Captação agressiva e o mercado estrangeiro: a nova visão de base no Atlético

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Ruth Martins
Do Fala Galo, em Belo Horizonte
25/09/2019 – 4h

Um dos setores do Atlético constantemente alvo de críticas de sua torcida nos últimos anos tem sido as categorias de base do clube. Ter um centro de treinamento de primeiro mundo (um dos melhores da América Latina) e não revelar jogadores é um peso na alma do atleticano, que não consegue entender como clubes menores revelam inúmeros talentos Brasil afora e o Galo nem tanto.

Este ano o clube contratou Júnior Chávare para assumir a direção da base e um caminhão de jogares semiprontos está chegando, assim como outros, até então pouco aproveitados, estão saindo. Parece ser um começo de mudança, uma ponta de esperança para aqueles que esperam mais de um clube tão gigante.

Na semana passada, em entrevista ao Fala Galo, Júnior Chávare voltou a falar sobre a agressividade que o Galo vem adotando no processo de captação de jogadores para a base após a sua chegada. E essa captação está expandindo para além das fronteiras, conforme ele tem afirmado nas últimas entrevistas. Segundo o diretor, “captação não é uma coisa simples, mas tem que ser feita”.

Chávare falou ao Fala Galo, em primeira mão, que o Atlético receberá até o final deste ano três argentinos para começar um processo de monitoramento e que o setor já tem um trabalho desenvolvido também no Chile, Uruguai, Paraguai e Colômbia. Um trabalho já estabelecido em que o clube está fazendo o monitoramento de alguns atletas.

De acordo com o diretor, o Atlético também tem um trabalho definido na Europa, principalmente em mercados secundários. “Hoje você tem mercados como o sueco, o austríaco e o belga, que já permite você ter muitos jogadores que daqui a pouco podem fazer. O próprio mercado italiano, pela relação que a gente tem desde a Juventus, o mercado espanhol, de uma segunda linha, e o mercado português, isso tudo nós temos mapeado.”, afirmou.

 

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O processo de captação dentro do mercado brasileiro também está mudado. Chávare explicou que atualmente o Galo tem observadores técnicos (olheiros) que trabalham apenas nas chamadas zonas de risco, lugares classificados por ele como aqueles “aonde ninguém quer entrar”, como favelas, comunidades e projetos sociais. E o diretor afirmou que o trabalho já começou a dar resultado.

Sobre o número de olheiros trabalhando para o clube, Júnior Chávare contou que o Atlético tem dois olheiros em São Paulo, dois em Minas Gerais e um na Região Sul do país. O objetivo é aumentar muito esse número de forma gradativa dentro de dois a três anos.

O diretor falou ainda sobre a sua forma de trabalhar. “Nós temos que ser muito criativos. Temos que usar muito do nosso conhecimento e até do nosso network para fazer as coisas acontecerem, mas, principalmente, ter foco e convicção. Se você não tiver essas duas coisas no futebol, principalmente na base, você não vai conseguir chegar em lugar nenhum.”

Para ele, primeiro é preciso se entender aonde quer chegar, como quer chegar e como vai chegar. Ter tempo para o trabalho acontecer, de acordo com o diretor, é a chave do sucesso. “Se nós conseguirmos ter tempo para poder implementar o que está sendo feito, o resultado vai vir.”

Chávare afirmou ainda que o foco inicial do trabalho na base é sempre técnico. Primeiro o retorno desportivo, depois o retorno financeiro. Além disso, toda a base é ferramental para o profissional e todos devem estar conscientes disso.

As declarações do diretor enchem de esperança o torcedor atleticano, que já começa a vislumbrar uma base forte e, consequentemente, o retorno desse trabalho para a equipe profissional. Para isso, é preciso, contudo, que a base incorpore o espírito vencedor e aguerrido que todos almejamos. Vamos aguardar, e torcer.

 

CAPTAÇÃO E OLHEIROS NO FUTEBOL SUL-AMERICANO

 

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Edição: Ruth Martins
Edição de imagem: André Cantini 

Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

4 comentários em “Captação agressiva e o mercado estrangeiro: a nova visão de base no Atlético

  • 25 de setembro de 2019 em 07:54
    Permalink

    Blá , Blá , Blá , Blá….
    Base forte.?? Esqueça.
    Essa Base do Atlético é muito Ruim , é comandada por empresários e há muitos anos não revela ninguém.
    Um time que contrata Hernandez , Martinez , Teranz , Natan , Bolt , Leandrinho , Vinícius , só pode ter Olheiros Cegos.
    As últimas grandes revelações do GALO foram há mais de 40 anos , aquela geração de ouro
    REINALDO – T.CEREZO , de lá prá cá , só Pernas de Pau.

    Resposta
    • 25 de setembro de 2019 em 08:43
      Permalink

      Bom dia nobre Atleticano!

      Pelo seu comentário, você ainda está preso na era André Figueiredo, procure acompanhar um pouco mais, ver as movimentações e os contratados que são DESTAQUES que estão chegando.

      Abraços.

      Resposta
  • 25 de setembro de 2019 em 08:43
    Permalink

    Bom dia! Base forte? So baboseira que ouço, e so falatorio em todos setores do Galo, veja o exemplo do America, o time melhorou muito na serie B com a molecada que esta entrando, e no Atletico? so a velharada de sempre, Leonardo Silva, Fabio Santos, Ricardo Oliveira, Elias, e os inoperantes, Cazares, Otero, Luan, aqueles uruguaios que nao sei o que vieram fazer aqui….

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