Assim como todos os dias são diferentes uns dos outros, nem todos os Santos são iguais e nem todos os jogos se repetem

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Por: Maxi Pereira 

 

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Hoje, o problema crucial do Atlético dentro das quatro linhas, é o mau planejamento do elenco, associado à incapacidade de blindagem e a absurda susceptibilidade do clube a toda a sorte de ataques, seja dos inimigos e agentes externos, seja o fogo amigo de sua ensandecida torcida.

O onze titular não é e nunca foi o “Íbis mineiro” como muita gente que gosta e que não gosta do Galo vem afirmando tanto nas redes sociais, quanto na grande imprensa local e nacional.

Não canso de repetir que muitos times sempre jogam mais, enquanto outros sempre jogam menos, nas redes sociais, nos botequins e, principalmente nas mesas redondas dos diversos programas esportivos veiculados pela grande imprensa, do que dentro das quatro linhas.

E sempre defendi que o onze atleticano é um time de razoável para bom que, ao mesmo tempo em que comporta alguma qualificação em algumas posições como as laterais, o volante marcador e comando do ataque, possui o melhor e mais talentoso camisa 10 que já pisou os gramados brasileiros desde Ronaldinho Gaúcho, o equatoriano Cazares.

Além dele, Elias, um gigante tático, tem praticado futebol de excelência e Chará tem mostrado a que veio, com muita qualidade técnica e tática.

Por sua vez, Luan e Patric, viscerais ao extremo, têm doado sangue e vitalidade ao time, além de, estarem fornecendo à equipe, o primeiro, fluidez tática e, o segundo, profundidade pelo flanco direito.

E Victor, o Santo, recuperando o melhor de sua forma, tem protagonizado defesas marcantes, bem coadjuvado pela dupla de zagueiros que tem crescido e se firmado, não obstante ainda bater cabeça aqui ou ali com o jogo aéreo adversário. Por baixo, chegam às vezes, beirar a perfeição.

O início dessa temporada para o Atlético foi marcado por um virulento e covarde ataque desferido por agentes inimigos e encorpado pela passionalidade da Massa e pela omissão e inapetência dos dirigentes, o que derrubou a autoestima do grupo atleticano e deixou o clima interno do clube extremamente pesado.

Assim, nesse ambiente ainda muito conturbado, as deficiências do elenco, já decantadas em verso e prosa, se tornaram mais agudas, preocupantes e nocivamente decisivas.

Não obstante tudo isso, é nítido, inclusive ao mais incauto dos observadores, que o time, sob o comando de Rodrigo Santana, vem evoluindo satisfatoriamente.

Aliás, se considerarmos o inferno astral vivido pelo Atlético até algumas semanas atrás, o que o time já consegue produzir é surpreendente e digno de aplausos.

Mas é natural também que o time faça partidas nas quais haja decréscimo de produção deste ou daquele jogador ou que a equipe entre em campo em uma rotação mais contida.

Ou seja, oscilar faz parte da vida e de qualquer time, em especial em fase evolutiva e de afirmação, como é o caso do Atlético.

E foi exatamente isso que aconteceu nessa última partida contra o Peixe, na Vila Belmiro.

É impossível a qualquer ser humano ou grupo se manter indefinidamente em alto nível e em alto rendimento em qualquer atividade.

Não sem surpresa, Santos e Atlético entraram diferentes nesse segundo confronto consecutivo entre os dois alvinegros, agora na Vila Famosa, o Horto do Peixe.

Afeito à rotatividade imposta por Sampaoli, o Santos, com um time mais jovem, mais leve e mais lépido, desde o apito inicial buscou impor o seu futebol de intensidade, de muita movimentação tática e física e de muita força mental.

Ofensivamente, Sacha e Soteldo eram as novidades do Peixe, com o primeiro flutuando constantemente, uma espécie de falso 9 e, o segundo, irrequieto, veloz, habilidoso e insinuante, dando um trabalho enorme para Patric que sofreu o castigo dos justos.

Marinho, que completava o trio ofensivo, incomodava bastante a Fábio Santos a quem tirou da zona de conforto inúmeras vezes.
Jorge foi o lateral esquerdo esquerdo praiano encarregado de fazer uma marcação intensa sobre Chará, o carrasco do Santos no jogo anterior pela Copa do Brasil.

O Atlético, por sua vez, mostrou uma inversão tática importante: Cazares jogou preferencialmente centralizado e Luan pelo flanco esquerdo, com a missão sagrada de recompor e secretariar Fábio Santos. Com a posse de bola, Elias e Cazares tinham a missão da articulação.
Sampaoli sabia disso e estes dois atleticanos receberam uma marcação sufocante.
Aproveitando-se da juventude e da mobilidade de seus jogadores, o Santos conseguia fazer com que três homens, no mínimo, fechassem os espaços dos articuladores atleticanos.

Qualquer jogador atleticano que recebesse a bola era imediatamente sufocado por homens de branco que pareciam se multiplicar no gramado da Vila.

Para complicar, Cazares, Luan e Chará mostravam uma dinâmica abaixo do esperado e jogavam em uma rotação aquém daquela vinham desenvolvendo nos últimos jogos.
Desgaste? Acredito que sim. Luan, inclusive, era dúvida exatamente por isso. Surpreendentemente foi até o final, com razoável atuação na etapa complementar.

Chará foi quem mais sentiu. Sua substituição por Geuvânio até que demorou e o ex-santista entrou bem e deu ao time mais força ofensiva.

Durante toda a etapa inicial e até serem substituídos no segundo tempo, Ricardo Oliveira e Chará não conseguiam dar continuidade às jogadas ofensivas criadas pelos companheiros de meio e pela aproximações de Patric e de Fábio Santos, com mais destaque nesse quesito para o primeiro.

Enquanto a idade de Oliveira pesava enormemente, Chará dessa vez não teve energia, pique, tampouco espaço para fazer as suas infiltrações tão mortais nos jogos anteriores.

Na única real chance que teve, em cruzamento perfeito de Geuvânio, o Pastor cabeceou forte, mas no meio do gol, o que permitiu ao bom goleiro do Peixe executar importante defesa.

Mesmo tendo maior posse de bola no primeiro tempo, tendo criado algumas chances de gol, mandado uma bola na trave com Marinho e visto Victor fazer duas grandes defesas, o Santos só conseguiu fazer seus gols em bola parada.

O segundo deles aconteceu em um lance polêmico e estranho.
Mais que estranho. Tem atleticano nas redes sociais dizendo que Fábio Santos falhou nos dois gols do Peixe.
No lance do pênalti não houve falha. O que houve foi, mais uma vez, uma interpretação do VAR, calcada em uma orientação esdrúxula que está sendo adotada aqui no Brasil.

Fábio Santos não teve nenhuma intenção de usar o braço para levar vantagem. Ninguém salta com os braços junto ao corpo. E mais: ele não saltou verticalmente.
Ele se projetou com o corpo inclinado, do ponto A para o ponto B, o que, pelas leis da física que regem o corpo humano, torna o braço esticado movimento natural de impulsão, equilíbrio e proteção.

Não é, a meu ver, uma ação de risco, que pressupõe deliberação, intenção.
A bola, já na descendente, resvalou sua mão e ele nada poderia fazer para evitar.
Mas, como reza a lenda do futebol de hoje, o lance é interpretativo. Vida que segue.

Já no primeiro gol santista a bola foi magistralmente jogada na cabeça de Sasha que, praticamente de costas, desviou com muita felicidade para o canto inferior direito de Victor.

De qualquer maneira, o time atleticano não conseguiu jogar e, muito menos, se impor naquele primeiro tempo.
Os últimos 45 minutos se iniciaram e o jogo da etapa inicial parecia se repetir. Mas, aos poucos o Atlético foi acreditando e propondo o jogo, até ter mais posse de bola e conseguir impor o ritmo da partida.

A única diferença era que o Peixe, ao contrário do Atlético no primeiro tempo, tinha contra-ataque, o que deixava o jogo aberto para várias possibilidades.

O Galo criou algumas oportunidades, marcou uma vez e talvez merecesse até ter empatado o jogo.
Em uma das poucas escapadas santistas no último terço do jogo, houve uma falta de Zé Welison.
Barreira mal formada? Jogadores santistas amontoados com as atleticanos da barreira galista, contrariando a nova regra da FIFA? Victor sem visão e atrapalhado por tudo isso?
Não importa. Pato Sanches foi brilhante e colocou a bola na forquilha, consolidando a vitória do Peixe, justa pelo conjunto da obra do time praiano e, com certeza, um pouco elástica em razão do que o Atlético produziu no segundo tempo.
O futebol é, sem dúvidas, o mais fascinante e às vezes, o mais incongruente dos esportes.

O Santos venceu pelo chamado placar olímpico, 3 x 1, o que para os desavisados pode indicar uma superioridade maior do que a que de fato existiu, com três gols de bola parada, enquanto o Atlético, inapelavelmente derrotado, marcou um gol, fruto de uma jogada coletiva, bem tramada e bem construída.

Definitivamente, nem os santos são todos iguais e nem os jogos se repetem. Ainda bem que isso acontece.

 

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Revisado por: Jéssica Silva

Angel Baldo

Mineiro de nascença, Paulista de criação! Fanático pelo Galo e pelo Fala Galo! Apaixonado pela minha família e Deus, o resto é mimimi!

4 comentários em “Assim como todos os dias são diferentes uns dos outros, nem todos os Santos são iguais e nem todos os jogos se repetem

  • 10 de junho de 2019 em 14:21
    Permalink

    Até que enfim alguém está enxergando a bagaça como eu.
    Aqui é Galo p@##$

    Resposta
  • 10 de junho de 2019 em 15:12
    Permalink

    acaba de sair o adversário do galo nas quartas de final da copa do Brasil. São as freguesas e caloteiras que são o adversário do galo. Marias.

    Resposta
  • 10 de junho de 2019 em 23:15
    Permalink

    Derrota “normal”, embora nosso ideal seja vencer, vencer, vencer.
    O que não é normal é um cara velho desse e que não faz gols a 9 partidas continuar sendo titular, quando o reserva imediato precisa apenas de um toque na bola pra fazer o gol.
    Essa diretoria é muito incompetente. Santos e São Paulo querendo levar essa joça e os caras ficam fazendo anus doce.

    Resposta
  • 11 de junho de 2019 em 07:50
    Permalink

    O Santos foi eficiente na bola parada e só assim fez os gols, mas bola parada também vale, mérito deles. Agora no pênalti para mim Fábio Santos queria dar um “toco “, me lembrou jogo de basquete. Fora isso espero um time mais descansado pra quinta e que possa jogar bem (se der)e ganhar do São Paulo. No mais esperando por bons reforços.

    Resposta

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