400 vezes Victor: Da cobrança a Canonização – Por Tâmara Santos.

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Por: Tâmara Santos

No dia 29 de junho de 2012 o goleiro Victor Leandro Bagy era anunciado no Clube Atlético Mineiro.

Desde a saída do goleiro Diego Alves em 2007, a Massa não sabia o que era ter um arqueiro de alto nível defendendo suas redes, dessa forma, o jogador chegou para suprir uma das principais carências do time. A Massa atleticana acabava de sair de uma época sofrida, repleta de altos e baixos e mal sabia que ali a sua historia tomaria um novo rumo. Daquele dia até aqui, o goleiro acumula 400 jogos, sendo: 195 vitórias105 empates e 100 derrotas,sofreu 419 gols e soma 17 pênaltis defendidos, sendo 1 deles responsável pela “canonização” do goleiro, mas vamos com calma.

Victor é homenageado pelos 400 jogos/Imagem: CAM

Desde sua coletiva de apresentação, Victor demonstrava ambições e entendeu o tamanho da responsabilidade que estava sendo colocada em suas mãos (literalmente), ressaltou seu comprometimento em dar alegrias a torcida atleticana, exaltou a estrutura do Clube e fez questão deixar bem claro seu objetivo ao vestir o manto: Conquistar títulos. O promissor goleiro não demorou para fazer valer cada centavo gasto em sua contratação e rapidamente caiu nas graças da Massa.

No ano de estreia, o goleiro ajudou o time a fazer uma das campanhas mais memoráveis no brasileirão, que apesar de fatidicamente não resultar no titulo, foi a chave par a abertura do maior período de glorias do time. Por diversas vezes foi peça fundamental para as vitorias do Galo, pegou pênaltis e operou verdadeiros milagres. Sua identificação com a Massa era notável e essa história ganhou um capítulo histórico no dia 30 de maio de 2013.

Essa data está presente na memoria de todos os Atleticanos e é impossível falar de Victor sem citar o acontecimento. “Dia de São Victor’’, assim ficou conhecido e eternizado o 30 de maio nos corações atleticanos. Após excelente campanha na fase de grupos da libertadores 2013, o Galo encontrou alguns problemas. Ficamos acostumados às “viradas históricas” mas nenhuma se comparava à que nasceria dos pés milagrosos do goleiro. O Atlético tinha conseguido um empate milagroso no México e parecia tranquilo para o jogo da volta, porém, aos 25 minutos do primeiro tempo, vimos Riascos marcar para o adversário e ameaçar pela primeira vez a classificação. Foi um jogo eletrizante e para alivio da Massa, Réver empatou o jogo ao final do primeiro tempo. Parecia encaminhada a classificação, era só segurar o jogo… Mas a gente sabe que nada poderia ser fácil, nunca é. Aos 24 minutos do segundo tempo, a estrela de Victor brilhou ao operar o primeiro milagre da noite e impedir que Piceño virasse o jogo para os visitantes. Tenho certeza que naquela altura não existia nenhum atleticano ateu e a gente só pedia a Deus para o jogo acabar logo. Mal sabíamos que a maior angustia só aconteceria aos 47 do segundo tempo, quando inacreditavelmente, Leonardo Silva comete um pênalti bobo no jogador Marquez, ameaçando de vez a tão sonhada classificação. Me lembro de estar assistindo o jogo ao lado do meu pai e naquele momento eu só consegui chorar. Passava um filme na minha cabeça, por que tinha que ser assim? Por que tínhamos que sofrer tanto? Por que Léo Silva? e ai ouvi meu pai me dizendo para confiar no Victor. O autor do gol do Tijuana seria o batedor e ali começava a ser reescrita a história Riascos x Victor… Foram minutos de angústia, até que ouvimos da voz do Marco de Vargas “Você é o cara Victor… Riascos autorizado, ai o Riascos, Riascoooos VIIIIIIIICTOOOOR PEGOOOOU!!! VICTOR SALVA O GALO NO HORTO, ESPETACULAR O GOLEIRO!!!” Eu não acreditava no que acaba de ver: nos pés do goleiro, da forma mais espetacular possível, brilhou a estrela do camisa 1 e naquele momento a gente soube que estava escrito.

Obviamente a história do goleiro não se resume a uma defesa, mas é inegável que aquele momento elevou o patamar do ídolo. Carinhosamente, ele foi “canonizado” pela torcida e daquele dia em diante, ficou conhecido como São Victor.

Com a camisa alvinegra o goleiro conquistou: 1 copa Libertadores, 1 Recopa, 1 Copa do Brasil (repleta de viradas históricas e uma final tranquila contra o rival Cruzeiro), 1 Florida-Cup e 3 dos 6 Campeonatos Mineiros que disputou (podendo aumentar esse número agora em 2019).

Victor com o prêmio de melhor goleiro da Copa do Brasil 2014/Imagem: CAM

O ‘casamento’ já dura 7 anos e como todo relacionamento, não possui só fases boas. No ano de 2016, o goleiro enfrentou algumas dificuldades, sofreu com lesões, falhou por diversas vezes e foi bastante questionado pela torcida. Porém a historia do ídolo não acabaria ali e através de muito trabalho duro e dedicação, Victor deu a volta por cima e mostrou que podemos sim contar com ele. Ídolo incontestável, no último domingo (7 de abril) o arqueiro completou 400 jogos vestindo a camisa do Atlético, chegando no top 10 de jogadores que mais vestiram a camisa do Galo e à vice-liderança dos goleiros que alcançaram tal feito, ficando atrás apenas de João Leite (684 jogos).

Poucos honram essa camisa como São Victor, poucos demonstram tanto respeito pela entidade e pela torcida, poucos merecem tanto serem chamados de ídolo do jeito que ele merece. Imortalizado em músicas, bandeiras e tatuagens, o goleiro será eternamente lembrado como a peça principal na conquista do maior titulo do clube. Todo respeito e admiração serão recíprocos e esperamos que o goleiro possa defender nossas camisas por muito mais tempo.

Parabéns pela conquista São Victor, você é Gigante!

 

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Angel Baldo

Mineiro de nascença, mas Paulista de criação. 30 anos, Administrador e Engenheiro Mecânico. Atualmente residindo na cidade de Uberlândia.

Um comentário em “400 vezes Victor: Da cobrança a Canonização – Por Tâmara Santos.

  • 8 de abril de 2019 em 17:09
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    Boa tarde massa. Para mim o Victor teve 2013 e 2014 como herói na libertadores e copa do Brasil e Recopa. Desde 2015 o Victor simplesmente transformou no goleiro comum. Aliás está falhando demais e se eu fosse o Levir dava mais chances ao Cleiton. Vai galooo.

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