Análise Arquibancada Feminina: La Equidad 1 x 3 Atlético

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Carol Castilho
Do Fala Galo, em Belo Horizonte
29/08/2019 – 05h45

Eu não sei se você sabe o peso de ser um semifinalista da Copa Sul-Americana, mas se colocarmos na balança e puxarmos na memória, não tínhamos muitas expectativas de classificação. Eu me lembro que o lema de alguns era “jogar para não cair”, “vamos tentar salvar o ano” e até com razão, até porque, não tínhamos muita noção de planejamento. Estávamos totalmente perdidos no primeiro semestre, sequer tínhamos diretor de futebol, muito menos técnico. Agora sim, parece que as coisas estão se encaixando. Somos semifinalistas do segundo torneio mais importante organizado pela confederação sul-americana e ainda estamos no alto da tabela do Campeonato Brasileiro 2019.

Fala sério, torcedor, na madrugada de terça para quarta-feira você pôde dormir tranquilo, com o sorriso de orelha a orelha, porque ficou feliz e satisfeito com o jogo que assistiu ou ouviu em Bogotá.

Enfim…. Sigamos em frente comemorando esta vitória (até porque não sabemos mais quando vamos ganhar com um placar largo como este, já que Rodrigo Santana tem a sina de 2×1. Impressionante!). Para tentar descrever o sentimento desta classificação, eu tive o prazer de trocar uma ideia com três torcedoras apaixonadas: Elisângela Cardoso, Carol Rizzo e Bárbara Kimberly.

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Foto: Bruno Cantini

A torcedora Carolina Rizzo, de 21 anos, fez uma análise do primeiro tempo do Atlético na partida: “No primeiro tempo, o La Equidad teve uma posse de bola maior, porém, sem eficiência. O Galo jogou com inteligência e saiu rápido nos contra-ataques. Soube aproveitar a falha da defesa adversária e marcou o primeiro gol da partida com o Réver. O Atlético sentiu a altitude, o que dificultou muito o estilo de jogo do Atlético. O time cadenciou muito o jogo e evitou dar lançamentos por causa da velocidade da bola.
No final da partida os jogadores estavam mortos em campo, mas o importante foi alcançar o objetivo e trazer a classificação” , opinou a estudante de jornalismo.

MELHORES EM CAMPO: “Elias, Jair, Réver e Rabello foram os melhores em campo. Jair deu liga no meio campo, e não é de hoje que merece muitos elogios, vem jogando muito. O Elias é extremamente importante para o time do Atlético, um jogador muito inteligente. Réver e Rabello se encaixaram muito bem no esquema do Rodrigo Santana, estão fazendo grandes jogos”.

PIORES EM CAMPO: “Ricardo Oliveira, Cazares e Chará foram os piores em campo. Apesar do gol, o Chará vem devendo muito, não mostrou nem a metade do que vale. Cazares, mesmo com duas assistências, teve uma partida apagada, longe daquilo que é capaz de jogar. O Ricardo teve muitas dificuldades lá na frente, apesar da assistência para o gol”.

A fonoaudióloga Elisângela Cardoso, de 34 anos, faz uma análise do segundo tempo: “Vivemos ontem um segundo tempo de muitas emoções. Até parecia que seria tranquilo, tudo dentro do esperado, até o La Equidad marcar o gol de empate, após falha a de marcação do Elias. Mas sem dar oportunidade para o azar, após cobrança de escanteio de Cazares, Chará, com oportunismo, aproveitou a sobra de Jair e de cabeça ampliou o placar. O Galo sacramentou a classificação após uma jogada envolvente e estratégica, com Geuvânio, Patric, Ricardo Oliveira, e Elias, que finalizou friamente para o gol de Novoa. Assim o Galo chegou às semifinais da Copa Sul-Americana. Que venham ‘Los Hermanos’ do Cólon. O salão de festas vai lotar”.

A agente financeira Barbara Kimberly, de 22 anos, opina sobre Ricardo Oliveira como capitão: “Ao meu ver, capitão é aquele cara que serve de exemplo para a equipe. Não adianta falar palavras bonitas de incentivo, se dentro de campo não consegue ser decisivo, partir para cima e resolver na marra”.

ARQUIBANCADA FEMININA

Carol Castilho: Nossa crista está cada vez mais alta, estamos realmente acreditando que podemos ser campeões da Copa Sul-Americana 2019. A partir de agora, qual o nosso maior adversário? Nós mesmos?

Elisângela: “O Atlético vem tropeçando na ausência de gols dos nossos atacantes. Vejo uma defesa mais consistente e um meio de campo grande com as jogadas e roubadas de bola do Jair. Nosso próximo adversário é um time argentino, sabemos da raça com que jogam, porém, temos qualidade, bola e raça para vencer”.

Carol Castilho: Qual a sensação de vencer por três gols de diferença em uma competição internacional e sem sofrimento quando falamos de Galo?

Carol Rizzo: “Se tratando de quartas de final em uma competição internacional, o resultado foi maravilhoso. Não foi um jogo de alto nível no quesito técnica, mas o time do Atlético mostrou eficiência na hora de concluir as jogadas, consequentemente, vieram os três gols. Agora é pensar no Cólon, jogar com inteligência e trazer um bom resultado para Belo Horizonte.

Carol Castilho: Há muito tempo não víamos Réver, o “Capitão América”, fazendo um gol com a nossa camisa… Qual é a sensação de tê-lo de volta?

Barbara Kimberly: “O Réver transmite segurança, desde o seu retorno me sinto aliviada quanto à defesa. A frieza com que ele trata os adversários é admirável. Ele tem a cara do Atlético e sim, merece e deve ser o capitão definitivo. Ele tem o espírito da coisa, parece que nasceu para esse posto”.

Carol Castilho: No terceiro gol, nós vimos uma linda troca de passes. Diria mais, o coletivo ganhou o jogo e não houve egoísmo. O time está totalmente fechado para ganhar a Copa Sul-Americana?

Elisângela: “A jogada que culminou no terceiro gol é o reflexo de um time bem treinado. Mérito do treinador, por saber construir a estratégia, e lógico, dos jogadores pela execução. Simplesmente irretocável.  O time está fechado e com essa postura podemos sim pensar no título.”

Carol Castilho: O Atlético jogou bem e mesmo tendo pouca posse de bola, foi mais efetivo. O que o time desse jogo teve de diferente em comparação ao de domingo, que não conseguiu trabalhar da mesma forma?

Barbara Kimberly: “O time titular. Para jogar contra uma equipe tão fraca como o La Equidad, poupar o time inteiro contra o Bahia foi um erro. Foi um jogo onde não teve muita qualidade na criação, houveram muitos chutões e cruzamentos. Espero que o Galo tenha aprendido com os erros.”

Quero agradecer a colaboração das torcedoras Elisângela Cardoso, Carol Rizzo e Barbara Kimberly. Muito obrigada pelo tempo reservado e análises feitas.

 

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Revisão: Jéssica Silva
Edição: André Cantini 

Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

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