Análise Arquibancada Feminina: Atlético x Cruzeiro – Valeu, Galo!

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Por Carol Castilho / Revisado por Jéssica Silva

A noite da última quarta-feira estava fria em Belo Horizonte, mas o coração do atleticano estava quente. O jogo estava com requintes de um verdadeiro clássico e foi uma ótima oportunidade para poder gritar “eu acredito”. Não poderia ser diferente, encarar o nosso maior rival não é fácil, ainda mais nas quartas de final da Copa do Brasil.

A tremedeira da torcida celeste começou nas primeiras horas do dia 17 (quarta-feira). Os cruzeirenses jogaram milho e fizeram pichações nos arredores da Arena Independência.

O Clube Atlético Mineiro tem o poder de mover o seu torcedor onde ele for, como a estudante de nutrição Joana Porto, de 25 anos. Ela mora em Caetanópolis, mas faz parte da Galoucura Sete Lagoas e sempre foi muito apaixonada pela TOG. O pessoal da caravana estava desanimado com o primeiro jogo, então ela fechou com mais dois amigos e eles vieram de carro. Joana tem uma opinião sobre o vandalismo feito pela torcida celeste: “Tremedeira é como isso se chama, piada ultrapassada. ” 

Joanna Porto em jogo do Galo no Horto

Bom, o Atlético venceu por 2 a 0, mas esse placar não foi o suficiente para o alvinegro seguir na competição. Mais importante que a classificação para a próxima fase foi ver a postura do Galo em campo, totalmente diferente do primeiro jogo no Mineirão (que só dá azar). Ao meu ver, foi o melhor jogo do ano e se continuar assim dá para salvar o ano com algum título.

Com a cabeça fria e o coração conformado com a eliminação, vamos saber o que as mulheres do Galo acharam do clássico na Copa do Brasil! O ‘Arquibancada Feminina’ de hoje conta com as participações das torcedoras Elisângela Lemes, Thalita de Souza, Malu precioso e Joana Porto, que fazem uma análise da partida emocionante no Horto.

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Elisângela Lemes

A torcedora Elisângela Lemes, de 34 anos, fez uma pequena análise do primeiro tempo: “O primeiro tempo foi bem intenso, ataque contra defesa. O Fábio realmente estava em uma noite inspirada, fez defesas incríveis. O Galo tentou, foi mais incisivo, mas a bola infelizmente não entrou. Pecamos no primeiro jogo e caímos pelos nossos próprios erros. Lances como a defesa do Victor na cobrança de falta e o cabeceio fulminante do Patric contra o gol e o gol do Cazares mexeram com as emoções da torcida”, disse a fonoaudióloga.

MELHORES EM CAMPO: “Patric com seu tiro perfeito ao gol, Cazares, Otero, Chará”

PIOR EM CAMPO: “Fábio Santos foi uma vergonha, já tem um tempo que virou uma avenida onde qualquer um passa. Victor tudo que chega entra, algo precisa ser revisto, falhas grosseiras. Luan apagado deixou a sua energia no banco e o Ricardo Oliveira mais um jogo apagado, sem criatividade e sem buscar mais o jogo.”

A colunista do Fala Galo, Malu Precioso, de 22 anos, faz uma pequena análise do segundo tempo: “O segundo tempo lembrou muito o estilo ‘Galo Doido’. Quando o Santana começou a tirar volantes para colocar atacantes, eu pensei ‘meu Deus do céu, segura esse meio de campo’. Não faltou determinação do time para vencer, mas alguns erros ficaram evidentes. Fábio Santos perdendo gol debaixo da trave sem goleiro e Victor aceitando aquela bola entrar, sendo salvo pelo VAR. Pontualmente, temos muito a evoluir, mas o coletivo é isso mesmo. Se tivéssemos jogado assim o ano inteiro, não estaríamos na posição em que estamos hoje”.

Malu Precioso

Carol Castilho: “Eu tenho a impressão de que o clube protege alguns jogadores como Luan, Victor e Léo Silva, por conta de 2013. Alguns destes jogadores não tem mais condições de estar em campo e qual a saída que Rodrigo Santana pode achar sem desagradar a torcida e o elenco?”

“Nem Jesus agradou todo mundo, quanto mais Rodrigo Santana. A experiência que ele tem como treinador é a URT, um time que é acostumado a jogar trancado e sair no contragolpe. O Atlético não é nenhuma dessas duas coisas: não joga fechado, acho que nem sabe, e não sai no contragolpe, porque, na maioria das vezes, Chará sobra sozinho. O ideal é começar uma transição que nunca existiu. Nosso time tem, em maioria, jogadores muito velhos e muito novos, tipo Victor com 36 e Cleiton com 21. Isso se repete em outras posições, como na zaga de Léo e Maidana, e nos centroavantes, com Oliveira e Alerrandro. O mais correto, na minha opinião, é começar a mesclar os dois times, assim ele não estaria deixando ninguém de fora”.

Carol Castilho: “O que dizer do Luan no Atlético?”

“Luan nunca foi uma estrela de futebol, ele é um jogador mediano que costumava fazer a diferença. Ele tinha tudo o que o Galo queria: raça e correria. Com o tempo, idade e lesões tiraram uma dessas características dele. Imagino que, em 2014, jogando com Chará, por exemplo, seria uma dupla mortal. Hoje, já não acho prudente. Pra ser sincera, acho que o Galo perdeu a oportunidade de ter vendido ele naquela época, porque hoje eu não acredito que nós teremos uma outra proposta”, finalizou a Content Editing.

Thalita de Souza

A torcedora Thalita de Souza, de 30 anos, nos fala qual a lição que o Galo deve tirar da Copa do Brasil 2019: “A Copa do Brasil nos ensina que em clássico sempre se entra com a faca nos dentes e que cada bola deve ser disputada como se fosse o último jogo da vida. Há anos o Galo entra apático contra o rival e, por isso, não consegue resultados positivos. O espírito do clube é de raça, de entrega, e os jogadores devem entender isso para vestir a camisa”.

ARQUIBANCADA FEMININA

Carol Castilho: “O clássico deixa a gente com os nervos à flor da pele, nos tira do sério e, às vezes, nos faz até perder a razão. A torcida do Galo atirou copos e disparou  cusparadas em Mano Menezes. Esse tipo de atitude não representa a verdadeira torcida do Galo, o que podemos dizer a eles?”

Malu Precioso: “Não representa Carol, nem Malu, nem Atlético e nem os outros 22 mil torcedores. São pessoas que devem ser identificadas e passar, de preferência, uma semaninha na cadeia, para ver o quanto é gostoso. Os jogadores pediram para eles pararem de jogar copos, a regra diz que não podem. Mesmo assim, eles sujeitam um time que está numa situação financeira delicada a mais uma multa. Pra mim, não são atleticanos e deveriam ser punidos, não só na lei, como na arquibancada (tipo ter o sócio retido ou pegar um gancho de jogos)”.

Thalita de Souza: “O comportamento da torcida durante o clássico pode prejudicar o Galo na sequência da temporada, com perdas de mandos de campo. Claro que o torcedor em um momento tão passional não pensa nas consequências. No entanto, é necessário que haja um esforço coletivo para evitar esses incidentes, respeitando o adversário, por mais difícil que seja”.

Carol Castilho: “A partir de agora, qual é o nosso principal objetivo?”

Malu Precioso: “Bom, sobrou a Sul-Americana, que é meu título favorito do ano, inclusive. Eu espero muito que o Galo não dê mole para o Botafogo, porque precisamos desse prêmio em dinheiro e da classificação direta para a Libertadores, além da oportunidade de jogar uma Recopa. Pra isso, tem que manter essa mentalidade. Jair, Rabello, Vina, Patric, Guga, Alerrandro, esses caras entenderam tanto o que é jogar no Atlético quanto o que é preciso para ficar na história e há alguns jogadores que ainda precisam dessa instrução. Os que não entendem nunca, que já estão aqui há muito tempo e a ficha ainda não caiu, são dispensáveis.”

Thalita de Souza: “A postura do Galo hoje deve ser mantida nos próximos jogos, principalmente nas decisões da Copa Sul-Americana. Esse campeonato é o caminho mais curto para um título nessa temporada, com adversários teoricamente mais fáceis. E o planejamento deve levar em conta a vaga direta para a Libertadores e a premiação mais vantajosa que a competição oferece esse ano. Se mantiver a dedicação e raça mostradas na partida da  última quarta-feira, tenho certeza que as chances de alcançar essa conquista são muito grandes.”

Quero agradecer a colaboração das torcedoras Elisângela Lemes, Thalita de Souza, Malu Precioso e Joana Porto. Muito obrigada por colaborarem com a coluna e pelo tempo que cada uma de vocês reservou para fazer as análises.

Então, torcedora, curtiu a participação?

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Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

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