Custo da obra pode ultrapassar R$ 750 milhões se não houver reconsideração das contrapartidas

Foto: Reprodução Arena MRV

Por: Betinho Marques

A engenharia financeira da Arena segue. Em entrevista ao #FalaGaloFlix, na sexta-feira (29), o CEO da Arena MRV, Bruno Muzzi, explicou vários andamentos da obra e vale assistir ao sexto episódio.

Spoiler FG FLIX

Em função da variação de preços dos insumos da construção, uma das preocupações do gestor do estádio fixou-se nos custos do empreendimento.

“Antes calculados em cerca de R$ 560 milhões, os valores da obra devem aproximar-se de pouco mais de R$ 600 MM, só no perímetro interno. Mas aqui temos alternativas, o que pesa e muito, são as contrapartidas. Antes a obra era calculada para 41.000, hoje são 46.000 torcedores e os preços subiram absurdamente.”

Com as obras viárias impostas em condicionantes da PBH, estima-se que além dos R$ 600 milhões internos, haveria um acréscimo de cerca de R$ 150 milhões. Com isso, a casa do Galo pode ultrapassar a grandeza de R$ 750 milhões. Nas últimas semanas, a Arena MRV protocolou estudos tentando contrapor algumas das contrapartidas, principalmente as viárias, que são consideradas desequilibradas e pesadas, além de buscar tempo para balancear seus fluxos. As análises ainda estão em avaliação pela PBH e segundo o CEO da Arena, Bruno Muzzi, há uma expectativa boa de melhora e de menor peso para o estádio se forem reconsideradas as questões de trânsito, já que, o estádio colabora muito para o município e a relação sempre cordial de ambos (Arena MRV e PBH) pela busca do entendimento.

“Conversamos com a secretária Maria Caldas e ela disse que se atendermos tecnicamente aos contrapontos e provarmos isso do ponto de vista legal, que a prefeitura não se oporia. Estamos otimistas no bom desfecho”.

Caso a obra chegue nas cifras citadas acima, o custo médio de construção de cada cadeira saltaria de R$ 12.174,00 nos antigos (R$ 560 milhões) para R$ 16.304,00 (R$ 750 milhões).