Bom ou ruim? Comparação do Atlético com outros clubes no estadual

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Quase todos os principais campeonatos estaduais já chegaram à fase decisiva, com o Mineiro não é diferente. Líder da primeira fase, o Atlético enfrentará o Tupynambás pelas quartas de final, em jogo único. A partida acontecerá neste domingo (24), às 16h, no Mineirão.

O Fala Galo reuniu estatísticas dos principais clubes do Brasil nos campeonatos estaduais e comparou com os números alcançados pelo Galo. É válido ressaltar que algumas agremiações, inclusive o próprio Atlético, optaram em utilizar o time considerado reserva em alguns jogos.

Entretanto, devido a fragilidade das primeiras fases da Copa do Brasil e o fato de nem todos os principais clubes disputarem a Copa Libertadores, fizemos este levantamento considerando apenas a primeira fase dos estaduais. O único torneio que ainda não chegou à última fase decisiva é o Carioca.

Aproveitamento

O melhor desempenho nos estaduais é do Grêmio, com 87,9% de aproveitamento. Apesar do bom rendimento, o número do tricolor que mais salta aos olhos é o de gols. Na primeira fase o time gaúcho marcou 29 gols (o maior número entre os 12 principais clubes do Brasil) e sofreu apenas um.

O Atlético aparece em segundo lugar, com um aproveitamento de com 84,8%. O Galo teve o segundo melhor ataque entre os times analisados e a quarta melhor defesa.

Assistências

O número de assistências a gols e à finalizações mostra o quanto o time conclui em jogadas construídas coletivamente. O Grêmio é a equipe que mais balançou a rede neste quesito e o Flamengo o que mais constrói jogadas desta forma.

Dos 24 gols marcados pelo Atlético na primeira fase do Campeonato Mineiro, 15 foram marcados em jogadas construídas coletivamente. Das 160 finalizações do time, 116 aconteceram após uma assistência – 73% das conclusões.

Cartões

O Atlético é o time que mais recebeu cartões na primeira fase do estadual, independente da cor do mesmo. Foram 34 amarelos e três vermelhos.

Cruzamentos

As críticas dos torcedores atleticanos aos laterais Patric e Fábio Santos se refletem nos números do time na primeira fase do estadual. O Atlético só acertou mais cruzamentos que Botafogo e Grêmio.

Desarmes

O desarme, se combinado com a criação de jogadas, pode ser uma arma poderosa para um time. O São Paulo, por exemplo, é o time que mais desarmou na primeira fase do estadual, porém, vem apresentando bastante dificuldade para criar chances de gol.

Com 170 desarmes, o Atlético é o sexto time neste fundamento na primeira fase dos estaduais.

Dribles

As jogadas individuais podem ser uma arma para o time furar sistemas defensivos. E desde o ano passado o Atlético é pouco eficiente neste recurso.

Este ano não é diferente. Com 30 dribles certos, o Atlético é o terceiro pior neste quesito.

Faltas

As faltas recebidas estão ligadas ao número de jogadas individuais que os jogadores de determinada equipe tentam durante a partida. Talvez por isso o Atlético seja o time que menos teve infrações marcadas a seu favor na primeira fase dos estaduais.

Em contrapartida, o número de cartões recebidos está ligado ao número de faltas cometidas e o Atlético é o terceiro neste quesito.

Finalizações

Segundo melhor ataque entre os 12 clubes analisados, o Atlético é também o segundo com o maior número de finalizações certas. Nas conclusões erradas o time alvinegro aparece em nono lugar.

Passes

A troca de passes passa por alguns quesitos e entre eles estão as características do treinador e a qualidade dos jogadores. O primeiro quesito citado reflete diretamente no Fluminense, do técnico Fernando Diniz: 6.353 passes trocados acertadamente, disparado o primeiro lugar neste fundamento.

Com 4.694, Atlético é o sexto time que mais acertou passes e o nono que mais errou: 351.

Posse de bola

A posse de bola é um quesito que varia conforme a característica do treinador. Enquanto Fernando Diniz, Jorge Sampaoli e Renato Gaúcho, técnicos de Fluminense, Santos e Grêmio, respectivamente, fazem questão de ver o time em que trabalham com a bola, Zé Ricardo, comandante do Vasco, já prefere atuar sem a pelota no pé, sendo objetivo para atacar.

O Atlético tem, em média, 55% de posse de bola, sendo o quinto colocado neste quesito.

Rebatidas

“Defesa boa rebate”. Muitos utilizam este discurso, porém, os números permitem uma discussão. O Grêmio, por exemplo, sofreu apenas um gol na primeira fase do Campeonato Gaúcho, mas está no sexto lugar neste quesito. Já o Atlético, com 255 rebatidas, é o sétimo colocado.

Detalhe dos gols e finalizações

O Atlético é o terceiro time que mais fez gols de dentro da área na primeira fase dos estaduais, e o segundo
que mais fez gols de fora da área. Além disso, a equipe alvinegra é a sexta com mais gols de cabeça.

Quanto às finalizações, o Atlético é o nono que mais concluiu de dentro da área, o que mais finalizou de fora dá área e o penúltimo com mais conclusões de cabeça.

Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

7 comentários em “Bom ou ruim? Comparação do Atlético com outros clubes no estadual

  • 23 de março de 2019 em 10:54
    Permalink

    Caros,
    Brasileiro é regularidade. São 38 rodas, quem faz mais pts leva. Decide nº de pts + vitórias + gols pró, etc = matemática exata.
    Essa noite tive um sonho, tive uma alucinação, sonhei com bando de número invadindo meu sertão. Muita coincidência:…vamo logo 7: 7, fi, monta um time ao menos com 11 bons, uma regra 3 decente…1º tempo tem 45 min, no mínimo. 2º tb…quem ganha é quem faz mais gol, quem põe na casinha do adversário. Mineirão cabe mais gente q no Horto e tem as mesmas dimensões, dizem. (Parabéns nessa, 7!).
    Sette, fi, contrata um matemático, da linha no comédia. Num ta vendo, ñ, essa mistura alho com bugalho?
    Sette, fi, cê é quem decide ou é capataz do Bocarra? O VAIDOSO ñ vai querer q vc ganhe um grande TÍTULO!
    Abra o olho, Sette! Ganhe o Br, CUSTE O Q CUSTAR, e entre prá galeria dos GRANDES presidentes! SIMPLES ASSIM!
    GALO SEMPRE!

    Resposta
  • 23 de março de 2019 em 11:33
    Permalink

    Bom dia massa. Para mim todos em Minas Gerais e no Brasil etc ja sabem quem são os finalistas do mineiro, galo ou Marias caloteiras e vez de quando parece o mequinha. Ok mais me preocupa que não temos time pronto o Levir até hoje não soube armar a equipe é tão vergonhoso este time do galo que é um dos piores da libertadores. Não me iludo com levir e este time que ele amontou. Alias diretoria lenta aonde esta o lateral esquerdo,acorda.vai galoooooo.

    Resposta
  • 23 de março de 2019 em 11:50
    Permalink

    Ô 7! O problema é o 6! Dá linha nesse 6 que não marca, não ataca, não sabe passar e não sabe cabecear. Traz um 6 de verdade pra que a possibilidade de levarmos gols vindo do lado esquerdo seja zero e pra que a possibilidade de fazermos gols nascendo no lado esquerdo do ataque saia do zero.

    Resposta
  • 23 de março de 2019 em 11:53
    Permalink

    E o Geuvânio hein? Até quando vai ficar no SpaGalo? E o Bolt bichado? Quando é que vamos poder contar com ele?

    Resposta
  • 24 de março de 2019 em 10:23
    Permalink

    Essa estatística dos dribles é importante.. nesse quesito somos fracos e isso mostra a falta de recursos de nossos jogadores. Melhorando nesses números as chances aparecerão.

    Resposta
  • 25 de março de 2019 em 19:37
    Permalink

    A comparação matemática funciona como curiosidade e os números servem de parâmetro para análises mais profundas e realmente eficazes.

    Se a comparação gerar sofrimento e cacicar o maldito complexo de vira latas, que tanto martiriza o atleticano, ela deve ser combatida.

    Pensando exatamente em um tipo de comparação, hoje recorrente nas redes sociais atleticanas, escrevi um artigo que está circulando por aí e que ofereço aos usuários do Fala Galo para refkexao:

    ARTIGO

    ATLÉTICO, UMA PAIXÃO CÁRMICA OU UM JEITO MASOQUISTA DE SER E DE TORCER

    O time do Atlético realmente não é uma Brastemp. Mas, jogar prá baixo apenas não adianta nada. E, muito menos, ficar ruminando, aqui e ali, um dolorido complexo de vira latas não é o melhor caminho para cobrar e ajudar o time do coração.

    Nas redes sociais atleticanas, o torcedor atleticano, esquizofrênico e masoquista por excelência, vem se martirizando com comparações inferiorizadas com o rival.

    Essas comparações são sintomáticas e falam por si só.

    É verdade que o rival, apesar de ter feito uma campanha pior que a do Atlético no Mineiro, está praticando um futebol mais vistoso, mais solto, mais organizado e mais leve que o Galo. E existem razões concretas para que isso esteja ocorrendo.

    O rival conta com um ambiente muito mais leve, joga praticamente com pressão zero, sem ser sacudido por problemas internos graves e, portanto, vive um momento absolutamente diferente desse que o Atlético vem passando, o que, além de esconder suas deficiências, maximiza suas qualidades.

    Já o Atlético, além do crônico mau planejamento de elenco, está muito mal treinado e, principalmente, vem jogando afetado por problemas internos e de vestiário graves.

    A imprensa e a mídia que, em geral, são tradicionalmente aliadas preciosas do time azul, agem, em relação ao Atlético, quase sempre como instigadores de crises e propagadoras de um anti marketing alvinegro, cujo efeito é normalmente devastador tanto para o clube, quanto para os corações, mentes e espíritos atleticanos.

    A tensão, a ansiedade e a cabeça ruim de alguns jogadores do Glorioso são sinais claros de que as coisas não estão nada bem na Cidade do Galo.

    O ego de Levir Culpi, naturalmente maior que qualquer coisa visível e invisível, vem contribuindo para desagregar ainda mais o ambiente.

    Isso fica claro até para o mais incauto dos observadores se este se dispuser a analisar, ainda que de forma superficial, as escolhas infelizes do treinador, cuja vaidade, arrogância e prepotência exacerbadas, o levam a insistir em uma fórmula e em escolhas que não estão dando certo.

    Ao insistir com alguns jogadores em funções e posicionamentos absolutamente fora de suas zonas de conforto e incompatíveis com suas características, e com outros, visivelmente em má fase e/ou claramente afetados por problemas diversos, Levir expõe estes e aqueles à fúria do torcedor, já naturalmente passional e irracional.

    A lúcida entrevista de Rever antes do jogo desse domingo, já antecipando uma má atuação e temendo até uma surpresa negativa, diante dos fatores extra campo que têm conturbado o ambiente alvinegro e levado o time a jogar tão mal, ratifica o que está sendo dito nesse texto.

    O capitão da Libertadores 2014, inclusive, mais uma vez deu bronca e bateu boca no intervalo do jogo contra o Tupinsmbás, evidenciando o clima pesado que envolve o elenco.

    Nesse contexto, é óbvio que o time azul que, costumeiramente já joga muito e melhor nas mesas redondas esportivas do que dentro de campo, seja considerado, inclusive por atleticanos catequizados pelo marketing anti alvinegro e incapazes de lidar com as suas próprias frustrações, muito melhor, não só do que o Galo, mas também e, principalmente, muito melhor do que na verdade ele próprio o é.

    E, nessa mesma esteira, é mais do que natural que tudo o que diga respeito ao Atlético seja qualificado da pior maneira possível. Pelo simples fato de vestir o manto preto e branco o jogador não presta, seja ele quem for, revelado na base ou vindo de fora.

    Se, de um lado, os elogios e as loas ao time azul são normalmente exageradas, de outro, as depreciações e as críticas negativas ao elenco e, ao time atleticano em si, são também exponencialmente exacerbadas, vez que, o que prevalece nessas comparações, é a emoção, a raiva incontida, o ódio corrosivo e, claro, o complexo de vira latas internalizado no atleticano pelo anti marketing e por ele cultivado com um prazer mórbido bem compreensível, por tudo isso que já foi dito.

    Esse jeito esquizofrênico e masoquista de torcer esteriliza toda a possibilidade de se fazer uma cobrança verdadeiramente pró ativa e também inibe toda e qualquer ação concreta em prol do clube, vez que, os sentimentos que albergam essas comparações, afastam o torcedor, que nelas se contorce e sofre, daquilo que deveria ser essencialmente focado em benefício do Glorioso.

    Esses sentimentos não unem, não agregam e, principalmente, não geram forças motrizes de cobrança é de ações pró ativas e verdadeiramente construtivas.

    Há décadas o anti marketing alvinegro difundido em praticamente todos os veículos da mídia, em especial nos de maior audiência e penetração no seio da massa, vem “catequizando” o torcedor atleticano e internalizando nesse um sentimento de vergonha, derrota, frustração sofrimento e de culpa, simplesmente por torcer pelo Atlético.

    Não raras vezes, falsos atleticanos, se aproveitando de microfones, câmeras e espaços, generosamente franqueados a eles, vomitam asneiras do tipo “tenho que me curar dessa doença”, tenho que parar de sofrer”, “não sou mais atleticano”, “se não for sofrido não é Atlético” e “isso só acontece com o Atlético”.

    Com muita tristeza e irritação vejo milhares de atleticanos, aqui e ali, reproduzindo esses mantras negativos.

    A ultima “pérola” liderada acima é normalmente dividida com o Botafogo carioca, único clube brasileiro que, a exemplo do Atlético, é chamado ironicamente de Glorioso.

    A história de problemas e de crises do alvinegro do RJ é, em muitas das nuances abordadas nesse texto, semelhantes a do Atlético.

    Para os “carpideiros” atleticanos vale a pena observar de fora o que acontece com o tradicional clube de General Severiano para aprender sobre sua própria “tragédia” existencial.

    O time atleticano vem, de fato, jogando, coletiva, tática e, em alguns casos, também individualmente, muito mal, mas prefiro a crítica construtiva e pontual, a ficar ruminando minhas frustrações e a ficar cultivando esse sentimento de inferioridade destrutiva.

    Ontem, diante do Tupinambás, o time alvinegro foi, mais uma vez, burocrático, sem inspiração, tenso em vários momentos, lento, sem profundidade, desorganizado e, por tudo isso, exibiu, de novo, um nível de competitividade baixo, i.e., aquém, muito aquém do potencial do seu elenco. Ou seja, se algo destoou na festa atleticana foi o próprio time.

    Mas, nada disso justifica esses sentimentos que exalam do tom das falas e comparações que estão pululando nas redes sociais atleticanas.

    Há anos venho denunciando, aqui e ali, a exploração de um binômio perverso e corrosivo:

    “Tudo o que é bom é azul, tudo o que é azul é bom”.

    “Tudo o que é ruim é preto e branco, tudo que é preto e branco é ruim”.

    Prefiro a ação consciente e propositiva.

    E, mais do que ver o lado bom do Atlético que, apesar das más línguas, existe de fato e é poderoso, quero trabalhar e agir para inflá-lo, cultivá-lo e mantê-lo pujante e altivo.

    Antes de vaiar e execrar Fábio Santos, por exemplo, prefiro enxergar que o atleta, lançado às feras e esmagado por milhões de olhares hostis, vem brigando com os seus demônios até com certa dignidade.

    Reconhecer isto e outras coisas é o primeiro passo para que o torcedor exorcize os seus próprios demônios e aprenda a superar esse carma masoquista no qual está mergulhado de cabeça.

    Nesses tempos bicudos, nos quais a violência, a intolerância e o ódio estão na ordem do dia, todo cuidado é pouco.

    Vivemos tempos difíceis. Antes, quando as redes sociais ainda eram embrionárias, as pessoas se confraternizavam e eram mais felizes. Hoje, só há espaço para briga e só se vê ranzinzas e gente de mal com a vida.

    Que a grande festa de ontem, que começou no Mineirão e se estendeu até as primeiras horas dessa segunda-feira, diante da sede da Olegário Maciel, seja inspiradora de uma onda de muita energia pró ativa a favor do Glorioso.

    Aquelas milhares de crianças de todas as idades que coloriram e embalaram o Gigante da Pampulha, mostraram que, enquanto elas existirem, o Galo é imortal e que sempre valerá a pena torcer, acreditar e lutar.

    E, como diz o hino, COM MUITO ORGULHO.

    Há muito tempo exorcizei de mim um sentimento que me fazia acreditar, de forma sofrida e despeitada, que a grama do vizinho é sempre mais verde, a galinha mais gorda e a mulher mais gostosa. Freud sabia das coisas.

    E, porque aprendi que não tem um jeito melhor de fazer o Atlético navegar em águas tranquilas e fazer refletir o seu gigantismo natural, conquistando títulos e títulos, do que fazer a massa entender o que significam a sua força e a sua paixão e porque ela é tão temida a ponto de sempre tentarem catequiza-la descaracteriza-la, é que faço esse alerta mais uma vez.

    Complexo de vira-latas, TE DESCONJURO, DE UMA VEZ POR TODAS, COISA RUIM!!!

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *