Análise Arquibancada Feminina: Atlético fecha o 1º turno decepcionando sua torcida

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Carol Castilho
Do Fala Galo, em Belo Horizonte
16/09/2019 – 07h01

Pensando no jogo de ida da semifinal da Copa Conmebol Sul-Americana, o Galo recebeu o Internacional na manhã deste domingo, na Arena Independência, em jogo válido pela 19ª e última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro.  O alvinegro perdeu por 3 a 1.

O time de Rodrigo Santana terminou o 1º turno em 9° lugar, com 27 pontos.

A ideia inicial era vencer, não só pelo fato de o Galo jogar em seus domínios, mas por precisar voltar a se encontrar com a vitória. Porém, o Atlético esbarrou novamente em falhas coletivas e individuais e somou apenas mais um revés na competição nacional.

Aparentemente a equipe de Rodrigo Santana ainda não aprendeu que troca de passes seguida de falta de objetividade e ousadia para chegar às redes do adversário não é o suficiente. Jogadores experientes que cometem erros quase que amadores, falta de organização em campo, polêmicas sobre mau comportamento fora dele (isso se resume ao Cazares) e um time que vem sendo superado por todos os seus adversários no Campeonato Brasileiro há cinco rodadas: estaria este Galo preparado para disputar uma vaga na final da Copa Sul-Americana?

O discurso de “girar a chavinha” com certeza será usado pelos jogadores e pela comissão técnica, mas se não houver uma mudança de atitude, se perder não passar a ser algo que incomode o plantel atleticano, dificilmente teremos sucesso na competição continental, que é a nossa última chance de fazer valer a temporada.

Nas últimas partidas do Atlético no campeonato era possível apontar exatamente o que havia nos rendido mais uma derrota, mas também era perceptível que o time havia construído oportunidades para vencer. Ontem, no entanto, o Galo foi dominado pelo Internacional, que nem mesmo estava em campo com o que tem de melhor, e fez uma partida omissa e descompromissada. Não vencer parece ser algo que não incomoda os jogadores atleticanos e aceitar resultados ruins com tanta facilidade pode acabar com qualquer ambição de um clube de futebol. Por maiores que sejam as dificuldades e até considerando nossas limitações em termos de técnica, nada, absolutamente nada justifica o fato de uma equipe se satisfazer com resultados tão ruins, mesmo que o foco da temporada seja uma outra competição.

O momento do Atlético no Campeonato Brasileiro é vexatório e é inaceitável que o torcedor olhe da arquibancada e veja jogadores andando em campo. Falta comprometimento e acima de tudo respeito pela camisa centenária que estes jogadores estão representando a cada vez que pisam no gramado.

Há quem goste dos jogos de domingo às 11 horas da manhã, pois é considerado como um resgate da família nos estádios e dá para aproveitar o restante do dia com os amigos e tudo mais.

Nem as altas temperaturas em Belo Horizonte desanimaram a torcida, que compareceu para apoiar o time antes que o Galo viaje para a Argentina. Foram cerca de 18.966 pagantes, mas infelizmente todo o esforço e carinho não foram retribuídos pelo time em campo. Falhas bizarras e desorganização foram alguns pontos que fizeram a torcida sair antes de o jogo acabar.

Enfim… Vamos ver o que o Atlético vai arrumar neste 2° turno do Campeonato Brasileiro.

Vamos saber o que as mulheres do Galo têm a dizer desse “joguinho fei” na arena Independência. As torcedoras Jé Meireles, Carol Rizzo e Karyne Teixeira analisam esta partida.

 

ARQUIBANCADA FEMININA!

Foto: Cantini

A torcedora Jé Meireles, de 27 anos, faz uma análise do 1 ° tempo: “O time até tentou, mas estava perdido. Será que era a exposição ao sol do péssimo horário, ou uma noite de sono mal dormida? Tivemos até chances, mas como já é de consciência de todas, as nossas finalizações estão de mal a pior… O que mais me irritou foram os passes curtos errados e também a falta de vontade. O time estava apático, ou melhor, vem sendo. É complicado querer culpar apenas o treinador, mas não dá mais para insistir em começar com o Ricardo Oliveira! Como o próprio Di Santo já falou, ele não é a solução, mas pode ser a fagulha que falta para acender o nosso ataque”.

MELHORES EM CAMPO: “Melhor em campo é complicado, né? Destaque ao Bruninho, que entrou bem – mesmo perdendo a bola no que ocasionou o gol – é normal que ele ainda sinta insegurança, vale a pena dar mais chances ao garoto”.

A jornalista foi ao jogo e ficou chateada, mas não surpresa pela derrota e acredita que só há um culpado: o PRESIDENTE “O principal culpado, ao meu ver, tem nome, sobrenome e some nas horas em que precisamos dele. O Senhor Sérgio Sette Camara como presidente é omisso, preguiçoso e ausente. Se não tomar as rédeas do Galo e entender que a posição que ele exerce é de extrema responsabilidade e que necessita de presença, cobrança e medidas vão continuar nessa bagunça. A austeridade não pode ser desculpa para uma atuação ridícula, se não quer contratar, que faça o MÍNIMO, COBRE! Acorda, “senhor presidente”, já está na hora de deixar seu filho seguir o caminho dele como o moço grandinho que é, ele não precisa de babá… Que tal focar no seu trabalho como PRESIDENTE?!”

A torcedora Karyne Teixeira, de 21 anos, faz uma análise do 2° tempo: “Péssimo. O time estava completamente perdido e voltou do intervalo pior do que foi. Atuação apática e vexatória. Na minha opinião, Santana escalou e mexeu mal na equipe. As mexidas desorganizaram ainda mais o time, além de abri-lo. Com isso, o Internacional soube ser letal e o Atlético não conseguiu construir uma jogada, impor seu ritmo na partida, nada. Optaram somente por chuveirinho na área, o que não deu em nada. Em parte porque o índice de cruzamentos certos é pífio, mas também porque em determinado momento o time estava tão bagunçado que o Di Santo estava na ponta cruzando bola na área para o Chará… Foi terrível do começo ao fim”.

Para a estudante, o técnico do Galo ainda não balançou no cargo: “Não acho que se deva trocar treinador, nada disso. Há muitos outros mais culpados antes dele na lista de demissões, mas é óbvio que o Rodrigo precisa rever alguns conceitos. Parar de insistir com jogadores que não têm um bom desempenho, nem números que comprovem o merecimento da titularidade. Trabalhar em busca de acertos no esquema tático da equipe, que vem demonstrando não se encaixar. Não há variação. Parece que as equipes aprenderam a neutralizá-lo e não temos alternativas. Mas é notório que o sinal de alerta já se acendeu para ele” finalizou.

A torcedora Carol Rizzo, de 21 anos, destaca alguns nomes da partida de hoje: “Elias, Fábio Santos, Patric e Réver erraram tudo o que tentaram no jogo. Elias, muito perdido, deixou muitos espaços no meio-campo. Rever foi extremamente displicente em dois lances que resultaram nos gols do Colorado. Fábio Santos e Patric, além de não apoiarem com precisão no ataque, deixaram uma avenida para os reservas do internacional”.

A estudante de jornalismo nos diz se é possível vencer o primeiro jogo da Sul-Americana na argentina: “Para conquistar a Sul-Americana, o Atlético precisa mudar totalmente sua postura em campo. Esse time que vimos hoje não passa para a próxima fase! Se quiser conquistar essa vaga para a final e, consequentemente, o título, vai precisar mostrar serviço. Se continuar jogando dessa maneira, errando tantos passes, deixando espaços e o ataque tão ineficaz, pode desistir e dar adeus ao título” finalizou.

Foto: Cantini

 

ARQUIBANCADA FEMININA: CAZARES

Carol Castilho: Mesmo depois destes escândalos envolvendo Cazares, Rodrigo Santana relacionou o jogador para a partida. Já deu de Cazares aqui no Galo? Como ele poderia ser punido por não se comprometer com o time?

Jé Meireles: “O nosso meio campo é algo complicado, sofremos da dependência do Gustavo Blanco e quando ele contundiu foi aquele desespero… Agora sofremos da dependência do Jair. Os suplentes não têm conseguido tapar essa lacuna, até mesmo por não ter uma constância com o grupo profissional e pela pressão que a torcida coloca. A questão do Cazares é preocupante, não apenas por ser um profissional do Galo e tudo o que ele faz respinga na entidade Clube Atlético Mineiro, mas como pessoa. Me preocupo, pois Cazares não é mais adolescente, ele já tem 27 anos e sabe das consequências de suas escolhas. Escutei a coletiva do Rui e ele falava sempre que a consciência do jogador seria a melhor punição, mas cá entre nós, pela frequência de besteiras feitas por ele, duvido que essa autopunição vá existir. Falta um pulso forte para sentar e falar: ‘e aí? Vai sair ou vai tomar jeito?’. Futebol sabe que ele tem, só falta ter a cabeça centrada e começar a agir como homem! Assuma as responsabilidades e faça o que tem que ser feito, ou sai ou joga! É complicado falar para que ele saia, mas se continuar assim, será insustentável a permanência do jogador.”

Karyne Teixeira: “Eu sempre fui defensora do Cazares. De que é o único cara que pode fazer algo de diferente, é o jogador que cria as jogadas do time, tem bons números, mas… O extracampo tem se mostrado cada vez pior. Ele é um jogador e não um atleta, e hoje não dá para ser só assim. Se ele quisesse ajuda para mudar e se comprometer com os objetivos dos companheiros e do clube…, mas, infelizmente, não demonstra isso. O clube não pode ser refém dele e também tem de se atentar ao ambiente, meio ingênuo acreditar que suas atitudes não têm reflexos no vestiário, então que prezem pelo bom clima nele. Penso que seu ciclo está se encerrando no Atlético e que na próxima janela já devem procurar um novo rumo para ele. E o que me preocupa não é a sua saída, mas a reposição. Não dá para esperar algo de bom vindo de quem comanda o clube no momento.”

Carol Rizzo: O Cazares é um jogador diferenciado, mas infelizmente ele não sabe se aproveitar desse talento que tem. Ele ainda não aprendeu a se comportar como um jogador profissional, quem dirá ter a responsabilidade de jogar em um time grande. Mas na altura do campeonato em que estamos, perto de uma semifinal de uma competição internacional, é melhor mantê-lo no time. Em um lance ou em uma falta, por exemplo, ele pode acabar decidindo. Mesmo com todos os problemas, querendo ou não ele é o jogador mais talentoso do time, pena que não sabe aproveitar isso. Quanto à punição, a melhor decisão é tirar do bolso. Com certeza vai doer muito mais do que tirá-lo de um jogo.”

 

 

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Edição: Jéssica Silva
Edição de imagem: André Cantini

Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

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