Análise Arquibancada Feminina: Atlético x Fortaleza – Ê, Galo!

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“É impressionante como o Atlético tem o poder de decepcionar a sua torcida! Essa apatia e falta de interesse em campo em alguns jogos já estão cansando o seu torcedor, que apoia incondicionalmente e não recebe o retorno em campo.” – Carol Castilho.

 

Imagem: César Batista (VamuGalo)

 

Por Carol Castilho e revisado por Jéssica Silva 

São pequenas coisas que nos desanimam, como jogadores que se acham maiores que o clube e deixar resultados importantes a serem resolvidos de última hora. Não é sempre que a mística do “Eu acredito” vai funcionar, é preciso trabalhar para que as coisas deem certo e, definitivamente, esquecer os anos de 2013 e 2014. Foram anos mágicos, lindos, momentos únicos que todo mundo guarda no fundo do coração, mas aquele time não vai voltar, se tiver que tirar jogador daquela época, que tire. Temos que pensar no melhor para o Clube Atlético Mineiro!

Com a cabeça mais fria, mas muito decepcionadas, vamos saber o que as mulheres do Galo acharam da partida entre Atlético e Fortaleza. O ‘Arquibancada Feminina’ de hoje conta com a participação das torcedoras Mariana Araújo, Sabrina Kalks, Mariana Capachi e Aline Cristina, que fazem uma análise da partida que foi uma verdadeira decepção.

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A partida deste domingo, na Arena Independência, contou com uma arbitragem feminina. Edina Alves Batista foi quem apitou, ela também trabalhou no mundial feminino. Para analisar o trabalho realizado, nós convidamos a ex-árbitra Aline Cristina, de 35 anos, que trabalhou por 9 anos na FMF/CBF:

Aline Cristina

“Ver a arbitra apitando o jogo do Galo me trouxe uma alegria sem tamanho. Eu creio que ninguém faz ideia das dificuldades que uma mulher enfrenta para chegar e comandar uma partida de série A do Campeonato Brasileiro. Existem os limites físicos, o preconceito, a pressão familiar, o machismo… E ela passou por tudo isso. Vitória gigante! Ela se apresentou técnica e fisicamente bem preparada. A equipe do Fortaleza a todo momento fez o famoso ‘bolinho’ em volta da árbitra, que não titubeou e apresentou cartão amarelo a cada vez que foi questionada, de forma muito veemente, diga se de passagem. Ela não se perdeu em suas marcações. Os erros cometidos foram em decorrência dessa ‘lenga lenga’ que se tornou o VAR. Passa a impressão que o árbitro está refém do vídeo. O primeiro pênalti marcado a favor do Galo foi uma falta claríssima e só foi marcado depois da interferência do VAR”, afirmou a administradora.

A torcedora Mariana Araújo, de 29 anos, fez uma pequena análise do primeiro tempo do galo.

Mariana Araújo

“No primeiro tempo, o Atlético teve momentos de lucidez. O time jogou pelo gasto e teve a gigante contribuição da equipe do Fortaleza, que após o gol contra ficou um pouco desorganizada. Elias procurou aproveitar algumas brechas no campo do adversário, Geuvânio, apesar de tentar muito, pouco ofereceu perigo. Cazares, infelizmente escalado pela esquerda, pouco se apresentou para o jogou. O ataque do Galo conseguiu causar alguns sustos, mas infelizmente sem obter o êxito”.

MELHORES E PIORES: “Neste jogo foi bem difícil escolher os melhores em campo, contudo, fico com Elias, que tentou ocupar bem os espaços e mais uma vez o volante Jair, que recompôs bem. Os piores jogadores foram Alerrandro, que não conseguiu dominar uma bola. Tudo o que tentou fazer deu errado. O atacante Luan, que apesar de poucos minutos em campo errou passes, parecia perdido, perdeu bisonhamente o pênalti, além de um gol de frente para o goleiro. Momentos como estes poderiam ter nos dado os três pontos”

A torcedora Mariana Capachi, de 38 anos, fez uma pequena análise do segundo tempo do galo.

“O Galo começou a segunda etapa vencendo por 2 a 0 e estava administrando bem o jogo, o Fortaleza não chegava ao ataque. Com a contusão do Jair, que junto com Cazares vinha sendo o melhor jogador do Galo na partida, e a substituição do Cazares (a meu ver errada, mas teoricamente não comprometedora, pois entrou o Chará que também é titular), o time teve uma queda de produção. O placar final foi a soma de uma ineficiência ofensiva do Galo (gols perdidos cara a cara com o goleiro pelo Alerrandro, Geuvânio, Lucas Hernandéz e Luan – em um só lance três gols foram perdidos), somado a erros individuais (a falha do Guga na cobertura aérea defensiva), um pênalti desnecessário do Igor Rabello, e pênaltis mal batidos do nosso time. O Hernandéz fez uma péssima partida, ofensivamente e defensivamente. Bateu saudade do Fábio Santos mesmo na sua pior fase. Foi uma série de erros que o Fortaleza soube aproveitar e que somados culminaram em um domingo amargo”. 

Para a torcedora Sabrina Kalks, de 24 anos, o Atlético foi incompetente: “Não acredito que o Galo tenha menosprezado o adversário, o problema maior é pecar nas finalizações, sendo contra qualquer adversário. Contra o Fortaleza, a equipe teve, no mínimo, três ou quatro chances claras de gol que foram displicentemente desperdiçadas. Faltou competência para matar a partida. Complicaram um jogo teoricamente fácil. Não é novidade… quem não faz, leva”, finalizou a engenheira mecânica.

Sabrina Kalks

Para a torcedora, não é normal que dois jogadores diferentes percam dois pênaltis: “É inadmissível. Principalmente depois de uma parada para Copa América, período em que o time teve um período dedicado exclusivamente a treinamento e preparação. Não só no quesito pênalti, como em muitos outros momentos, o time se comporta como um amontoado, sem entrosamento e organização. Incrivelmente o time não consegue render 90 minutos”.

 

ARQUIBANCADA FEMININA

Carol Castilho:O primeiro tempo não teve muitas polêmicas e o time de hoje foi muito diferente do que vimos no último clássico. Esses altos e baixos do Atlético desanimam o torcedor?”

Mariana Araújo: “O Galo parece ter paixão por esfriar nossa empolgação. Sabemos da limitação do elenco, assim como temos certeza que ele possui a capacidade de se entregar e fazer feitos maiores do que tem feito. A torcida sempre abraça o clube, mas a falta de vontade de ganhar dos jogadores com toda certeza frea o ímpeto da torcida, que esperava mais um grande jogo do Atlético hoje.”

Sabrina Kalks: “Futebol, como tudo na vida, é cíclico. Se você se acomoda porque é idolatrado, perde o foco e a ambição de melhorar e aprimorar suas capacidades. NENHUM JOGADOR que esteve nas glórias apresenta o mesmo nível de hoje, já se passaram cinco anos e muita coisa aconteceu. De um modo geral, transformamos a gratidão pelos títulos passados em jogadores eternamente intocáveis no elenco. O torcedor e o Atlético precisam acordar para isso, não dá para viver amarrado nessa consideração eterna. Sobretudo, ter a mesma cobrança tanto com os campeões do passado como com quem chegou agora. Correria e carrinho inútil na linha de fundo não pode ser confundido com raça e não ganha jogo! O Atlético precisa respirar novos ares, a diretoria tem que parar de inchar o elenco com jogadores que são bons para compor, medianos e que não vão resolver quando precisarmos.”

Carol Castilho: “Luan entrou em campo e a todo o momento em que pegava na bola era vaiado. Mereceu?”

Mariana Capachi

Mariana Capachi: “Acho que ele está colhendo o que plantou. Luan no Galo é um caso de amor e ódio. Não tem meio termo. Ou as pessoas o apoiam incondicionalmente ou o odeiam. Eu sou contra vaiar jogador em campo. Acho que vaia nunca é incentivo de mudança, mas me encaixo na parte da torcida que pensa que a ‘era Luan’ já deu. Acho que é um jogador que não tem técnica, só muita correria e essa correria é o que apaixona o atleticano que vê o jogador como raçudo, característica que sempre exigimos dos nossos jogadores. Aí entra também outra questão, aquela gratidão eterna ao time de 2013 e 2014. Não podemos viver desses títulos. Temos que pensar no futuro e em renovação. Se é para viver de gratidão, vamos chamar de volta Edcarlos, Guilherme, ou tantos outros que participaram diretamente dos títulos. Ontem Alerrandro errou o pênalti e quando a juíza mandou voltar a cobrança, Luan pegou a bola para bater. Isso dentro de um grupo não se faz. Quem bate de novo é quem errou. Coleguismo. E bateu mal demais. Luan não tem espírito de grupo. Ele é arrogante, não respeita os colegas de trabalho, acho que desde a entrevista que ele deu falando do Cazares a torcida estava esperando uma oportunidade para demonstrar a insatisfação, não aceita ser banco e sai chutando cadeira.

Já deveria ter sido vendido, até porque, na primeira coletiva que ele der, vai novamente dizer que teve propostas de vários clubes e que o Galo não permitiu sua saída. Gostaria de o ver jogando em outro clube para que ele mesmo perceba que não é o jogador que pensa que é. Para ver o que é torcida pegar no pé de jogador, porque aqui ele sempre teve o carinho da Massa”.

Carol Castilho: “Quais das manifestações podem ser eficazes? Vaiar é uma delas?”

Mariana Capachi: “Protesto dentro de campo é cobrar raça, cantar o tempo todo, como foi feito no jogo contra o Cruzeiro, e mostrar que a torcida é o 12º jogador. Vaiar é depois do jogo, para mostrar a insatisfação com o resultado. Fora de campo, é ir para a porta da sede exigir as contratações pontuais que foram prometidas. Semana que vem temos uma decisão importantíssima contra o Botafogo, o caminho mais curto para uma vaga para a próxima Libertadores. E, aparentemente, todas as contratações dessa janela foram pensadas para Copa do Brasil, competição da qual fomos eliminados. O lareral esquerdo contratado para ser a sombra do Fábio Santos ainda não demonstrou um futebol de qualidade e não poderá atuar na Sul-Americana, uma vez que já jogou pelo Peñarol. O Otero chegou como nosso único reforço, pois com a saída precoce do Adilson, o volante Ramón Martínez vem cobrir a ausência do jogador e também não poderá ser inscrito, uma vez que já atuou pelo Guarani do Paraguai. Ainda precisamos compôr nosso ataque. Alerrandro, infelizmente, não está à altura. Tem mais de um mês que se fala na contratação do Luciano (Fluminense), agora o Grêmio entrou no leilão. Sabemos do momento de austeridade, mas precisamos urgentemente compor o elenco para almejarmos uma vaga na Copa Libertadores.”

Carol Castilho: “O que você acha do VAR?”

Aline Cristina: “O VAR tem muita coisa boa a oferecer. Se formos parar para pensar, os dois últimos jogos do Atlético teriam resultados diferentes se não existisse esse recurso, mas a forma como ele tem sido utilizado não está funcionando. Os árbitros estão utilizando de bengala, se abstendo de marcar lances fáceis, com medo de errar e serem desautorizados pelo vídeo. Por ser seu primeiro ano de utilização, espero que para o futuro a CBF, os árbitros, os clubes e os torcedores tenham tempo e vontade de entender e se adequar ao uso do VAR.”

Quero agradecer a colaboração das torcedoras Aline Cristina, Mariana Araújo, Mariana Capachi e Sabrina Kalks. Muito obrigada pelo tempo reservado e análises feitas.

 

DE CARONA COM O FALA GALO #13:

 

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Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

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