Análise: Grêmio 1 x 0 Atlético #AquibancadaFeminina

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Por: Carol Castilho

 

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Eu não sei se você acompanhou, mas antecedendo a partida entre Grêmio e Atlético, o alvinegro publicou em seu perfil no Instagram um #TBT de 2012, relembrando uma vitória em cima do tricolor gaúcho, em Porto Alegre, partida na qual o “Bambino de Ouro”, Bernard, aplicou dois chapéus na defesa adversária e Jô marcou o gol da vitória.

 

Bateu uma saudade boa, né? Na época, Ronaldinho Gaúcho, Bernard, Jô e companhia retomavam a liderança do Campeonato Brasileiro 2012.

Em 2019, estamos na ponta da tabela, o Galo é vice-líder, mas o futebol… Ele não está sendo o suficiente pra nos manter lá em cima e a qualquer momento podemos escorregar na tabela.

Vida que segue, vamos falar um pouco mais sobre a derrota por 1 a 0 para o Grêmio, em Porto Alegre.

Para entendermos um pouco melhor a partida, troquei ideia com mais três torcedoras apaixonadas: as atleticanas Elis Lemes, Thalita de Souza e a gremista Isadora Graski.

Curta mais uma edição da ARQUIBANCADA FEMININA.

 

FICAMOS NAS CORDAS

Elis Lemes, 34 anos, fonoaudióloga: “O Galo chegou à Arena do Grêmio embalado após uma vitória surreal sobre o Flamengo, em Belo Horizonte, na última rodada do Brasileirão. Empolgados com a segunda colocação no campeonato, acreditávamos que seria um jogo para atolar os tricolores. O empate era o mínimo esperado, afinal, temos respeito pelo Grêmio e seu recheado plantel.

Essa também seria uma partida para carimbarmos a camisa de um ex-jogador que por aqui passou e nos jurou amor eterno…

O Atlético ficou em Belo Horizonte, nossos melhores atletas foram poupados contra o Unión La Calera para essa partida que víamos como uma grande batalha, mas infelizmente o time novamente ficou no ostracismo. Foi um jogo em que o tricolor gaúcho, em sua casa, empurrou o Galo contra as cordas, nada funcionou, exceto o questionado arqueiro atleticano. Sim, para Victor a lei do ex funcionou, já que na maior parte do jogo parecia ser Grêmio x Victor. Outro renegado também apareceu, Fábio Santos auxiliou bem a defesa, mas não o suficiente para impedir a liberdade de Felipe Vizeu que no primeiro lance do 2° tempo, livre, colocou a bola lá dentro. Infelizmente a apatia de sustentar a defesa não funcionou e ficou claro que um time que não ataca não vence.

Na segunda etapa ele entrou, o ex-Galo, Diego Tardelli, que jogou fácil em cima do Patric, chegou com perigo em alguns momentos, mas Victor estava lá para impedir o deleite do atacante em fazer o seu primeiro gol na temporada. Sinceramente, esperava a entrada instantânea de Geuvânio, mas isso só aconteceu com os já passados 20 min da etapa complementar. É tarefa difícil para o nosso interino olhar para o banco e não ver muitas alternativas e ele acabou optando por Nathan, diferente do Renato Gaúcho que olhou para o banco e tinha Felipe Vizeu e Diego Tardelli como opções.

Assim ficamos como abobados com a passividade de um time que no seu hino canta ‘… Lutar, lutar, lutar /Com toda nossa raça pra vencer…’.

Onde ficou a luta, a coragem e a agressividade para vencer? Vamos voltar a Belo Horizonte ouvindo nos fones de ouvido o hino do Clube Atlético Mineiro para que assim, quem sabe, esses jogadores aprendam o que é ser Galo, P*&%$#!

Finalizo por aqui: se não contratar bem, a instabilidade irá continuar”.

 

EX: DIEGO TARDELLI

Todo mundo acompanhou a novela do retorno de Tardelli para o Brasil, foi especulado em vários times, inclusive no Atlético, mas fechou com o Grêmio. Isadora Graski, torcedora gremista, nos conta a satisfação da torcida com Diego Tardelli.

Isadora Graski, estudante de Educação Física , Rio Grande do Sul: “O que posso dizer é que a torcida criou e ainda cria uma grande expectativa perante a ele, o jogador ficou um tempo fora do Brasil e talvez demore um pouco para se adaptar novamente, mas ontem entrou bem no jogo, vi jogando com vontade. A torcida confia nele, sabemos que ele é um excelente jogador e quando se habituar bem ao grupo vai se encaixar”, disse a torcedora.

 

Torcedora, o Atlético já levou NÃO de treinadores como Osório, Rogério Ceni e Jorge (Jesus).

Sem grandes opções no mercado, o Galo pode acabar por efetivar Rodrigo Santana. A torcedora Thalita nos esclarece a situação, afirmando que o Atlético deve contratar corretamente.

Thalita de Souza, 30 anos, médica: “Os treinadores buscados pelo Galo foram nomes que já estão com trabalhos consolidados em seus clubes, como o Rogério Ceni, ou que têm mercado inclusive internacional. Visto que estamos há cerca de três anos sem um planejamento adequado que dê ao técnico a possibilidade de desenvolver um bom trabalho, não consigo estranhar as recusas. No entanto, penso que não é o momento de parar com as buscas por um novo treinador, mas sim traçar um perfil que se encaixe no modelo de jogo proposto pelo clube (se é que este já foi definido) e correr atrás desse profissional. O Rodrigo Santana já mostrou ser um bom profissional, mas ainda precisa amadurecer ao lado de um treinador mais experiente, ou será queimado em poucos meses, entrando na nossa longa lista de dispensados. É necessário buscar um novo técnico, ainda que essa busca demore”.

Thalita, muitos acreditam que a parada para a Copa América será fundamental para o Galo. Você acredita que vão conseguir pôr a casa em ordem, ou vão continuar nessa mesma pendenga?
“Não acredito que a pausa para a Copa América será a solução da lavoura, já que o planejamento é inadequado há anos e o elenco tem algumas sérias carências. Mas certamente será um período importante para a implementação de ideias de jogo que, com partidas no meio e no fim de semana, são difíceis de serem assimiladas. Essa importância será ainda maior se, porventura, conseguirmos um treinador até lá e o elenco for reforçado pontualmente como quer Rui Costa. Ele está bem tranquilo e certamente sabia o tamanho da barca furada em que estava entrando, além disso, não dá para pensar que ele vai arrumar tudo isso em dois meses. Se a ideia dele é realmente investir na formação de um departamento de futebol forte, é um projeto em médio prazo. Por outro lado, eu acho que o restante da diretoria sentiu um pouco a pressão, tanto que buscou o Rui Costa para conduzir essa possível reformulação”.

Quero agradecer a colaboração das atleticanas Elis Lemes e Thalita de Souza e da minha colega de futebol, a gremista Iasadora Graski.

Meninas, muito obrigada pelo tempo reservado e análises feitas.

Então, torcedora, curtiu a participação? Você também pode participar da nossa ARQUIBANCADA FEMININA, basta entrar em contato pelas redes sociais do Fala Galo.

 

Revisado: Jéssica Silva

Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

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