pereira
Do Fala Galo, em Belo Horizonte
22/08/2019 – 07h57

O Atlético começou o jogo como quase sempre começa suas partidas, i.e., se arrumando dentro de campo e sem atitude, inclusive, dando a impressão de um relaxamento inapropriado.

E o Le Equidad, que não tem nada com isso e entrou com espírito copeiro, já assustou o time do Atlético logo de cara com aquele chutaço de fora da área que Cleiton defendeu, espalmando para a linha de fundo.

Esse lance foi determinante para o domínio do time colombiano nos primeiros 10 minutos da etapa inicial e para o desenrolar de toda a partida, não obstante o Atlético ter mandado no jogo a partir da primeira jogada diferenciada de Cazares aos 11 minutos, concluída por R. Oliveira na trave esquerda do excelente goleiro adversário.

Foto: Bruno Cantini

O Atlético permitiu que o Le Equidad gostasse do jogo e se impusesse naqueles terríveis minutos iniciais.

O pênalti cometido por Elias foi fruto de um lance absolutamente infeliz, pois o bom volante atleticano apenas tentava tirar a bola quando o avante colombiano se antecipou.

Ele nem viu direito o jogador adversário.

Elias, surpreendido, ainda tentou recolher a perna, mas acabou tocando o adversário e cometendo o pênalti.
Uma penalidade que lembrou muito aquele penal cometido por Léo Silva no final do jogo contra o Tijuana, cobrado por Riascos e que Victor isolou e se imortalizou.
1 x 0 era mais, muito mais que os colombianos queriam e esperavam obter com apenas 3 minutos de jogo.

Além disso, o nervosismo de três jogadores quase comprometeu de vez o jogo: Jair, Vinicius e Patric.
Jair, amarelado bem cedo e Vinicius que peitou um adversário e o árbitro não viu, correram risco de serem expulsos.
Patric e Jair, nos primeiros 10 minutos abusaram do direito de errar passes.
Não fosse a lucidez e a excelência do jogo de Cazares a coisa tinha ficado preta. O equatoriano criou as jogadas que colocaram o Atlético no jogo e levaram ao empate.

Ao todo, três bolas que saíram dos pés de Cazares, uma delas concluída por ele mesmo, e as outras duas por R. Oliveira e Réver, explodiram nas traves colombianas.O Le Equidad se recolheu totalmente.

O Atlético reclamou a marcação de dois pênaltis, um deles gritante em cima de Jair que foi atropelado pelas costas enquanto a bola viajava para a área colombiana. Nem o árbitro marcou e nem o VAR revisou.

O empate fez justiça a Jair que, recuperado do desequilíbrio emocional dos primeiros minutos, já desfilava talento e pujança no meio de campo atleticano.

O primeiro tempo termina como começou, ou seja, com um tremendo susto provocado por uma bola no travessão de Cleiton, fruto de uma cabeçada de um atacante que subiu livre, na única grande falha do miolo de zaga do Atlético nesse jogo.

O Atlético volta para o segundo tempo buscando o segundo gol.

O jogo mal chegava aos 10 minutos da etapa complementar quando o Le Equidad pagou o preço pelos cartões amarelos que vinha acumulando: cartão vermelho e um a menos. Linha contra a defesa.
Rodrigo Santana correspondeu à ousadia que o jogo exigia. Tirou F. Santos e colocou Otero que entrou bem e deu novo gás ao time.
O Atlético criava, mas não finalizava como devia.

Mais dois pênaltis em Jair aconteceram. Apenas um, semelhante ao que já havia acontecido no primeiro tempo e relevado pela arbitragem e pelo VAR, foi marcado.
Jair é mais uma vez atropelado dentro da área. Bola na cal, Cazares bate, o goleiro defende, Otero colhe o rebote e marca e o VAR denúncia invasão e o gol é anulado. Praga colombiana?

Em outro lance, Jair é lançado e, em uma disputa com o goleiro adversário, apenas ergue a perna esquerda em defesa contra um choque iminente com Novoa e, na sequência, é chutado na barriga orlo goleiro, enquanto a bola escoa para fora do campo. Pênalti claro.

O árbitro marca falta de Jair sobre o goleiro interpretando faltosa aquela perna esquerda defensiva. O VAR se omite.

Foto: Bruno Cantini

Mas os deuses do futebol tinham escrito que a vitória atleticana viria com a assinatura de um jogador contestado por muitos, odiado por outros tantos, mas que tem sido um esteio tático para o time.
O chute venenoso, cheio de efeito e potente de Elias, traiu o bom goleiro Novoa e consolidou a virada.
Alerrandro e Luan ainda foram para o jogo. Mesmo sem ritmo, o Maluquinho foi bem e visceral como sempre.
Mas o Atlético não soube aproveitar como era desejável nem a superioridade numérica e nem a presença de mais um homem de área dentro de campo.

O Atlético vem moldando uma forma de jogar que ontem não pode ser aplicada em sua totalidade em face do que aconteceu nos primeiros 10 minutos de jogo que levou o time a buscar sair do prejuízo de forma muito tensionada.
Embora “amassasse” o adversário o Galo mostrou dificuldades ofensivas que precisam ser trabalhadas.
Além disso, é preciso observar que, nervoso, Vinicius fez uma partida irregular, errando muitos passes.

Alem do goleiro Novoa, Arboleda, excelente zagueiro colombiano, merece ser destacado e observado para futuras contratações. Alto, forte, rápido, leve e muito bom tanto no chão, quanto pelo alto.

A vitória é sempre importante. E veio pela diferença mínima, com gol do adversário na casa alvinegra.
Na Colômbia o Atlético certamente enfrentará uma batalha muito pesada. Mas tem tudo para sair de lá vencedor e classificado.
Eu acredito.

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Revisão: Jéssica Silva
Edição: André Cantini

Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

Um comentário em “DA AGONIA AO ÊXTASE: Entre um susto e outro, um jogo de linha contra defesa

  • 22 de agosto de 2019 em 09:05
    Permalink

    Opa. Bom dia Max. Bom texto. Discordo de algumas partes, por exemplo, sobre o Atlético ter sofrido nós 10 primeiros min de jogo, creio que não chegou a tanto, talvez até os 5min ou 7 min, depois não assustaram mais. Tiveram uma bola no travessão e só, além do gol. Sobre o jogador do Galo que se livrou de tomar cartão por ter peitado o jogador adversário, lembro de ter visto o Jair fazer isso, até fiquei irritado com esse lance, pois como bem dito por você no texto, foi um lance de nervosismo e que poderia ter gerado um expulsão boba do nosso atleta. Concordo sobre Vinícius que foi mal nessa partida, nervoso, errou passes bobos. Sobre o Zagueiro deles, “Arboleda” tbm pelo pouco que vi, enxerguei um potencial, mas pouco ainda pra avaliar melhor esse jogador. Concluindo sobre o jogo, eu gostei do futebol do time, por mais que movente tenha cochilado nos minutos iniciais dentro de uma partida, o Galo soube se portar bem após o gol deles, e conseguiu construir boas jogadas, mas falhado nas finalizações. Patric não foi bem nesse jogo, mas tenho elogiado suas partidas anteriores, nessa ele errou cruzamentos fáceis e também estava nervoso em alguns lances. Acredito na classificação do time na próxima semana. Aqui é Galo.

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